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Olimpíada: Após lesão, Flávia Saraiva fica em 7º na trave da ginástica

Flávia teve um grande desequilíbrio nos movimentos iniciais e precisou coloca a mão no aparelho,[ tirando muitos pontos da nota final
08:17 | Ago. 03, 2021
Autor - Redação O POVO
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A ginasta brasileira brasileira Flávia Saraiva terminou sua participação na Olimpíada de Tóquio como a 7º melhor atleta na prova da trave. Após sofrer uma lesão no tornozelo durante as competições classificatórias, ela sofreu um grande desequilíbrio no aparelho que comprometeu sua nota, ficando na sétima colocação com 13.133.

A jovem de 21 anos se recuperou parcialmente da torção e competiu não estando com 100% de suas condições. A prova teve domínio das chinesas. Chenchen Guan foi medalha de ouro, com 14.633 pontos. A prata foi conquistada pela também chinesa Xinging Tang, com 14.233. A estrela da ginástica mundial, Simone Biles teve a nota de 14.000, ficando em terceiro lugar.

LEIA MAIS| Ginastica: Simone Biles fica com bronze na trave e chinesas completam pódio na Olimpíada

A nota de Flavia Saraiva teve descontos por um desequilíbrio grande logo após suas primeiras acrobacias. Ela teve que se apoiar com as mãos na trave para não cair, uma infração que tirou muitos pontos de sua apresentação.

Flávia teve uma torça no tornozelo direito durante sua apresentação no solo na etapa classificatória. Ela desistiu das provas restantes no dia, mas se classificou para a final da trave. O tornozelo já vinha incomodando a ginasta desde sua chegada em Tóquio. 

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Olimpíada: Wanderson Oliveira perde de cubano e fica sem chance de medalha no boxe

tóquio 2020
07:15 | Ago. 03, 2021
Autor Gazeta Esportiva
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O Brasil perdeu a chance de garantir sua quarta medalha no boxe dos Jogos Olímpicos. Nesta terça-feira, 3, Wanderson Oliveira se despediu da categoria dos leves em Tóquio. Em uma disputa para atletas até 57kg, o brasileiro foi derrotado pelo cubano Andy Cruz, considerados uma dos maiores boxeadores olímpicos da atualidade.

Wanderson atuou bem principalmente no primeiro round, mas acabou superado na decisão dos árbitros, por 4 a 1.

LEIA MAIS| Medalha garantida: Bia Ferreira está na semifinal do boxe na Olimpíada

Apesar da  derrota, o Brasil já garantiu na madrugada uma medalha com Bia Ferreira, que avançou às semifinais na categoria dos leves no feminino. Outros com pódio garantido são Abner Teixeira, na categoria até 91kg, e Heber Conceição, até 75kg.

No boxe olímpico, não há disputa pelo terceiro lugar, quem perde na semifinal já recebe o bronze.

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"Enquanto você dormia dia 11": ouro na vela, bronze no atletismo e mais medalhas no boxe

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07:11 | Ago. 03, 2021
Autor Lucas Mota
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As Olimpíadas de Tóquio 2021 estão no dia 11. O Time Brasil teve atuações decisivas para somar medalhas de ouro e bronze na vela e no atletismo, além de garantir mais uma no boxe. Na canoagem de velocidade, Isaquías Queiroz e Jacky Goodmann ficaram fora do pódio. O POVO traz um resumo do que aconteceu entre a noite de segunda-feira, 2, e a madrugada de terça, 3, enquanto você dormia.

O dia "D" do Brasil pelas possibilidades de medalhas em disputa teve ainda a classificação da seleção masculina de vôlei de quadra para semifinal e a eliminação da dupla Ana Patrícia e Rebeca, esta cearense, no vôlei de praia. O décimo período de competições contou também com o retorno de Simone Biles, avanço da equipe dos Estados Unidos, com Durant e companhia, para a semifinal no basquete e recorde mundial no atletismo, em prova em que o brasileiro Alison dos Santos conquistou o bronze.

