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Universidades irão realizar paralisação nacional no dia 18 de março; greve está sendo discutida

Algumas instituições já sinalizaram que irão iniciar uma greve. No caso da UFC, a discussão será pautada em uma assembleia no dia 10 de março

Izadora Paula
20:03 | 18/02/2020
Alunos e professores saem em manifestação pela a Avenida da Universidade em outubro de 2019
Alunos e professores saem em manifestação pela a Avenida da Universidade em outubro de 2019 (Foto: Tatiana Fortes)

Universidades federais irão realizar um dia de paralisação nacional da educação no próximo 18 de março. Em congresso do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes), algumas instituições decidiram por iniciar, também, uma greve. A Universidade Federal do Ceará (UFC) ainda irá discutir, em assembleia, se também irá aderir ao movimento.

O objetivo da mobilização nacional é questionar a reforma administrativa, bem como a defasagem salarial e a precarização do ensino superior. Algumas instituições, como a Universidade Federal Fluminense (UFF) e a Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), já sinalizaram que irão iniciar uma greve.

Segundo Bruno Rocha, presidente do Sindicato dos Docentes das Universidades Federais do Ceará (Adufc-Sindicato), entidade que representa professores da UFC, UFCA e UNILAB, o sindicato acompanha o movimento embora não seja filiada ao Andes. Bruno explicou que o Andes deliberou pela greve, mas ainda não foi decidido. "Até o dia 13 (de março), vai ser votado sobre a adesão da greve. Nos dias 14 e 15, serão realizadas reuniões em Brasília", afirmou.

No caso da UFC, a discussão será pautada em uma assembleia no dia 10 de março, onde serão debatidas questões salariais e ataques que têm ocorrido contra as instituições. "A assembleia não ocorre necessariamente para decidir sobre a greve", narrou Bruno Rocha.