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Suzane Von Richthofen diz ter planejado a morte dos pais

Anteriormente, ela apontava os irmãos Cravinhos como idealizadores da morte dos seus pais. Ministério Público defendeu, no julgamento, que ela era a mentora

12:17 | 26/02/2015
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Condenada a 39 anos de prisão pela morte dos pais, Suzane von Richthofen, 31, admitiu em entrevista ter planejado o crime por meses, junto com o então namorado, Daniel Cravinhos, e o cunhado, Christian Cravinhos. A revelação foi divulgada em entrevista, que foi ao ar na terça-feira, 25.

Ao apresentador Gugu, que estreou seu programa na Record, ela explicou que a ideia foi dela, mas ‘’uma cabeça só não pensa em tudo”. “Todos dizem que eu sou a mentora, a cabeça de tudo. Não é verdade, Gugu. É uma junção de tudo, concorrência de ideias. Eu fiz parte, mas os três bolaram aquilo. Eu acho que o Cristian sabia menos da situação, mas, infelizmente, tanto o Daniel quanto eu temos culpa nessa parte", declarou.

Anteriormente, ela apontava os irmãos Cravinhos como idealizadores da morte dos seus pais, no entanto, o Ministério Público defendeu que ela era a “cabeça”. No decorrer da entrevista, ela disse que se arrepende de ter conhecido os namorado e o cunhado, pois sua vida seria muito diferente. “Não culpo apenas eles, onde um não quer, dois não fazem”, ponderou.

Recentemente, Suzane voltou à mídia após casar com uma presidiária de Tremembé, conhecida como Sandrão, condenada a 27 anos pelo sequestro de uma empresária. As detentas assinaram um documento de reconhecimento afetivo e tiveram o direito de dormir na mesma cela, na ala das presas casadas, dividindo o espaço com mais oito casais.

Suzane ainda disse sentir falta da mãe. "Eu tenho certeza que ela me visitaria aqui, como tantas outras mães fazem aos domingos", contou a Gugu. Segundo ela, o diálogo era aberto com Marísia von Richthofen, que seria uma pessoa carinhosa e lhe apresentou Daniel Cravinhos.

Na época, o ex-namorado era instrutor de aeromodelismo de Andreas, irmão de Suzana. Ela disse, no entanto, que a mãe não aprovava o relacionamento. "Depois que ele começou a passar mais tempo em casa, quando ficamos sérios, ela passou a conhecê-lo e não gostava dele", completou.
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Irmão
Richthofen contou que não vê o irmão desde 2006, ano do julgamento pela morte dos pais. "Eu sei que meu irmão sofreu muito, mas como ele passou estes anos, eu não sei. Se eu sofri aqui dentro, imagino ele lá fora. Quando ele diz o sobrenome, qualquer um reconhece, e ele terá que carregar isto pra sempre", ponderou.

[SAIBAMAIS 3] Segundo Suzane, Andreas não queria se afastar após a confissão do crime, mas parou de visitá-la, talvez, por causa de herança. "Este dinheiro nunca foi meu. Era dos meus pais e hoje pertence ao meu irmão", disse. A fortuna, que ela abriu mão em 2014, é avaliada em mais de R$ 3 milhões.

Criminosa
Ao apresentador, a ré confessa afirmou que pediu para permanecer no regime fechado de Tremembé porque há pessoas que não toleram o crime contra os pais. A Justiça acolheu o pedido da presa, que permanece trabalhando na oficina de confecções da Funap (Fundação de Amparo ao Preso) para ter direito à progressão da pena.

A ala de regime semiaberto do presídio de Tremembé deve ser inaugurada ainda em 2015. Na prisão, Suzane trabalha em costura para uma empresa que fabrica. Ela contou que pretende cursar Administração e montar uma empresa de tecelagem.

Redação O POVO Online
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