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Brasil
NOTÍCIA

Ministro Ricardo Salles exonera diretor de Proteção Ambiental do Ibama

Desde o início do mandato, o ministro exonerou superintendetes regionais da instituição, cortou orçamento e impediu o órgão de se manifestar publicamente sem autorização

Catalina Leite
08:49 | 14/04/2020
O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, durante sessão especial do Senado para celebrar o Dia Mundial do Meio Ambiente.
O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, durante sessão especial do Senado para celebrar o Dia Mundial do Meio Ambiente. (Foto: RENATO COSTA/AE)

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, exonerou o major Olivaldi Azevedo do cargo de diretor de Proteção Ambiental do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). A Diretoria de Proteção Ambiental (Dipro) é responsável pela coordenação e execução de ações federais de fiscalização e de emergências ambientais.

O major Olivaldi foi nomeado em janeiro de 2019 pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) como diretor do Dipro. Então, em março de 2019, o major protagonizou a demissão do agente do Ibama José Olímpio Augusto Morelli, que multou o então deputado Jair Bolsonaro em 2012, por pesca irregular em área de proteção ambiental.

A demissão foi registrada no Diário Oficial da União desta segunda-feira, 13, e não descreve o motivo. Em fevereiro de 2019, início do mandato de Salles, o ministro exonerou 21 dos 27 superintendentes regionais do Ibama, entre eles o do Ceará.

Já em março de 2019, o ministro proibiu o órgão e o Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio) de se pronunciarem publicamente sem submissão prévia de todas as informações para o Ministério do Meio Ambiente (MMA). Dessa forma, os institutos ficaram impedidos de responder de forma autônoma demandas da imprensa.

Depois, em abril do ano passado, Ricardo Salles cortou 24% do orçamento previsto para 2019 do Ibama. Com o corte, o órgão teve o orçamento reduzido de R$ 368,3 milhões, conforme constava na Lei Orçamentária (LOA), para R$ 279,4 milhões. Só as despesas fixas do órgão estavam estimadas em R$ 285 milhões para o ano.