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Brasil
NOTÍCIA

Sérgio Moro defende redução da maioridade penal para 16 anos

No vídeo de estreia do canal do deputado Eduardo Bolsonaro no YouTube, Moro comentou sobre assuntos polêmicos como porte de arma e opinou sobre o documentário Democracia em Vertigem

Lais Oliveira
11:03 | 17/02/2020
O deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) entrevista o ministro Sérgio Moro.
O deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) entrevista o ministro Sérgio Moro. (Foto: Reprodução/ Youtube Eduardo Bolsonaro)

Em entrevista ao deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, defendeu a redução da maioridade penal para 16 anos para crimes “gravíssimos”. O vídeo de quase 26 minutos foi publicado como estreia do programa do filho de Jair Bolsonaro (sem partido) no YouTube no último sábado, 15. Na entrevista, o deputado questiona Moro sobre outros temas polêmicos como a flexibilização de armas e o documentário Democracia em Vertigem.

No trecho em que Moro se mostra favorável à redução da maioridade penal, primeiramente Eduardo questiona os projetos que o ministro tem em mente para a segurança pública em 2020. O deputado cita como exemplo a redução “que tá lá parada no Senado”.

Após citar a aprovação do Pacote Anticrime no último ano como uma vitória, Moro afirma estar discutindo o envio de projetos mais pontuais ao Congresso Nacional. “A questão da maioridade penal, existe uma proposta de emenda no Senado que está realmente parada. Eu, a princípio, sou simpático à redução da maioridade para 16 [anos] para crimes gravíssimos”, afirmou o ministro.

Eduardo, que é defensor da redução assim como o pai, demonstrou satisfação com o posicionamento do ex-juiz. “Está aí uma boa oportunidade para a gente retomar essa bandeira que é mais uma que a população pede muito para nós nas ruas”, disse. O canal recém-criado na plataforma de vídeos do deputado contava com mais de 380 mil inscritos até o fechamento desta matéria.

Armas de fogo e redução dos homicídios em 2019

Em outro momento da entrevista, Eduardo perguntou se Moro enxergava associação entre a queda no número de homicídios no País no ano passado e a flexibilização da posse de armas de fogo.

Moro se esquivou da questão dizendo que é difícil definir as causas “que levam ao incremento da violência assim como as causas que levam à diminuição” e desconversou afirmando que a "flexibilização provavelmente não levou ao incremento, mas também não se pode dizer que levou a uma diminuição".

Democracia em Vertigem

Ao ser interrogado sobre o documentário Democracia em Vertigem, da cineasta Petra Costa, Moro confessou não ter assistido até a indicação ao Oscar. Eduardo Bolsonaro primeiro opinou dizendo que “aquilo beira a ficção”.

A seguir, o ministro pontuou que está claro que a obra é feita a partir de uma perspectiva específica. “Para um documentário, acho que ela presta um desserviço aos fatos porque é uma visão deturpada daqueles acontecimentos”, acrescentou. Para Moro, o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e a operação Lava Jato, da qual esteve à frente como juiz, “tiveram um maciço apoio da população brasileira.”

O ministro chegou a afirmar também que a Lava Jato, o impeachment e a eleição de Jair Bolsonaro foram movimentos distintos. “Claro que existe um contexto, no qual o presidente foi eleito. O impeachment não tem nada a ver com a eleição do presidente Bolsonaro, são coisas dissociadas”, declarou.

Veja a entrevista completa: