Mãe de jovem atingida por ácido diz que produto atingiu parte interna da boca da filha

O segundo boletim médico da paranaense sinaliza que ela apresenta "melhora no seu estado geral", além de respirar espontaneamente e estar consciente

Regiane Ferreira, mãe de Isabelly Aparecida Ferreira Moro, que foi vítima de um ataque com soda cáustica na semana passada, disse que o ácido atingiu a parte interna da boca e parte do peito da filha. A vítima está internada no leito de Terapia Intensiva, no Centro de Tratamento de Queimados do hospital, e recebe cuidados multiprofissionais, sem previsão de alta.

O segundo boletim médico da paranaense sinaliza que ela apresenta “melhora no seu estado geral”, além de respirar espontaneamente e estar consciente. O documento foi divulgado pelo Hospital Universitário de Londrina, nessa terça-feira, 28

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Em entrevista ao programa "Encontro", da Globo, Regina esclareceu que a queimadura foi só dentro da boca e não atingiu nenhum órgão.

“A queimadura dela foi só dentro da boca, fora não. Não tem nada no rosto dela. Não afetou nenhum órgão, só dentro da boca mesmo. O rosto dela, não. Parte do peito dela, mas bem pouco. Ela está bem, está conversando, já está ciente de tudo que aconteceu”, explicou.

A mãe reiterou, ainda, que foi Isabelly quem deu a notícia do ataque. “Na hora que eu recebi a notícia, foi por ela mesmo. Ela me ligou. Disse que alguém tinha jogado alguma coisa nela pra queimar. Quando eu cheguei ao hospital, ela já estava entubada, em coma."

De acordo com O GLOBO, a Polícia Civil informou que a mulher presa dois dias após o ocorrido confessou que cometeu o crime por ciúme do companheiro. Ela revelou que leu mensagens enviadas pela vítima criticando sua aparência. O crime aconteceu na tarde de quarta-feira após Isabelly sair da academia que frequenta na cidade de Jacarezinho.

“No depoimento, ela revelou detalhes e contou ter agido por ciúmes. Ela disse que, acidentalmente, teria manipulado o celular do seu convivente, que está na casa da mãe dele, porque ele está preso. Ela identificou algumas mensagens, em tese, enviadas por Isabelly, que faziam comentários depreciativos em relação a ela e sua beleza. Isso a teria deixado irritada e surgiu a ideia de cometer o crime”, disse o delegado Tristão Antônio.

“Com isso, foi ao supermercado, comprou soda cáustica e misturou com água. Ela também estudou o itinerário e o roteiro da vítima, então, quando Isabelly voltava da academia, ela arremessou [o líquido] e fugiu”, seguiu o delegado.

As investigações apontam que a suspeita do crime tem um filho com o homem que já namorou Isabelly e está preso atualmente. A delegada Caroline Fernandes, que também está à frente do caso, informou que o pai e a madrasta da suspeita procuraram a Polícia para relatar que ela estava desaparecida.

“Na tarde de quinta-feira, o pai e a madrasta da autora dos fatos compareceram na delegacia relatando que ela tinha desaparecido, não retornava para a casa. Eles relataram que não era comum porque ela é muito zelosa com os filhos. Ainda segundo eles, ela não buscou o menino na escola, que é filho também do ex-namorado da vítima, que está preso”, compartilha Caroline.

O delegado Tristão relatou que, após ser comunicado sobre o desaparecimento da suspeita, dirigiu-se à casa da mulher.

“Lá fomos recebidos por sua avó e também havia uma criança. Nós tínhamos as imagens da câmera de segurança que contribuíram para identificar as roupas, e a pessoa estava usando uma peruca. A avó foi questionada e contou ter duas perucas em casa. Ela ainda notou que uma delas foi levada pela neta, justamente na manhã anterior ao crime. Diante disso, confirmamos a suspeita e concluímos a investigação com a prisão preventiva”, completa o delegado.

A Polícia Militar do Paraná informou que Isabelly teve queimaduras no rosto, no peito e na boca. Além disso, a corporação também esclareceu que ela ingeriu a substância.

Na quinta-feira, a Polícia Civil divulgou imagens da suspeita disfarçada andando pelas ruas da cidade. A delegada Caroline Fernandes explicou que as imagens foram compartilhadas para ajudar na identificação. Ainda conforme ela, a Polícia já ouviu 15 pessoas e segue investigando o caso.

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