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Brasil
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Ministro do Meio Ambiente diz que óleo no Nordeste vem "muito provavelmente" da Venezuela

Segundo o balanço mais recente do Ibama, a mancha de óleo atingiu 138 localidades em 62 cidades de nove estados da Região Nordeste

15:03 | 09/10/2019
Barril de petróleo encontrado no litoral de Sergipe, o estado mais atingido pela contaminação da mancha de petróleo cru que avança no litoral do Nordeste do Brasil
Barril de petróleo encontrado no litoral de Sergipe, o estado mais atingido pela contaminação da mancha de petróleo cru que avança no litoral do Nordeste do Brasil(Foto: AFP/Ademas)

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, disse nesta quarta-feira, 9 que o óleo que vazou e que atinge diversas praias no litoral do Nordeste vem “muito provavelmente" da Venezuela. Ele citou estudo da Petrobras, ao participar de audiência pública na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados.

"Esse petróleo que está vindo, muito provavelmente da Venezuela, como disse o estudo da Petrobras, é um petróleo que veio por um navio estrangeiro, ao que tudo indica, navegando próximo à costa brasileira, com derramamento acidental ou não, e que nós estamos tendo enorme dificuldade de conter”, disse.

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Segundo o balanço mais recente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a mancha de óleo atingiu 138 localidades em 62 cidades de nove estados da Região Nordeste.

O ministro salientou a dificuldade em solucionar o problema, uma vez que a origem do vazamento é indeterminada e desconhecida. Até esta segunda-feira, a Petrobras já havia recolhido 133 toneladas de resíduos. Segundo o Ibama, o material oleoso é petróleo cru e, desde o dia 2 de setembro, se espalhou pelo litoral de Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe.

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Nesta terça, 8, ao participar de uma audiência pública realizada pela Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados, o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, disse que análises laboratoriais confirmaram que a substância não provém da produção da estatal brasileira.