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Polícia Federal investiga grupo que vende armas a garimpeiros em terras indígenas

A operação conta com a participação de mais de 80 policiais federais para o cumprimento de 10 mandados de prisão preventiva e 20 de busca e apreensão em Roraima e, também, no Amazonas.
11:47 | Dez. 13, 2019
Autor Agência Brasil
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Tipo Notícia

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta sexta-feira, 13, a Operação K’daai Maqsin, visando a desarticulação de uma organização criminosa suspeita de fabricar ilegalmente armas e munições para abastecer garimpos e facções criminosas, entre outras atividades ilegais no estado de Roraima.

A operação conta com a participação de mais de 80 policiais federais para o cumprimento de 10 mandados de prisão preventiva e 20 de busca e apreensão em Roraima e, também, no Amazonas.

Expedidos pela Vara de Entorpecentes e Organizações Criminosas da Justiça Estadual de Roraima, os mandados são em decorrência de suspeitas de que um galpão localizado em Boa Vista estaria sendo usado como oficina para a fabricação e comercialização de armas de fogo e munições de forma irregular.

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Diante da situação foi instaurado um inquérito policial, que acabou confirmando as suspeitas. No desenrolar das investigações, a PF identificou "uma rede de armeiros irregulares que estariam operando no estado, inclusive contando com o apoio de um estabelecimento comercial familiar que operaria com aparente legalidade", informou, por meio de nota, a PF.

Ainda segundo os investigadores, foram encontrados indícios que alguns dos suspeitos abasteceriam com armamentos alguns garimpos ilegais que exploram ouro em terras indígenas da região. A PF informa que estão sendo investigados crimes como associação ou organização criminosa, bem como comércio ilegal de armas de fogo.

O nome dado à operação é uma referência à divindade maligna da cultura iacuta (turcomanos que habitam região próxima à Sibéria), K’daai Maqsin, que seria o ferreiro-chefe do submundo e associado às perversões da arte da forja.

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