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Brasil
NOTÍCIA

Coluna - Outubro ou nada

09:16 | 08/10/2019

Das 38 rodadas do Brasileirão, sete (18,4%) delas serão disputadas agora em outubro. Serão 21 pontos em disputa, mais do que, no momento, somam Cruzeiro (20), Avaí (16) e Chapecoense (15), os três últimos colocados na tabela. São muitos jogos para período tão curto.

Culpa de quem? Do calendário, e esse assunto não é novo. Mas em outubro, no dia 1º, comemora-se o “Dia do Idoso”, então é oportuno voltar a tocar no tema. Até porque a CBF já avisou que, ano que vem, o Brasileirão vai parar nas datas Fifa, mas não durante a Copa América, quando, no mesmo período, teremos nove rodadas do campeonato.

Parece brincadeira, e até o presidente da Fifa, Gianni Infantino, não acreditou. Mas em outubro temos também o “Dia das Crianças”, e por que não brincar com o torcedor? Esse ano, por exemplo, dias 12 e 13 tem uma rodada do Brasileirão com times que brigam pelo título desfalcados pela convocação para um amistoso contra a Nigéria, em Singapura, dia 13.

Junho e julho tiveram, cada um, três rodadas. Deu para os times respirarem um pouco. Agora serão 7 jogos em 26 dias. Mas outubro também tem o “Dia do Fisioterapeuta” (13) e o “Dia do Médico” (18), e deve ser para homenageá-los esse calendário estafante. Ou para exigir dos técnicos, por muitos chamados de “professores”, que também têm seu dia nesse mês (15).

Fato é que a maratona vai exigir de jogadores e comissões técnicas todo tipo de cuidado. Outubro será um mês em que não apenas o futebol dentro de campo será decisivo. Um desafio que poderá, até, jogar fora a preparação de toda uma temporada. Será o mês em que as diferenças de estrutura ficarão mais expostas.

Outubro tem outras datas marcantes. Dia 18, nasceu Garrincha; 23, Pelé; 30, Maradona. Não tem porque promover uma caça às bruxas neste mês do ano, mesmo sendo nele festejado o “Dia das Bruxas” (31). Melhor que isso é pensar numa reforma, promover um protesto. Afinal, outubro também é o mês da Reforma Protestante, celebrada dia 31. Futebol e religião não se misturam, mas novas ideias são necessárias para combater os princípios que regem o nosso calendário.