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Réu na Chacina do Benfica confessa assassinato e se desculpa com as vítimas

Segundo ele, seu foco estava apenas em Geovane, que, junto com Junior eram seus amigos de infância, mas, após "uma richa" e a morte de seu primo, passou a ser ameaçado pelos dois

15:01 | 06/11/2019

O réu Stefferson Mateus Rodrigues Fernandes, em julgamento na manhã desta quarta-feira, 6, admitiu ter matado Jose Gilmar Furtado de Oliveira Junior na chamada Chacina do Benfica, que deixou sete mortos em diferentes pontos do bairro de Fortaleza em 9 de março de 2018. Ele nega pertencer a facção criminosa e que o crime tenha sido premeditado. Naquela sexta-feira, ele se dirigiu até a praça da Gentilândia tendo como alvo Geovane Diogo Silva Oliveira, integrante da facção Comando Vermelho, acusado de matar seu primo Jorge Luiz.

Segundo o testemunho de Stefferson, na noite da chacina ele estava bebendo com amigos quando lhe avisaram que Geovane estava na praça. Com raiva, entrou no carro em direção ao local e, chegando lá, avistou Jose Gilmar Furtado de Oliveira Junior, primo de Geovane, e lhe deu um tiro porque “sabia que ele estava vendendo droga para o Geovane”.

Depois que saiu da praça, foi para a sede da Torcida Uniformizada do Fortaleza (TUF), junto com outros que, ao chegarem na sede da TUF, saíram do carro e mataram mais pessoas. Os envolvidos citados por Stefferson como participantes na chacina não são réus neste julgamento. Stefferson nega que o crime tenha sido premeditado. Em seguida, ao saírem da TUF, o grupo encontrou mais duas pessoas de moto e também tirou suas vidas, enquanto o réu continuava dentro do carro.

 

 

Durante o julgamento, o réu lamentou as mortes e afirmou que o que aconteceu foi uma "barbaridade". "Não sabia que ia acontecer essa matança toda", diz. Segundo ele, seu foco estava apenas em Geovane, que, junto com Junior eram seus amigos de infância, mas, após "uma richa" e a morte de seu primo, passou a ser ameaçado pelos dois.