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NOTÍCIA

Saiba o que fazer e o que não fazer em emergências prediais

Bombeiros instruem a como agir em casos de incêndio ou desabamento em residências; informe-se também sobre inspeções prediais

Catalina Leite
10:52 | 10/12/2020
FORTALEZA, CE, Brasil. 09.12.2020: Varanda de prédio na Av. Barão de Studart desaba na manhã de quarta-feira. (Fotos: Deisa Garcêz/Especial para O Povo) (Foto: Deisa Garcêz/Especial para O Po)
FORTALEZA, CE, Brasil. 09.12.2020: Varanda de prédio na Av. Barão de Studart desaba na manhã de quarta-feira. (Fotos: Deisa Garcêz/Especial para O Povo) (Foto: Deisa Garcêz/Especial para O Po)

Um ano após a tragédia do Edifício Andréa, outro caso de desabamento assusta Fortaleza. Desta vez, a laje de um prédio de 40 anos, localizado no bairro Dionísio Torres e que estava sem certificado de inspeção predial. Não houve vítimas, mas o acontecimento é suficiente para relembrar a importância da inspeção predial e também do que deve e não deve ser feito em casos de emergências prediais.

O major Giuliano Rocha, do Corpo de Bombeiros Militar do Ceará (CBMCE), explica que os prédios mais velhos costumam ser mais negligenciados pelos moradores. “Se a pessoa negligencia a manutenção, o prédio tende a se deteriorar ano após ano, atrelado à deterioração natural”, alerta. Por isso, é necessário estar atento a infiltrações, rachaduras e qualquer outro tipo de avaria, além de reformas mal feitas.

Para isso serve a inspeção predial. Existem duas que devem ser realizadas: a dos bombeiros, para prevenção de incêndios, e a dos engenheiros, que avalia a estrutura do prédio. O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Ceará (Crea-CE) informou, em nota, que apoiará a Prefeitura de Fortaleza na fiscalização e notificação de edificações na cidade a partir do final de dezembro de 2020.

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“Nesse primeiro momento serão notificados quase mil imóveis que possuem mais 40 anos de existência”, explica o conselho. Segundo levantamento preliminar da prefeitura, cerca de 75 mil imóveis se enquadram no critério. O Crea-CE dispõe de 30 mil profissionais aptos a realizar as inspeções.

No entanto, é sempre necessário saber o que fazer e o que não fazer em casos de emergências, como incêndios ou desabamentos. Confira as instruções do major Giuliano:

O que NÃO fazer

- NÃO pule da janela: o major Giuliano explica que, em momentos de desespero, é comum algumas pessoas pularem das janelas. No entanto, a medida é perigosa e pode causar ferimentos graves e até a morte do indivíduo.

- NÃO use o elevador: devido ao colapso ou ao incêndio, o elevador pode parar de funcionar e o indivíduo ficar preso.

- NÃO volte para buscar nada: o retorno ao prédio deve ocorrer apenas com autorização dos bombeiros. Antes disso, o retorno pode ser um risco à vida. “Já tivemos casos [em incêndios] de pessoas que saíram, conseguiram salvar toda a família, aí a pessoa voltou para resgatar uns documentos e acabou sendo consumida pelas chamas”, relembra o major.

O que fazer

- Reúna as pessoas e animais e saia: deixe para trás objetos ou documentos. O mais importante é retirar rapidamente a família da residência.

- Use a escada de emergência: novamente, evite o usar o elevador.

- Ligue para o Corpo de Bombeiros: uma vez fora da residência e em local seguro, ligue para o Corpo de Bombeiros e continue em local seguro até autorização dos bombeiros para voltar para a residência.