Ouro na vela
A dupla de velejadoras Martine Grael e Kahena Kunze trouxe mais um ouro olímpico para o Brasil. Com terceiro lugar na regata final, a medal race, da categoria 49er, as brasileiras terminaram em primeiro lugar na colocação geral da modalidade.

Bronze no atletismo
Alison dos Santos fez uma grande prova na final dos 400m com barreiras e conquistou a medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Tóquio, com o tempo de 46s72. Ele quebrou tabu de 33 anos do atletismo brasileiro sem medalhas em provas individuais.

+ Alison dos Santos vibra com o bronze nos 400m com barreiras: "Represento uma nação"

Bronze no boxe
O peso-pesado brasileiro Abner Teixeira foi derrotado pelo cubano Julio César La Cruz em decisão dividida da arbitragem, na manhã desta terça-feira, 3 (horário de Fortaleza). Com o revés na semifinal, o paulista ficou com a medalha de bronze na Olimpíada.

Final histórica nos 400m com barreiras
Na prova em que Alison carimbou o bronze com recorde sul-americano, o norueguês Karsten Warholm conquistou o ouro e estabeleceu pela segunda vez em um mês o melhor tempo da prova, com 45s94 (o anterior era de 46s70), registrando novo recorde mundial.

Bia Ferreira dá show no boxe e garante medalha
Favorita ao ouro no peso-leve, Bia Ferreira venceu a uzbeque Raykhona Kodirova por decisão unânime e avançou para a semifinal. Desta forma, a brasileira já garantiu pelo menos a medalha de bronze na Olimpíada.

Wanderson eliminado no peso-leve
Wanderson Oliveira foi derrotado pelo cubano Andy Cruz nas quartas de final do peso-leve. Com o resultado, o brasileiro se despede da Olimpíada de Tóquio.

Bruninho e cia passam com domínio
A seleção brasileira está nas quartas de final do vôlei de quadra masculino. Em partida contra o Japão, seleção anfitriã da Olimpíada de Tóquio, os brasileiros venceram por 3 sets a 0.

+ Wallace destaca a paciência do Brasil contra o Japão e prevê jogo tenso contra russos

Brasil fora do pódio na canoagem
Os brasileiros Isaquias Queiroz e Jacky Godmann foram para a água na noite desta segunda-feira, 2, para a disputa da final da canoagem velocidade 1000 metros, pelas Olimpíadas de Tóquio. Os representantes do Brasil terminaram a prova na quarta posição e não conseguiram medalha. O tempo de Isaquias e Jacky foi de 3:27.603, 2.608 a mais que os terceiros colocados.

Flavinha Saraiva fora do pódio
A brasileira competiu a final da trave na ginástica artística e teve nota de 13.133. O desempenho não foi suficiente para Flavinha subir ao pódio.

Retorno de Biles
A norte-americana competiu a final da trave na Olimpíada de Tóquio, em apresentação que marcou o seu retorno após decidir não disputar outras finais na ginástica artística. Simone Biles conquistou a medalha de bronze com nota de 14.000.

Cearense do vôlei se despede de Tóquio
As brasileiras Ana Patrícia e Rebecca (do Ceará) entraram em quadra na noite desta segunda-feira, 2, pelas quartas de final do vôlei de praia nas Olimpíadas de Tóquio. Elas tiveram pela frente as suíças Heidrich e Verge-Depre. As representantes do Brasil perderam por 2 sets a 1 e foram eliminadas da competição.

Cearense do lançamento de dardo não avança
A participação da cearense de Pacatuba Laila Ferrer, do lançamento de dardo, teve encerramento na fase classificatória da modalidade nas Olimpíadas de Tóquio. Ela não conseguiu ficar entre as 12 melhores colocadas, que avançaram para a final.

EUA na semifinal do basquete
A seleção estadunidense de basquete masculino venceu a Espanha nas quartas de final da Olimpíada de Tóquio. Os Estados Unidos fecharam a partida com placar de 95 a 81.

