Caso de racismo na Zara: loja é acusada após abordagem a homem negro em BA
Um dos clientes da loja filmou a ação e imagens viralizaram nas redes sociais. Caso de racismo também aconteceu na mesma rede de lojas, em unidade do Ceará
A loja Zara, do Shopping da Bahia, está sendo acusada de racismo. Um homem negro foi abordado por um segurança, que pediu para revistar sua mochila, acusando-o de roubo. O caso foi filmado por uma pessoa que passava no momento. Nas imagens é possível ver que o acusado abre a mochila, mostra cartões, documentos e diz que tem condições de comprar o que quiser na loja. Caso aconteceu na última terça-feira, 28, no centro de compras baiano.
A assessoria do Shopping da Bahia informou que um segurança do empreendimento foi acionado por representantes da loja, solicitando que o cliente retornasse à loja. "Pedido que foi prontamente atendido pelo cliente, que apresentou as notas fiscais ao lojista", diz a nota. O shopping, no entanto, ressaltou que o segurança não poderia ter atendido tal solicitação, que fere o regulamento da empresa.
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"A administração do Shopping da Bahia não compactua com qualquer ato discriminatório e incluirá as imagens deste fato nos treinamentos internos para evitar que se repitam", disse a nota. Já a assessoria da Zara informou "está apurando todas as informações relacionadas ao fato ocorrido na tarde desta terça-feira, no Shopping da Bahia, para tomar as providências necessárias e evitar que episódios como esse se repitam. A empresa rechaça qualquer forma de discriminação, tema que deve ser tratado com a máxima seriedade em todos os âmbitos."
Veja abaixo o vídeo que viralizou nas redes sociais ou clique aqui para assistir:
Mais um caso de racismo envolvendo a Zara em Salvador. Dessa vez, o segurança obrigou um homem abrir a mochila para provar que ele não tinha roubado nada ?????
O que está faltando para essa loja fechar? Até quando ela irá cometer crimes e permanecer impune? RACISMO É CRIME! pic.twitter.com/Wm90C7PnSq
Caso parecido aconteceu no Ceará em 2021: a Zara foi acusada pela Polícia Civil do Ceará de manter um código em uma loja da marca no Shopping Iguatemi de Fortaleza para indicar a entrada de clientes. Geralmente, a prática discriminatória tinha foco em pessoas negras: no momento em que alguém entrasse na Loja, o código "Zara zerou" era soado na loja. A partir daquele momento a pessoa não era mais tratada como cliente, mas como uma pessoa nociva ao atendimento normal da loja. De acordo com o delegado Sérgio Pereira, a orientação era de "vigiar" a movimentação de pessoas "de cor e mal vestidas". À época, a Zara negou a acusação.
Bruno Filipe Simões Antônio, gerente da loja de departamento Zara do shopping Iguatemi, foi denunciado pelo Ministério Público do Ceará (MPCE) para a Justiça no início de dezembro. A investigação sobre o caso começou depois que uma delegada foi abordada na loja, em 14 de setembro. O gerente Bruno Filipe Simões Antônio, de 32 anos, foi indiciado por racismo. Em nota, a Zara disse que a abordagem da delegada não foi motivada por questão racial, mas seguindo protocolos de saúde. Disse ainda que não tolera discriminação racial.