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Homem agride mulher após ela se recusar a fritar torresmo para ele

Depois de ser ouvido, o homem teve sua prisão em flagrante decretada, mas pagou R$ 3 mil de fiança e foi liberado

15:05 | 28/07/2021
Para evitar as agressões, a vítima havia se trancado com os filhos em um quarto e acionou a Polícia Militar. Quando os agentes de segurança chegaram, eles viram o homem com a faca nas mãos. (Foto: Reprodução/Policia Militar de Minas Gerais)
Para evitar as agressões, a vítima havia se trancado com os filhos em um quarto e acionou a Polícia Militar. Quando os agentes de segurança chegaram, eles viram o homem com a faca nas mãos. (Foto: Reprodução/Policia Militar de Minas Gerais)

Um homem de 41 anos foi preso em flagrante suspeito de agredir a esposa, de 42 anos, depois que a mulher se recusou a fritar torresmo para ele. O crime aconteceu na madrugada da última terça-feira, 27, na cidade de Igarapé, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Ao chegar em casa após sair da academia, por volta das 20h, a mulher encontrou o marido ingerindo bebida alcoólica em casa. Conforme o relato da vítima, o Boletim de Ocorrências e as informações divulgadas pelo G1, o homem estava "bastante alcoolizado" e, assim que viu a mulher, pediu para ela fritar torresmo.

A mulher então se recusou. Com a negativa, o homem teria ficado "muito nervoso" e chegou a falar para a vítima que "seu negócio era apenas academia de ginástica".

A mulher é mãe de dois garotos. De acordo com ela, ainda no quarto do filho de 5 anos, que estava dormindo, o homem começou com as agressões verbais e, em um momento, tentou tomar o celular da vítima, apertando sua mão e pescoço.

Ela conseguiu empurrar o homem e ele pegou uma faca na cozinha e jogou o objeto em direção à vítima e ao filho. A faca acertou a porta do banheiro. Depois disso, ele falou que iria matar a mulher, o filho deles e o enteado que estava dormindo, conforme a versão da mulher.

A vítima se trancou com os filhos em um quarto e acionou a Polícia Militar. Os agentes de segurança chegaram e encontraram o homem com a faca nas mãos. Ele foi algemado.

A mulher teve ferimentos nas mãos, mas não precisou de atendimento médico. Todos os envolvidos foram para a Delegacia de Plantão de Betim.

Depois de ser ouvido, o homem teve sua prisão em flagrante ratificada. Ao O POVO, a Polícia Civil do Estado de Minas Gerais informou que o suspeito pagou a fiança de R$ 3 mil e foi liberado no mesmo dia. O homem pode responder pelo crime de ameaça e lesão corporal no âmbito doméstico e familiar. A Investigação segue em andamento.

Violência contra a mulher - o que é e como denunciar?

A violência doméstica e familiar constitui uma das formas de violação dos direitos humanos em todo o mundo. No Brasil, a Lei 11.340, conhecida como Lei Maria da Penha, caracteriza e enquadra na lei cinco tipos de violência contra a mulher: física, psicológica, moral, sexual e patrimonial.

Entenda as violências:

Violência física: espancamento, tortura, lesões com objetos cortantes ou perfurantes ou atirar objetos, sacudir ou apertar os braços

Psicológica: ameaças, humilhação, isolamento (proibição de estudar ou falar com amigos)

Sexual: obrigar a mulher a fazer atos sexuais, forçar matrimônio, gravidez ou prostituição, estupro.

Patrimonial: deixar de pagar pensão alimentícia, controlar o dinheiro, estelionato

Moral: críticas mentirosas, expor a vida íntima, rebaixar a mulher por meio de xingamentos sobre sua índole, desvalorizar a vítima pelo seu modo de se vestir

A Lei 13.104/15 enquadrou a Lei do Feminícidio - o assassinato de mulheres apenas pelo fato dela ser uma mulher. O feminicídio é, por muitas vezes, o triste final de um ciclo de violência sofrido por uma mulher - por isso, as violências devem ser denunciadas logo quando ocorrem. A lei considera que há razões de condição de sexo feminino quando o crime envolve violência doméstica e familiar ou menosprezo ou discriminação à condição de mulher.

LEIA MAIS | Veja como denunciar violência doméstica durante a pandemia

Veja como buscar ajuda:

Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180

Delegacia de Defesa da Mulher de Fortaleza (DDM-FOR)
Rua Teles de Souza, s/n - Couto Fernandes
Contatos: (85) 3108- 2950 / 3108-2952

Delegacia de Defesa da Mulher de Caucaia (DDM-C)
Rua Porcina Leite, 113 - Parque Soledade
Contato: (85) 3101-7926

Delegacia de Defesa da Mulher de Maracanaú (DDM-M)
Rua Padre José Holanda do Vale, 1961 (Altos) - Piratininga
Contato: 3371-7835

Delegacia de Defesa da Mulher de Pacatuba (DDM-PAC)
Rua Marginal Nordeste, 836 - Jereissati III
Contatos: 3384-5820 / 3384-4203

Delegacia de Defesa da Mulher do Crato (DDM-CR)
Rua Coronel Secundo, 216 - Pimenta
Contato: (88) 3102-1250

Delegacia de Defesa da Mulher de Icó (DDM-ICÓ)
Rua Padre José Alves de Macêdo, 963 - Loteamento José Barreto
Contato: (88) 3561-5551

Delegacia de Defesa da Mulher de Iguatu (DDM-I)
Rua Monsenhor Coelho, s/n - Centro
Contato: (88) 3581-9454

Delegacia de Defesa da Mulher de Juazeiro do Norte (DDM-JN)
Rua Joaquim Mansinho, s/n - Santa Teresa
Contato: (88) 3102-1102

Delegacia de Defesa da Mulher de Sobral (DDM-S)
Av. Lúcia Sabóia, 358 - Centro
Contato: (88) 3677-4282

Delegacia de Defesa da Mulher de Quixadá (DDM-Q)
Rua Jesus Maria José, 2255 - Jardim dos Monólitos
Contato: (88) 3412-8082

Casa da Mulher Brasileira

A Casa da Mulher Brasileira é referência no Ceará no apoio e assistência social, psicológica, jurídica e econômica às mulheres em situação de violência. Gerida pelo Estado, o equipamento acolhe e oferece novas perspectivas a mulheres em situação de violência por meio de suporte humanizado, com foco na capacitação profissional e no empoderamento feminino.

Telefones para informações e denúncias:

Recepção: (85) 3108.2992 / 3108.2931 – Plantão 24h
Delegacia de Defesa da Mulher: (85) 3108.2950 – Plantão 24h, sete dias por semana
Centro Estadual de Referência e Apoio à Mulher: (85) 3108.2966 - segunda a quinta, 8h às 17h
Defensoria Pública: (85) 3108.2986 / segunda a sexta, 8h às 17h
Ministério Público: (85) 3108. 2940 / 3108.2941, segunda a sexta , 8h às 16h
Juizado: (85) 3108.2971 – segunda a sexta, 8h às 17h