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Ceará
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Número de lares chefiados por mulheres no Ceará aumenta de 37,5% em 2012 para 47,1% em 2018

Conforme o levantamento, esse crescimento não está diretamente relacionado a não presença de cônjuge masculino no domicílio

09:43 | 15/08/2019
Em relação ao mercado de trabalho, o ganho dos homens é relativamente superior ao das mulheres.
Em relação ao mercado de trabalho, o ganho dos homens é relativamente superior ao das mulheres.(Foto: WILSON DIAS-ABR)

A quantidade de lares chefiados por mulheres no Ceará subiu de 37,5% em 2012 para 47,1% em 2018. No entanto, esse crescimento não está diretamente relacionado a não presença de cônjuge masculino no domicílio, já que o percentual de lares chefiados por mulheres vivendo na mesma residência com seu companheiro aumentou de 33,4% para 41,5% no mesmo período.

Esses dados são do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece), órgão vinculado à Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag) do Governo do Estado do Ceará. Foi publicado no informe referente ao mês de agosto, com o tema sobre a análise da participação feminina na composição familiar e no mercado de trabalho cearense no período 2012/2018.

O trabalho foi elaborado tendo como base em dados da Pesquisa Nacional por Amostragem Domiciliar Contínua (Pnadc), realizada pela Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com autora do estudo, a assessora técnica Luciana Rodrigues, da Diretoria de Estudos Sociais (Disoc) do Ipece, algumas considerações podem ser feitas para tentar explicar as mudanças. “A ampliação de domicílios em que as mulheres são indicadas com a responsável pela família parece evidenciar mudanças no padrão de comportamento social, ou seja, o rompimento dos modelos tradicionais, nos quais o homem, como principal provedor de renda, é considerado o chefe do domicílio”, avalia.

Mercado de trabalho

Em relação à presença das mulheres no mercado de trabalho, verificou-se que elas ainda são minoria. No 4° trimestre de 2018, a taxa de participação da população masculina de 14 anos ou mais de idade na força de trabalho foi de 60%, enquanto que a taxa de participação feminina foi de 40%.

Ao analisar o rendimento médio real do trabalho principal da população de 14 anos ou mais de idade, é possível verificar que o ganho dos homens é relativamente superior ao das mulheres. Eles recebiam cerca de R$ 1.627 e elas, R$ 1.279. Ou seja, as mulheres recebiam, em média, 79% do rendimento dos homens.

Essa diferença aumenta ainda mais quanto controlado por nível de escolaridade. A razão de rendimento médio das mulheres em relação aos homens de 25 a 49 anos de idade - sem instrução e ensino fundamental incompleto – era de 67,7%. Já na comparação relacionado aos que possuíam Ensino Superior completo, elas ganhavam apenas 64,5% do salário médio deles.

Confira as tabelas 

 

 

David Moura