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Família doa coleção de 70 mil moedas deixada por idoso que morreu de Covid

Foram quase 30 anos colecionando, resultando em 70 mil moedas que, quando contadas, somaram mais de R$ 20 mil. A coleção foi usada pela família para doações após o idoso morrer de Covid-19

18:44 | 27/06/2021
A coleção era organizada em potes que ficavam guardados no escritório na casa de Nathalino Ruy (Foto: TV TEM/Reprodução)
A coleção era organizada em potes que ficavam guardados no escritório na casa de Nathalino Ruy (Foto: TV TEM/Reprodução)

Nathalino Ruy, 83, colecionou mais de 70 mil moedas durante um período de quase 30 anos, algumas delas, raras. A coleção virou herança para os filhos e netos depois que o idoso morreu em março de 2021, de Covid-19, em Jundiaí (SP).

Era possível encontrar moedas de vários países no meio da coleção, como Japão, União Soviética, Grécia, Turquia e Emirados Árabes. O desejo do idoso com o acervo era que os herdeiros usassem as moedas para fazer o bem. Por isso, após a morte de Nathalino, a família resolveu fazer uma doação de panetones e vales para entidades assistenciais da cidade.

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De acordo com informações concedidas ao portal G1, Leandro Ruy, filho do idoso, realizou a contagem das moedas com um grupo de pessoas, chegando ao estimativo de mais de R$ 20 mil. A grande coleção pesava mais de 240 quilos e foram necessárias quase 24 horas para que tudo fosse contado.

“Decidimos ir até um supermercado que fazia a troca por panetones. O que não conseguimos trocar, transformamos em dois vales, que foram doados para famílias necessitadas. Esse era o desejo dele” explicou o filho.

A paixão de Nathalino por moedas começou aos 14 anos, quando ele recebeu seu primeiro salário. Os trocos recebidos iam para os potes que guardavam a coleção e, com o passar do tempo, a quantidade só foi crescendo. As moedas raras, vindas de outros países, eram presentes de amigos que viajavam para o exterior.

Toda a coleção ficava guardada em um escritório na casa do idoso. A organização era feita de forma que as moedas fossem separadas por valor e por país de origem. “Ele sempre foi muito organizado e extremamente inteligente. Adorava isso e estudava muito”, disse o filho ao G1.

Batalha contra a Covid-19

Segundo o portal G1, Nathalino, que tinha problemas cardíacos, teve uma queda de pressão em janeiro de 2021, sendo levado ao hospital, mas recebeu alta e voltou para casa. Em fevereiro, sentiu novamente os mesmos sintomas e, dentre os exames solicitados pelo médico, estava o teste para a Covid.

A família teve a surpresa de se deparar com o resultado positivo para a doença. Durante os primeiros dias, o idoso ficou em isolamento dentro de casa, mas sofreu uma mal súbito no dia 3 de março, precisando ser levado ao hospital mais uma vez.

Nathalino ficou internado na enfermaria, mas logo precisou de atendimento na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde ficou por 15 dias. A filha, Lílian de Cássia Ruy, disse que o pai desejava uma festa toda azul quando recebesse alta do hospital.

Infelizmente, não foi possível atender ao pedido do idoso. O colecionador de moedas morreu no dia 18 de março. Para que o desejo de Nathalino fosse realizado, a família fez homenagens com balões azuis durante o cortejo.

“A tristeza foi de não podermos ao menos nos despedir, dar um último abraço, ouvir a última palavra. Sua vacina estava agendada, mas não deu tempo”, disse Lílian.

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