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Brasil
NOTÍCIA

Menina de 8 anos morre ao ser atingida por disparo de PM no Rio de Janeiro

A Coordenadoria de Polícia Pacificadora (CPP) abrirá um procedimento apuratório para verificar a ação da PM

10:17 | 21/09/2019
Ágatha estava com o avô na hora que foi atingida. Ela chegou a ser socorrida, mas não resistiu
Ágatha estava com o avô na hora que foi atingida. Ela chegou a ser socorrida, mas não resistiu(Foto: Reprodução/Twitter)

Ágatha Félix, 8 anos, foi atingida por um tiro de fuzil na noite dessa sexta-feira, 20, e não resistiu aos ferimentos. A criança estava dentro de uma kombi quando recebeu o disparo de uma policial militar da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro. Segundo moradores, a PM atirava contra um motociclista que passava no mesmo local.

“Matou uma inocente, uma garota inteligente, estudiosa, obediente, de futuro. Cadê o policiais que fizeram isso? A voz deles é a arma. Não é a família do governador ou do prefeito ou dos policiais que estão chorando, é a minha. Amanhã eles vão pedir desculpas, mas isso não vai trazer minha neta de volta”, disse o avô da garota, Ailton Félix, ao jornal Extra. Ele estava com Ágatha no veículo. A menina chegou a ser socorrida para o Hospital Estadual Getúlio Vargas, mas morreu na madrugada.

Em nota, a Secretaria de Estado de Polícia Militar afirmou que a equipes da UPP estavam sendo atacadas e revidaram a agressão. Após varredura, não encontraram feridos nos locais dos tiros. No entanto, foram informados por moradores que uma vítima teria dado entrada em um hospital da região. “A Coordenadoria de Polícia Pacificadora (CPP) irá abrir um procedimento apuratório para verificar todas as circunstâncias da ação”, finaliza o texto.

De acordo com o Twitter Voz das Comunidades, os moradores do Complexo do Alemão fazem protesto contra a violência policial nas favelas e contra a morte de Ágatha. Os cartazes levados pelos manifestantes trazem frases como "Vidas nas favelas importam" e "Não quero enterrar meus filhos". 

*Com informações do jornal Extra e do laboratório Fogo Cruzado RJ