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Mulher simula dor abdominal para ser levada a hospital e denunciar cárcere privado

De acordo com a polícia, a mulher teria contado a uma enfermeira que estava sendo mantida em cárcere privado, agredida e abusada sexualmente.

09:37 | 06/07/2021
Mantida em cárcere de privado, mulher simulou dor abdominal para ser levada até hospital, em Porto Alegre. (Foto: Reprodução/Google Maps)
Mantida em cárcere de privado, mulher simulou dor abdominal para ser levada até hospital, em Porto Alegre. (Foto: Reprodução/Google Maps)

Uma mulher simulou dor abdominal para ser levada até um hospital, onde denunciou que estava sendo mantida em cárcere privado pelo companheiro. O caso aconteceu na noite de domingo, 4, em Alvorada, na Região Metropolitana de Porto Alegre. As informações são da Brigada Militar (BM) e do portal G1. O homem foi preso.

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De acordo com a Polícia, durante o atendimento, a mulher teria contado a uma enfermeira que estava sendo mantida em cárcere privado, agredida e abusada sexualmente desde a última sexta-feira, 2. Além disso, foi relatado que o companheiro ameaçou-a e aos filhos de morte e tirou o chip do celular da vítima.

A profissional de saúde chamou a Brigada Militar. O homem foi detido e levado até a delegacia. Ele estava no saguão do local esperando pela mulher.

O homem foi preso preventivamente pelos crimes de abuso sexual, lesão sexual, ameaça e cárcere privado. Ele já tinha antecedentes criminais por roubo e tráfico de drogas. A mulher vai receber uma medida protetiva contra o companheiro.

Violência contra mulher

Conforme o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), em 2020, mais de 105 mil denúncias de violência contra a mulher foram registradas nas plataformas do Ligue 180 e do Disque 100. Do total de registros, 72% (75,7 mil denúncias) são referentes a violência doméstica e familiar contra a mulher.

De acordo com a Lei Maria da Penha, esse tipo de violência é caracterizado pela ação ou omissão que cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico da mulher. Ainda estão na lista danos morais ou patrimoniais a mulheres.