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Brasil
NOTÍCIA

Suspeito de assassinar o filho em Brasília já matou e ateou fogo na própria mãe

Segundo o delegado Leandro Ritt, da Divisão de Repressão a Sequestros (DRS) da Polícia Civil do Distrito Federal, o crime ocorreu em 1992, quando Paulo Roberto de Caldas Osório ainda tinha 18 anos

21:05 | 04/12/2019
Paulo Roberto de Caldas Osório, suspeito de assassinar o filho de 1 ano e 11 meses
Paulo Roberto de Caldas Osório, suspeito de assassinar o filho de 1 ano e 11 meses (Foto: PCDF/Divulgação)

Paulo Roberto de Caldas Osório, suspeito de assassinar o filho de 1 ano e 11 meses, já esteve internado por 10 anos em ala psiquiátrica da Penitenciária da Papuda, em Brasília, pelo assassinato da própria mãe. O crime ocorreu em 1992, quando Paulo ainda tinha 18 anos. De acordo com a Polícia Civil, após matá-la, ele chegou a atear fogo no corpo. As informações são do G1.

Segundo o delegado Leandro Ritt, da Divisão de Repressão a Sequestros (DRS) da Polícia Civil do Distrito Federal, na época, Paulo foi considerado inimputável, ou seja, sem condições psicológicas de responder judicialmente. Entretanto, três anos depois, em 1995, Paulo passou em concurso público e chegou a ser aprovado na avaliação psicológica.

Morte do filho

Na última sexta-feira, 29, Bernardo, filho de Tatiana da Silva e Paulo, foi pegue na creche pelo pai, que fugiu com ele. Em depoimento, o homem relatou estar tendo problema com "restrições" para ver a criança. Ainda segundo Paulo, ele o matou. Entretanto, a Polícia Civil considera a possibilidade de Bernardo estar vivo, já que o corpo não foi encontrado.

De acordo com o delegado Leandro Ritt, Paulo não demonstrou emoções durante depoimento nesta quarta-feira, 4. "Ele fala do filho como ‘o menino’. Ele relata a morte do menino, a ocultação do cadáver, e em nenhum momento ele se emociona", afirma.

Paulo é diagnosticado com transtornos mentais e quando o crime aconteceu ele cumpria licença médica de 60 dias. Tatiana desconhecia o passado dele. Segundo o delegado, ela só descobriu o histórico de Paulo após o filho sumir, quando teve que procurar pelos vizinhos.

A Companhia do Metropolitano do DF (Metrô-DF), onde Paulo trabalha, divulgou nota afirmando que não irá comentar sobre o assunto. "A Companhia do Metropolitano do DF (Metrô-DF) informa que Paulo Roberto Osório é empregado da empresa e não comentará o assunto, uma vez que os fatos narrados não se relacionam com suas atividades na Companhia", disse.