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Policia prende quadrilha de blogueiras e desconfia de ligação com filha do cantor Belo

Isadora Alkimin Vieira foi presa em novembro de 2020, acusada de integrar quadrilha que aplicava golpes em clientes de cartões de crédito. Neste mês de julho de 2021, a Polícia Civil do Rio prendeu mais 5 mulheres pelo mesmo motivo. A suspeita dos investigadores é de que se trata de uma única quadrilha

11:29 | 14/07/2021
Filha do cantor Belo é uma das 12 mulheres presas sob acusação de integrar quadrilha de golpes eletrônicos (Foto: Reprodução/Instagram)
Filha do cantor Belo é uma das 12 mulheres presas sob acusação de integrar quadrilha de golpes eletrônicos (Foto: Reprodução/Instagram)

Conhecidas como a quadrilha das blogueiras estelionatárias, cinco mulheres foram presas na última quarta-feira, 7, no apartamento onde funcionava uma central de telemarketing usada para aplicar golpes em clientes de cartões de crédito. O apartamento está localizado no Recreio dos Bandeirantes, na zona oeste do Rio de Janeiro. As jovens podem ter conexão com grupo criminoso do qual a filha do cantor Belo, Isadora Alkimin Vieira, é acusada de fazer parte, conforme informações divulgadas pela Polícia Civil

Isadora e outras 11 mulheres foram presas em novembro de 2020, por agentes da Delegacia de Combate às Drogas (Dcod), em um apartamento na Barra da Tijuca. Investigadores acreditam que a prisão efetuada das cinco suspeitas, neste ano, pode ter ligação com a das 12 mulheres, presas em novembro do ano passado.

A filha do cantor Belo, Isadora é acusada de integrar uma quadrilha especializada em golpes por meio eletrônico, ligada a uma facção criminosa do Estado do Rio. Isadora e mais seis mulheres do grupo foram soltas após um mês de prisão. A decisão de revogar a prisão preventiva foi do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

Bairro Recreio dos Bandeirantes

No caso das últimas cinco presas (Yasmin Navarro, Anna Carolina de Sousa Santos, Gabriela Silva Vieira, Rayane Silva Sousa e Mariana Serrano de Oliveira), no bairro Recreio dos Bandeirantes, também funcionava uma central de telemarketing usada para aplicar golpes. Os “escritórios do crime” eram usados pelas mulheres para fazer ligações para vítimas de golpes.

A distância entre os dois endereços é de 10 quilômetros. Os dois grupos possuíam a mesma forma de atuar. “Tudo indica que seja a mesma quadrilha. Ainda estamos em investigação, mas já há elementos que nos apontam isso” afirma a titular da 40ª DP (Honório Gurgel), delegada Márcia Beck Simões, responsável pela prisão da última quarta-feira.

Deboche

As cinco mulheres presas tinham um grupo no WhatsApp para falar sobre os golpes. O grupo era intitulado de “Apto 302 Recreio”, lá elas trocavam informações sobre as vítimas, comentavam o sucesso ou não dos golpes e falavam sobre o saldo bancário das vítimas.

As jovens chegavam a ironizar o limite bancário daqueles que caiam no golpe ou mesmo de pessoas que desconfiavam da quadrilha. Em conversas divulgadas no portal Extra, Yasmin Navarro encaminha os dados de uma idosa de 82 anos com baixo limite bancário: “Pobre”, escreveu Yasmin.

Texto pronto

As estelionatárias recorriam a um texto pronto e padrão para aplicar os golpes. Normalmente o texto seguia essa abordagem: “O motivo do meu contato é referente a uma transação que se encontra irregular no nosso sistema. Foi uma compra realizada agora pouco nas lojas americanas na cidade de São Paulo, no valor de R$ 2.375,33. O senhor(a) reconhece a transação?”, diz o texto.

Motoboy

Como já foi mencionado anteriormente, as estelionatárias ligam para as vítimas, fingem ser da central do banco e informam que foi feita uma compra fraudulenta com seus cartões de crédito ou débito. As mulheres simulam um procedimento para bloqueio dos cartões e conseguem extrair os dados bancários das vítimas.

Ao final do processo da fraude, as supostas atendentes orientam as vítimas a entregarem seus cartões a motoboys que vão até os endereços das vítimas. Os motoqueiros fingem que foram enviados pelo banco e conseguem os cartões das vítimas.

Com informações do portal Extra