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Vereador de Sobral é preso acusado de negociar falsas licenças de táxis e vagas de emprego

De acordo com as investigações realizadas pela Delegacia Municipal de Sobral, Romário efetuou a venda de licenças falsas de táxis e oferecia supostas vagas de emprego em troca do pagamento de taxas pelas vítimas. Ele foi preso no Rio Grande do Norte

17:05 | 09/08/2019

O vereador afastado de Sobral Romário Araújo de Sousa (SD), conhecido como Conselheiro Romário, foi preso preventivamente em Natal, no Rio Grande do Norte, em ação conjunta conduzida pela Polícia Civil do Estado do Ceará, por meio da Delegacia Municipal de Sobral e com apoio de equipes da Delegacia Especializada em Capturas e Polinter (Decap) da Polícia Civil do Estado do Rio Grande do Norte (PCRN). Romário responde pelos crimes de estelionato e apropriação indébita no Ceará.

Vereador Conselheiro Romário
Vereador Conselheiro Romário (Foto: CÂMARA MUNICIPAL DE SOBRAL/DIVULGAÇÃO)

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), a prisão foi realizada na manhã desta sexta-feira, 9, em pousada no bairro de Capim Macio, Zona Sul de Natal, em cumprimento a um mandado de prisão preventiva, expedido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Ceará (TJCE). O vereador foi conduzido até uma delegacia na capital potiguar e depois foi encaminhado ao sistema prisional, onde ficará à disposição da Justiça.

A Polícia Civil do Ceará realiza tratativas para realizar o recambiamento de Romário para o Ceará, onde aqui ele ficará à disposição da Justiça cearense para responder pelas infrações.

O vereador afastado responde como infrator em três procedimentos no Ceará, dois registrados em Sobral - ambos no ano de 2019 -, e um registrado na Delegacia Municipal de Uruoca em 2018. De acordo com as investigações realizadas pela Delegacia Municipal de Sobral, Romário efetuou a venda de licenças falsas de táxis e oferecia supostas vagas de emprego em troca do pagamento de taxas pelas vítimas.

Conforme informações da Polícia Civil do Ceará, Romário estava afastado das atividades parlamentares por determinação judicial e cumpria outras medidas cautelares, que incluem a proibição de frequentar determinados locais, a obrigação de assinar frequência no fórum e o pagamento de uma fiança de 100 salários mínimos. Por violar a determinação judicial, as medidas cautelares foram convertidas em prisão preventiva.

Izadora Paula/Especial para O POVO