Brasil em busca de medalhas inéditas nos Jogos de Inverno 2026
Brasil chega a Milão-Cortina com atletas entre os melhores do mundo e alimenta expectativa por resultado inédito nos Jogos de Inverno de 2026; confira
Resumo
Os Jogos Olímpicos de Inverno de 2026, que serão realizados entre os dias 6 e 22 de fevereiro em Milão e Cortina d’Ampezzo, na Itália, marcam mais um capítulo da trajetória brasileira em esportes tradicionalmente dominados por países do hemisfério Norte.
Embora ainda busque sua primeira medalha na história da competição, o Brasil chega à edição com atletas que figuram entre os melhores do mundo em suas modalidades, reacendendo o debate sobre a possibilidade de um resultado inédito.
Veja mais sobre o Brasil e seus atletas nos Jogos Olímpicos de Milão-Cortina em 2026.
Presença brasileira cresce e consolida participação
O Brasil participa dos Jogos Olímpicos de Inverno desde Albertville, em 1992, e esteve presente em todas as edições desde então.
Ao longo das últimas décadas, a delegação nacional deixou de ter caráter apenas simbólico e passou a contar com atletas integrados ao circuito internacional, com presença frequente em Copas do Mundo e campeonatos continentais.
Para Milão-Cortina 2026, a expectativa do Comitê Olímpico do Brasil (COB) é de uma das maiores delegações já enviadas ao evento, com atletas classificados em modalidades como esqui alpino, skeleton, bobsled, snowboard e esqui cross-country.
O número reflete o aumento da competitividade e da regularidade do País em esportes de inverno.
Esperança e expectativas inéditas nos Jogos Olímpicos
O nome mais citado quando se fala em chances brasileiras é o de Lucas Pinheiro Braathen, do esqui alpino. Competindo pelo Brasil desde 2023, o atleta já venceu provas da Copa do Mundo e figura entre os principais nomes da modalidade, especialmente no slalom.
Com resultados consistentes no circuito internacional, Lucas chega a 2026 como o brasileiro com maior projeção competitiva na história dos Jogos de Inverno.
Outra modalidade que chama atenção é o skeleton, representado por Nicole Silveira. A atleta vem acumulando bons resultados em etapas da Copa do Mundo e tem melhorado sua posição no ranking internacional ao longo do ciclo olímpico.
Nicole já disputou os Jogos de Pequim, em 2022, e chega mais experiente a Milão-Cortina. Dentro do COB, o skeleton é tratado como uma das modalidades nas quais o Brasil pode alcançar seu melhor desempenho histórico, ainda que o pódio siga sendo um desafio diante da força de países europeus e da América do Norte.
Experiência pesa em modalidades coletivas
No bobsled, o Brasil segue apostando na experiência de atletas como Edson Bindilatti, que soma múltiplas participações olímpicas e é uma das referências da modalidade no País.
Embora a disputa por medalhas seja considerada mais distante, a equipe brasileira mantém presença constante em competições internacionais e busca avançar posições em relação às edições anteriores.
A modalidade, assim como o skeleton, se beneficia da estrutura de treinamento fora do Brasil, principalmente na Europa e na América do Norte, onde estão as principais pistas do mundo.
Investimento e estrutura sustentam evolução
O avanço brasileiro nos esportes de inverno está diretamente ligado a políticas de fomento como o Bolsa Atleta e o Atleta Pódio, além de parcerias com federações internacionais e centros de treinamento no exterior. Segundo o COB, o ciclo para 2026 é o mais estruturado já realizado pelo País nesse tipo de competição.
A preparação inclui participação regular em eventos internacionais, acompanhamento multidisciplinar e investimentos em equipamentos, considerados determinantes para modalidades de alta tecnologia.
O histórico de medalhas mostra que o Brasil ainda enfrenta uma larga desvantagem estrutural em relação às potências dos esportes de inverno, países que contam com tradição, clima favorável e ampla base de formação.
Ainda assim, Milão-Cortina 2026 surge como a edição mais promissora para o País desde o início de sua participação olímpica no gelo e na neve. Se a medalha ainda é uma incógnita, o Brasil chega, ao menos, com atletas capazes de disputar em nível inédito algo que já sinaliza uma mudança de patamar.