Outra dupla brasileira briga por medalha na vela
Depois do ouro na classe 49er FX com Martine Grael e Kahena Kunze, o Brasil pode ter mais uma conquista na vela. Na classe 470 feminina, Fernanda Oliveira e Ana Barbachan asseguraram nesta terça-feira a classificação para a medal race, que tem valor dobrado e define o pódio da modalidade.

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Veja fotos da conquista do bronze de Alison dos Santos nos 400m com barreiras

05:56 | Ago. 03, 2021
Autor O Povo
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Alison dos Santos encerrou o tabu de 33 anos do atletismo brasileiro sem conquistas em provas individuais. Ele conquistou o bronze nos 400m com barreiras com tempo de 46.72, batendo novo recorde sul-americano. O atleta do Time Brasil ficou atrás apenas do norte-americano Rai Benjamin (46.17s) e do norueguês Karsten Warholm (45.94s).

Veja abaixo as fotos da conquista do brasileiro:

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Final dos 400m com barreiras, com bronze para o Brasil, entra para história

05:18 | Ago. 03, 2021
Autor Gazeta Esportiva
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Uma prova com os três primeiros colocados correndo abaixo do recorde olímpico, e com direito à quebra do recorde mundial. Assim foi a final dos 400m com barreiras nesta terça-feira, na qual o norueguês Karsten Warholm conquistou o ouro e estabeleceu pela segunda vez em um mês o melhor tempo da prova, com 45s94 (o anterior era de 46s70).

Atrás dele chegaram o americano Rai Benjamin, prata com 46s17, e o brasileiro Alison dos Santos, bronze com 46s72, ambos abaixo recorde olímpico anterior de 46s78, estabelecido pelo americano Kevin Young em Barcelona 1992. E caso Warholn não tivesse participado desta final, o recorde mundial seria de Benjamin.

"Eu estava pensando sobre isso dia e noite, em conseguir essa medalha para minha coleção. Não toquei em uma barreira e até consegui acelerar no final. Foi algo enorme, é histórico", comemorou Warholm após a prova.

"Estamos vivendo uma nova era, o renascimento dos 400 metros com barreiras. Acho que vamos testemunhar novas corridas como essa no futuro", acrescentou o norueguês.

+ Alison dos Santos vibra com o bronze nos 400m com barreiras: "Represento uma nação"

Warholm voou na pista do Estádio Olímpico da capital japonesa, reduzindo em 76 centésimos de segundo o recorde mundial que havia batido em 1º de julho em casa, em Oslo, onde completou a prova em 46s70.

Naquele dia, ele conseguiu quebrar recorde antigo do atletismo, que o americano Kevin Young havia estabelecido 29 anos antes.

Os três medalhistas da final de Tóquio-2020 correram abaixo da marca de Young, que por quase três décadas foi intocável, o que mostra o nível espetacular dos competidores de hoje.

"Foi a maior corrida da história dos Jogos Olímpicos", disse Rai Benjamin, destacando que nem mesmo o recorde mundial dos 100 metros (9s58) alcançado por Usain Bolt no Mundial de Berlim-2009 poderia "rivalizar" em importância e intensidade com o que foi vivenciado nesta terça-feira.

A final só não foi melhor por ter sido disputada diante de arquibancadas vazias devido à pandemia de covid-19.

Com 33 graus Celsius e 60% de umidade, Warholm teve uma largada perfeita. Benjamin pensou por um momento que poderia alcançar o norueguês a cerca de 50 metros da linha de chegada, mas o representante da Noruega manteve a liderança, acelerou e estabeleceu seu recorde impressionante.

Esta medalha se une a seus dois títulos mundiais (2017 e 2019) e ao título europeu de 2018. Ele também foi campeão europeu indoor em 2019.

Aos 25 anos, o norueguês é hoje o atual campeão olímpico, mundial e europeu, além de recordista mundial. Uma hegemonia total.

