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Capes ganha um pouco de fôlego e anuncia 3.182 bolsas para mestrado, doutorado e pós-doutorado

Antes dessa volta parcial de novas bolsas, o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE) temia ter 15% de suas bolsas existentes afetadas

00:00 | 12/09/2019
Ministro da Educação, Abraham Weintraub
Ministro da Educação, Abraham Weintraub(Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) vai ofertar em 2019 e 2020, 3.182 novas bolsas de mestrado, doutorado e pós-doutorado. A nova oferta foi negociada junto ao Ministério da Economia. Ao todo, R$ 600 milhões serão destinados à manutenção das bolsas vigentes e à oferta das novas bolsas. As novas bolsas fazem parte do montante de 5.613 que não seriam renovadas, segundo anunciado pelo governo no último dia 2.

Com a garantia de mais recursos, a Capes voltou a confirmar a oferta de parte delas. Segundo o ministro da Educação, Abraham Weintraub, as novas bolsas serão todas ofertadas em programas com notas 5, 6 e 7 - em uma escala que vai até 7 - nas avaliações da Capes. “São dos programas das melhores notas porque esses dão maior retorno para a sociedade”, disse nesta terça-feira (11) em coletiva de imprensa, o ministro Weintraub. “Como a gente não tinha a solução, a gente segurou. Encontramos a solução, estamos soltando 3.182 novas bolsas. As pessoas que já estavam fazendo pesquisa têm recursos para continuar recebendo até o final da pesquisa deles”, complementou.

Com o incremento de R 600 milhões, o orçamento da Capes para 2020, que estava previsto em R 2,48 bilhões, passa para R 3,05 bilhões, segundo o Ministério da Educação (MEC).

Impacto no Ceará

No começo do mês, O POVO ouviu algumas instituições de ensino no Ceará que seriam impactadas pelos cortes das bolsas. Em nota, a Universidade Federal do Cariri (UFCA) divulgou que o Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Regional Sustentável (Proder), o único mestrado acadêmico de que dispõe, perderia 12 bolsas. No Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE), a medida do governo federal poderia afetar cerca de 15% das bolsas existentes, avaliou o pró-reitor de Pesquisa, Pós-graduação e Inovação da instituição, Wally Menezes. A Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab) não tinha ainda notificações sobre cortes de bolsas. A Universidade Federal do Ceará (UFC) não deu retorno sobre possíveis impactos na ocasião. Agora é ver quantas dessas 3.182 bolsas serão destinadas a instituições locais.