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Ceará
GDE

Do Ceará, trio líder de organização criminosa é preso no Rio Grande do Norte

Com estas prisões, seis membros da mesma facção foram capturados no litoral de outros estados no Nordeste nos últimos seis meses

00:00 | 13/05/2019
Integrantes da organização criminosa usavam documentos falsos no Rio Grande do Norte quando foram presos pela Polícia Civil do Ceará
Integrantes da organização criminosa usavam documentos falsos no Rio Grande do Norte quando foram presos pela Polícia Civil do Ceará(Foto: Divulgação/Draco)

Três integrantes do segundo escalão do grupo criminoso Guardiões do Estado (GDE) foram presos na cidade de Mossoró, no Rio Grande do Norte, na última sexta-feira, 10. Durante a ação, foram apreendidas duas armas de fogo, 42 munições, três carregadores de pistola, dois veículos – incluindo um com queixa de roubo e placas clonadas – e R$ 210,00 em notas de 10 reais, manchadas com tinta de dispositivo antifurto. As informações são da Delegacia de Repressões às Ações Criminosas Organizadas (Draco) da Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE).

Entre os capturados estão Antonio Iago da Silva, 26, o “Magnata” e Dhelk Vieira Silvestre, 29. Ambos fugiram em dezembro último do Instituto Penal Professor Olavo Oliveira (IPPOO II). Carlos Sérgio Galdino Facó, 35, o “Morada”, também foi capturado nessa diligência. “Magnata” e Dhelk residem em Mossoró há três meses. Já “Morada” chegara há uma semana na cidade potiguar, onde passou a dormir na casa de Dhelk. Todos estavam residindo em imóveis alugados, no bairro Nova Betânia.

O segundo escalão é responsável pela articulação da organização e consegue arregimentar os integrantes da base da cadeia hierárquica, para realizar ações criminosas. De acordo com o titular da Draco, delegado Harley Filho, ‘Magnata’, “Morada’ e Dhelk tentavam assumir o controle da organização criminosa, uma vez que os chefes já se encontram presos e isolados.

“Nós iremos representar junto ao juíz daqui e ao juiz do RN, para que haja recambiamento dos três alvos para o estado do Ceará”. De acordo com Harley Filho, os homens estavam envolvidos diretamente com os ataques ocorridos no início do ano no território cearense.

“Magnata” foi o primeiro investigado preso. Após vistoria na casa dele, foram encontrados e apreendidos, na gaveta de um armário, uma pistola calibre .40, um revólver calibre 38, seis munições de calibre 38 e 37 munições de calibre .40. Celulares e diversos documentos em nome de outras pessoas, mas com a foto de “Magnata” foram recolhidos da casa, bem como um Toyota Hilux, que, segundo o acusado, era alugado.

Já no segundo esconderijo, "Morada" e Dhelk foram capturados. Enquanto o primeiro não esboçou reação ao perceber a chegada dos agentes, o segundo tentou fugir pulando o telhado das casas vizinhas. O homem foi pego algumas casas depois, com auxílio de policiais militares do RN, que participaram das buscas pelo suspeito. De volta ao imóvel, os policiais apreenderam três carregadores de pistola calibre 380, celulares e R$ 210,00 em notas de R$ 10, manchadas com tinta de dispositivo antifurto. Um Hyundai Creta com queixa de roubo e com placas clonadas também foi apreendido na casa.

Autuações

O trio foi conduzido para o plantão da Delegacia de Polícia Civil, em Mossoró-RN. Lá, “Magnata” foi autuado em flagrante por porte ilegal de arma de fogo de uso restrito e uso de documento falso. Ele já tem passagens por roubo, homicídio, porte ilegal de arma de fogo de uso restrito e permitido, tráfico de drogas e por integrar organização criminosa no Ceará.

Dhelk tem na ficha criminal três procedimentos por tráfico de drogas, dois por roubo, um porte ilegal de arma de fogo e um procedimento por fuga de preso. Agora, o criminoso deve responder também por receptação e uso de documento falso. A “Morada” foi atribuído posse irregular de arma de fogo; mas o homem já respondia três procedimentos por tráfico de drogas.

Investigações

A Draco segue com as investigações acerca da atuação do trio preso, em Mossoró, para responsabilizá-los por outros crimes em apuração na Polícia Civil do Ceará. “Morada”, por exemplo, é investigado pelo envolvimento com roubo a instituições bancárias no Estado. A Polícia Civil atribui a ele a propriedade dos dois fuzis .50, apreendidos pela primeira vez, no Ceará, no ano passado.

De acordo com Harley, Dhelk atuava na região da Pajuçara. Iago (Magnata), que usava nome falso de Gabriel, atuava no conjunto Palmeiras. Enquanto Morada tinha atuação preponderante contra instituições bancárias no município de Morada Nova. Transferidos ao Ceará, os presos devem ser encaminhados ao Centro de Detenção Provisória (CDP).

Seis presos

“Magnata”, “Morada” e Dhelk se juntam a Francisco de Assis Fernandes da Silva (43), o “Barrinha”; Francisco Tiago Alves do Nascimento (33), o “Tiago Magão”, e Yago Steferson Alves dos Santos (26), o “Yago Gordão”, todos presos em outros estados, entre dezembro de 2018 e maio deste ano.

“Barrinha” e “Tiago Magão” foram capturados no mês passado, em Recife, Pernambuco. Apontados como integrantes do alto escalão da organização criminosa e ocupando função estratégica nas atividades do grupo, os dois moravam em apartamentos de luxo, no bairro de Boa Viagem, quando foram presos. Donos de extensas fichas criminais, os investigados estavam com mandados de prisão em aberto por crime praticados no Ceará.

Em dezembro do ano passado, Yago Steferson Alves dos Santos (26), o “Yago Gordão”, foi capturado em um apartamento de luxo, na praia de Ponta Negra, em Natal, Rio Grande do Norte. Ele foi o primeiro dos seis homens da mesma organização criminosa a ser capturado pela Draco. Após a prisão dele, “Barrinha” e “Tiago Magão” fugiram para a capital pernambucana.

Italo Cosme/ especial para O POVO