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NOTÍCIA

Argel Fucks é a 13ª troca de técnico do Ceará em 5 anos; média é de 138 dias de trabalho

Apenas sete dos 13 técnicos que passaram no Vovô antes de Argel Fucks permaneceram no cargo por mais de 100 dias. Média de trabalho é de pouco mais de quatro meses

10:19 | 29/11/2019
Argel foi o escolhido após a queda de Adílson Batista
Argel foi o escolhido após a queda de Adílson Batista (Foto: Divulgação/Figueirense FC)

No dia 2 de dezembro de 2014, o Ceará anunciava o técnico Dado Cavalcanti como o nome para comandar o time na temporada seguinte. Desde aquele anúncio até a contratação de Argel Fucks na madrugada desta sexta-feira, 29, o Ceará acumulou 13 trocas de técnicos em pouco menos de cinco anos. Por ano (desde 2015), a média é de 3,5 treinadores, já contando com Argel e excluindo os interinos. Um indicador da instabilidade que já acompanha o departamento de futebol alvinegro há algum tempo.

Durante esse período, o técnico que ficou mais tempo no cargo em uma única passagem foi Marcelo Chamusca, que assumiu na Série B em 2017, levou o time ao acesso e foi demitido no primeiro turno da Série A no ano seguinte. Chamusca passou 336 dias em Porangabuçu, fruto dos bons resultados que conquistou dentro de campo, que também culminaram no título do Campeonato Cearense em 2018.

O único que chega perto da marca é Lisca em sua segunda passagem, da metade de 2018 até o primeiro semestre de 2019, quando permaneceu no comando técnico por 321 dias, mas foi demitido após maus resultados e supostos atritos internos no clube. Na primeira vez em que assumiu o Ceará, em 2015 e 2016, ficou por 180 dias. Logo depois, vem Sérgio Soares, que comandou o time durante toda a Série B em 2016. Desde que foi anunciado até deixar o clube, o treinador se segurou no cargo por 236 dias.

Apenas mais três técnicos conseguiram ficar por mais de 100 dias em Porangabuçu: Enderson Moreira (162), Silas Pereira (135) e Givanildo Oliveira (120). Todos os outros não conseguiram chegar tão longe. Dado Cavalcanti, Geninho, Marcelo Cabo, Gilmar Dal Pozzo e Adílson Batista saíram bem mais cedo. Mas nenhum chega tão perto do recorde negativo de Jorginho, que só comandou o Ceará por três jogos. Com três derrotas e 0% de aproveitamento, pediu demissão alegando “problemas pessoais” depois de exatos 14 dias, na Série A da última temporada.

A média de trabalho de todos os treinadores (contando Lisca duas vezes, por conta de suas duas passagens) é de apenas 138 dias, cerca de pouco mais de quatro meses e meio. Ainda assim, seis dos 13 técnicos (excluindo Argel) ficaram no clube por um período abaixo dessa média. Um retrato estatístico das escolhas equivocadas no planejamento alvinegro ao longo dos anos.

Com a demissão de Adílson Batista após a goleada por 4 a 1 para o Flamengo, Argel Fucks se tornou a 13ª troca de comando do Ceará desde que Dado Cavalcanti caiu, e a quarta só neste ano. O recorde de técnicos em uma única temporada foi em 2015, que teve cinco comandantes diferentes. Ou seja: 2019 já é o ano com mais técnicos desde 2015. Nas duas temporadas, o Alvinegro sofreu para não ser rebaixado para uma divisão inferior no Brasileirão. Na primeira, escapou na última rodada após uma reação impressionante. Neste ano, porém, o desfecho ainda é uma incógnita.

Confira o ranking completo de treinadores que passaram mais dias no comando do Ceará no período do levantamento:

Marcelo Chamusca - 336 dias

Lisca (2ª passagem) - 321 dias

Sérgio Soares - 236 dias

Lisca (1ª passagem) - 180 dias

Enderson Moreira - 162 dias

Silas - 135 dias

Givanildo Oliveira - 120 dias

Dado Cavalcanti e Gilmar Dal Pozzo - 72 dias

Adílson Batista - 56 dias

Geninho - 32 dias

Jorginho - 14 dias