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01:30 | Jun. 07, 2018
Autor Gabrielle Zaranza
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Gabrielle Zaranza Estagiária de Agenda Cultural do Vida&Arte
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A Copa do Mundo de 2018 tem fortes credenciais para ser um marco na história da seleção brasileira. Mais que a possibilidade de conquista do sonhado hexacampeonato, é no Mundial da Rússia que os brasileiros têm a chance de uma recuperação digna depois do vexame de 2014.


O 7 a 1 não será apagado nunca, mas agora é real a chance de torná-lo um episódio superado.


Diferentemente do que houve em campeonatos mais recentes, a Canarinho vai para o torneio com franco favoritismo ao título. Em 2014, o Brasil entrou como favorito por jogar em casa, com apoio da torcida, e achar que Neymar resolveria todos os problemas individualmente. Pobre ilusão.

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Não foram considerados aspectos técnicos, táticos e conceituais, como padrão e modelo de jogo bem definidos, baseado em um futebol moderno, intenso e coletivo, capaz de potencializar as individualidades em prol de um objetivo comum. Aquela seleção não tinha isso. Considerando tais elementos, era evidente que não figurava entre as melhores equipes do torneio. Mas a de hoje, sim.


Isso se deve ao ótimo trabalho realizado por Tite, que teve papel decisivo nessa retomada. O gaúcho de 57 anos conseguiu transformar o que antes era apenas um grupo de ótimos jogadores em uma equipe vencedora, com genuíno DNA brasileiro. Foi isso que reacendeu o orgulho do torcedor por vestir a camisa verde e amarela e novamente reunir os amigos para torcer pela seleção.


Houve o resgate da essência do futebol nacional, associando a efetividade dos resultados com a plasticidade do jogo bem jogado.


O treinador já deu provas de que dá pra jogar bonito, ter bom desempenho e ganhar. Essas metas não são conflitantes. Foi assim que a única seleção pentacampeã mundial recuperou o respeito e é isso que se espera da Canarinho no Mundial.


A campanha nas Eliminatórias Sul-Americanas comprova isso. Com Tite, foram 12 jogos, com dez vitórias, dois empates e nenhuma derrota, acumulando incríveis 30 gols marcados e apenas três sofridos. O aproveitamento de 88,8% foi fruto de triunfos sobre todos os adversários do continente, incluindo vitórias sobre rivais tradicionais, como o 3 a 0 sobre a Argentina, no Mineirão, e a goleada por 4 a 1 sobre o Uruguai, em pleno Estádio Centenário, em Montevidéu.


O Brasil foi aprovado também nos testes contra europeus, com vitórias sobre Alemanha (1 a 0), Rússia (3 a 0) e Croácia (2 a 0).


Apesar da ausência do lateral direito Daniel Alves, que altera a mecânica de jogo, a seleção conta com um time extremamente talentoso, cheio de recursos e que tem um enorme comprometimento coletivo, capaz de sobressair-se às eventuais lacunas.


Qualquer previsão sobre o hexa é incerta. Certo é que o Brasil tem as armas mais fortes para conquistá-lo.


CONVOCADOS


GOLEIROS

Alisson (Roma)

Cássio (Corinthians)

Ederson (Man. City)

ZAGUEIROS

Marquinhos (PSG)

Miranda (Inter de Milão)

Thiago Silva (PSG)

Geromel (Grêmio)


LATERAIS

Danilo (Man. City)

Filipe Luís (Atl. de Madrid)

Marcelo (Real Madrid)

Fagner (Corinthians)


MEIO-CAMPISTAS

Casemiro (Real Madrid)

R. Augusto (Beijing Guoan)

Fernandinho (Man. City)

Paulinho (Barcelona)

P. Coutinho (Barcelona)

Willian (Chelsea)

Fred (Shakhtar Donetsk)

ATACANTES

Neymar (PSG)

Gabriel Jesus (Man. City)

Roberto Firmino (Liverpool)

Douglas Costa (Juventus)

Taison (Shakhtar Donetsk)

 

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