Atletas reclamam da escassez de camisinhas nos Jogos de Inverno

Atletas reclamam da escassez de camisinhas nos Jogos de Inverno

Realizados em diversos locais do nordeste da Itália, jogos de inverno chamaram a atenção por conta de reclamação dos atletas acerca da distribuição de preservativos. Entenda

Com uma das maiores federações da história, o Brasil está acompanhando de perto as Olimpíadas de Inverno, cujos jogos começaram no dia 6 de fevereiro. Até o momento, o País já conquistou uma medalha graças ao atleta Lucas Pinheiro Braathen na categoria de slalom gigante.

Com 92 nações participando, as Olimpíadas de Inverno reúnem cerca de quase três mil atletas que se dividem na Vila Olímpica de Fiames, em Cortina D’Ampezzo.

Uma reclamação em comum que foi divulgada pelo jornal italiano La Stampa nesta quinta-feira, 12, é que, apesar da organização, o evento está enfrentando uma escassez de camisinhas.

Olimpíadas de Inverno: competição enfrenta escassez de preservativos

“Os estoques se esgotaram em apenas três dias. Prometeram que chegariam mais, mas ninguém sabe quando”, disse um atleta que preferiu não se identificar para o jornal italiano. A distribuição de preservativos nas vilas olímpicas é uma tradição que se mantém há várias edições dos jogos, tanto nas Olimpíadas regulares quanto nas de Inverno.

O ato recebe apoio até mesmo do governo local, cujo governador da Lombardia, Attilio Fontana, divulgou a mensagem “Saúde em primeiro lugar: prevenção e bom senso” após incluir o símbolo da região nas embalagens de preservativos distribuídos na vila de Milão. A tradição começou em 1988 em Seul para conscientizar os atletas sobre a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis.

A principal queixa dos atletas é em relação ao número de preservativos distribuídos, alegando que os organizadores não foram muito generosos com a quantidade e que eles se esgotaram em questão de dias.

Enquanto em Paris, os atletas receberam 300 mil preservativos, dois por dia para cada um, a quantidade para os jogos de inverno foi drasticamente reduzida, não chegando nem a 10 mil preservativos, em uma média de três por atleta durante todo o período.

Além das camisinhas em falta, a publicação também revelou que os atletas são obrigados a elaborar estratégias mais sofisticadas para conseguir privacidade durante a competição. Em Milão, as visitas às acomodações de atletas de outros países são proibidas, tornando a sala de relaxamento da Vila Olímpica extremamente popular.

Enquanto isso, nas aldeias italianas que recebem os atletas para categorias específicas, eles voltam a jogar PlayStation, aguardando a chegada de novos preservativos que ainda não tem data para chegar. As Olimpíadas, no entanto, estão marcadas para serem encerradas no próximo domingo, 22.

Olimpíadas de Inverno: competição registra aumento de acompanhantes e consumo de entretenimento adulto

De acordo com uma pesquisa realizada pela SimpleMedia com base em dados divulgados pelo portal internacional de classificados SimpleEscort, o início dos Jogos Olímpicos registrou um aumento nos anúncios de entretenimento adulto em áreas onde eventos e competições estão sendo realizados.

Milão teve um aumento de 23%, seguida por Cortina D'Ampezzo, com 12%, Valtellina (Bormio e Livigno), com 6%, e Val di Fiemme e Anterselva, com 3%.

O jornal La Stampa também entrevistou profissionais do sexo para entender a relação do crescimento dessa área durante períodos de competições esportivas, uma delas é a londrina Chloe, que revela parte do público-alvo. “Muitas vezes, são pessoas influentes do setor, como figuras de alto nível ou membros de delegações, que precisam relaxar após meses de pressão”, afirma.

Segundo o relatório da pesquisa, técnicos, gestores esportivos e jornalistas internacionais representam cerca de 60% da clientela durante esse período. O documento também destaca diversas tendências, como um aumento de 40% no número de acompanhantes profissionais vindas do exterior, principalmente da Europa Oriental, América do Sul e Reino Unido. E um aumento médio de 9% nas tarifas por hora nas áreas "VIP" de Milão e em resorts de montanha como Cortina e Livigno.

Os horários de maior movimento para reservas são o final da tarde, após as competições, e o final da noite. Chloe revela que o serviço completo para uma noite inteira, que termina apenas na manhã seguinte durante o café, custa entre 500 e 1.500 euros ou mais, dependendo dos pedidos.

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