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NOTÍCIA

Suspeito de assassinatos em série contra homens gays está foragido

José Tiago Correia Soroka, de 32 anos, é responsável por três assassinatos entre maio e abril deste ano. Dois ocorreram em Curitiba, capital do Paraná, e um em Aberlardo Luz, município no interior de Santa Catarina

23:10 | 17/05/2021
O suspeito tem passagens pela polícia por roubo e está proibido de se aproximar de duas ex-esposas devido a medidas protetivas (Foto: Divulgação/Polícia Civil do Paraná)
O suspeito tem passagens pela polícia por roubo e está proibido de se aproximar de duas ex-esposas devido a medidas protetivas (Foto: Divulgação/Polícia Civil do Paraná)

Polícia Civil do Paraná (PCPR) procura homem suspeito de praticar assassinato em série contra homens gays. José Tiago Correia Soroka, de 32 anos, é responsável por três assassinatos entre maio e abril deste ano. Dois ocorreram em Curitiba, capital do Paraná, e um em Aberlardo Luz, município no interior de Santa Catarina.

Tiago tentou matar outra vítima, também homossexual, na última terça-feira, 11, em Curitiba. Todos os alvos foram escolhidos em aplicativos de namoro, ambiente no qual Tiago conquistava a confiança das vítimas por meio de fotos e informações falsas. Em seguida, cometia o assassinato nas casas dos homens e os roubava.

O suspeito é considerado assassino em série devido à quantidade de crimes cometidos da mesma forma. Todas as vítimas eram homens gays que moravam sozinhos, todas morreram asfixiadas e tiveram objetos roubados.

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A PCPR divulgou retrato do suspeito
A PCPR divulgou retrato do suspeito (Foto: Divulgação/Polícia Civil do Paraná)

“A gente está tratando o caso como de um serial killer porque ele praticou três homicídios de maneira semelhante e com o mesmo perfil das vítimas em um curto espaço. Ele tem alguns distúrbios psicológicos, segundo informou a família, e tudo isso leva a crer que estamos diante de um assassino em série”, declarou Thiago Nóbrega, delegado da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Investigação da PCPR chegou a Tiago quando foi percebida a semelhança entre as mortes de duas vítimas, ambas de Curitiba. Os investigadores, então, foram informados de crime com mesmas características ocorrido um mês antes em município de Santa Catarina.

O suspeito atacou novamente contra outro homem, também em Curitiba, pouco tempo depois, mas não consegui assassiná-lo porque a vítima conseguiu fugir e realizar denúncia.

“Ouvimos diversas testemunhas. Os porteiros dos prédios e motoristas de táxi que o levou até os locais acabaram reconhecendo a mesma pessoa. Levamos as imagens para a perícia, que confirmou por exames ser a mesma pessoa para os casos. Não se restaram mais dúvidas”, explicou o delegado.

José Tiago Soroka tem mandado de prisão temporária expedido pela Justiça do Paraná em razão dos latrocínios e tentativa de homicídio. O suspeito tem passagens pela polícia por roubo, em 2015 e 2019, e está proibido de se aproximar de duas ex-esposas devido a medidas protetivas.

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Vítimas

O primeiro assassinato cometido por Tiago seria o do professor universitário Robson Paim, de 36 anos, encontrado morto na cama do quarto de casa, em Aberlardo Luz, Santa Catarina. Paim era doutor em Geografia pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O assassino teria levado o carro de Robson, localizado dois dias depois em Curitiba.

Na capital do Paraná, o suspeito teria matado o enfermeiro David Levisio, de 30 anos, cujo corpo foi achado em casa. A vítima era natural de Rancho Fundo, no mesmo estado, e havia se mudado para Curitiba a trabalho dois meses antes de ser assassinado.

A terceira vítima, Marcos Fonseca, de 25 anos, foi encontrada em estado de decomposição com um cobertor sob a cabeça. Para adentrar seu apartamento, a polícia precisou de um chaveiro, pois o local estava trancado e não apresentava sinais de arrombamento. Natural de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, Marcos residia em Curitiba por cursar Medicina.

Como denunciar

Informações que podem ajudar a localizar o suspeito podem ser compartilhadas de forma anônima pelos telefones 197 (Polícia Civil do Paraná), 181 (Disque Denúncia) ou 0800-643-1121 (equipe de investigação da DHPP).