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Terremoto no Oceano Atlântico não apresenta riscos à costa do Nordeste

Local do registro fica a 1.000 km de João Pessoa, na Paraíba. Apesar disso, a possibilidade de abalos no Nordeste é mínima, indica especialista

00:00 | 05/08/2019
Histórico de abalos sísmicos mostra que diversos eventos parecidos já aconteceram no mesmo local
Histórico de abalos sísmicos mostra que diversos eventos parecidos já aconteceram no mesmo local(Foto: US Geological Survey/Reprodução)

Por volta das 21h40min da noite desse domingo, 4, um terremoto foi registrado no Oceano Atlântico. O fenômeno teve magnitude sísmica de 5.8 e foi observado pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). O local onde o terremoto aconteceu representa o encontro de duas placas tectônicas a 1.000 km de João Pessoa, na Paraíba. Apesar da proximidade, os abalos na região são comuns e não devem causar consequências no Brasil.

Após a informação ser divulgada por um usuário do Twitter, o medo de consequências na costa do Nordeste se espalhou rapidamente na rede social. Muitos moradores de cidades litorâneas nordestinas, como Fortaleza e Rio Grande do Norte, pediam mais informações e temiam tsunamis, mudanças bruscas na intensidade de ondas ou outros abalos. O post teve mais de 560 retweets e 1.785 curtidas.

No entanto, o professor do Laboratório de Geofísica da Universidade Federal do Ceará (UFC) Mariano Castelo Branco afirma que terremotos no assoalho oceânico são muito frequentes e a possibilidade de efeitos na costa é mínima, mesmo que esse tenha magnitude um pouco acima do normal. “Não é para assustar ninguém. Esse tipo de evento com essa dimensão não chega a causar impacto na lâmina de água. São ajustes pequenos entre as placas tectônicas ou nas falhas”, explica.

O POVO Online entrou em contato com o Laboratório Sismológico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), mas, até o momento da publicação desta matéria, os pesquisadores não tinham informações oficiais sobre o abalo. 

No site do USGS, um mapa mostra o abalo sísmico da noite de domingo, representado por uma estrela, próximo a círculos brancos que seguem toda a linha próxima do encontro de duas placas no Oceano Atlântico. Os pontos marcam outros terremotos que ocorreram no mesmo local, demonstrando a frequência desses eventos.