Façanhas ofuscadas

Para Rai Benjamin (24 anos), as sensações são necessariamente opostas. Seu tempo, o segundo melhor da história, não serviu para alcançar o lugar mais alto no pódio.

Warholm e Benjamin possuem 13 dos 20 melhores tempos de todos os tempos. Mas o nova-iorquino, que tem todas as capacidades para ser um atleta para marcar uma época, esbarrou no 'furacão Karsten', que o derrotou há dois anos no Mundial de Doha.

Já Alison dos Santos, 21 anos, confirma sua espetacular evolução. Nas semifinais ele conseguiu estabelecer sua melhor marca com 47s31 e um dia depois ele baixou o tempo em 59 centésimos. Desde maio, o brasileiro bateu o recorde sul-americano seis vezes.

A prova dos 400 metros com barreiras vive um grande momento pois, além da categoria masculina, a feminina também promete ser inesquecível no Jogos de Tóquio, com as americanas Dalilah Muhammad, atual campeã olímpica e mundial, e Sydney McLaughlin, recordista mundial.

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Da margem às Olimpíadas: conheça cultura do skate no Brasil e no Ceará

Estilo de vida
00:30 | Ago. 03, 2021
Autor Clara Menezes
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"A vida te pede, mas a vida não te dá. Devagar com meu skate um dia eu cheguei lá". O cantor e compositor Chorão (1970 - 2013), da banda Charlie Brown Jr., foi - e ainda é - um dos grandes nomes do rock nacional. Com letras que revelavam suas experiências e seu estilo de vida urbano, tornou-se um dos maiores símbolos brasileiros da cultura do skate. Mas essa atividade extrapola os limites do esporte e ganha significados simbólicos. É, desde o início, uma identidade. Como o vocalista do grupo de Santos entoou várias vezes: "De skate eu vim, de skate eu vou. É desse jeito que eu sou. É o que tenho, é o que quero, é o que sei, é o que faço".

Talvez não seja possível afirmar em que ano específico o movimento surgiu, mas ganhou intensidade entre os surfistas da Califórnia na década de 1950. Eles, que tinham que esperar as boas ondas para surfar, se adaptaram da água para a terra. Mas aquele equipamento virou uma referência mundial: por ser visto em áreas urbanas, foi agregado às culturas consideradas marginalizadas, como o rap, o hip hop e o grafite. Foi associado, portanto, à simbologia da cidade.

Com esse processo, cresceu também a discriminação. No Brasil, mais especificamente em São Paulo no ano de 1988, o então prefeito Jânio Quadros chegou a proibir a prática na capital paulista. O principal motivo era que os praticantes se reuniam no Parque do Ibirapuera, onde a prefeitura funcionava na época. Os jovens fizeram passeata pedindo a liberação, mas a atividade só foi legalizada quando Luiza Erundina assumiu o cargo em 1989.

"O skate, de certa forma, é um ato político. A história do skate no Brasil, principalmente em São Paulo, foi voltada para a discriminação entre vários poderes e outras instituições", pontua Davi Gomes Barroso, coodernador responsável pela Coordenadoria Especial de Políticas Públicas de Juventude da Prefeitura de Fortaleza.

Na capital cearense, a ocupação dos espaços públicos aumentou na última década. "A importância desse esporte estar nas Olimpíadas, com atletas que inspiram novas gerações, é que a gente passa a enxergar o skate como uma potência. Em Fortaleza, por exemplo, apesar de já existirem algumas pistas de skate antes, elas tiveram um crescimento exponencial nos últimos 10 anos. Agora tem no Pici, José Walter, Mondubim…", cita Davi.

Leia também | Como o quadro de medalhas olímpico explica a geopolítica

Segundo ele, isso movimenta uma grande cadeia produtiva na economia, que envolve a produção de skates e até áreas artísticas. "Aqui, as pessoas se encontram, vão nas pistas, pedem melhorias, manutenções... Quando falamos de skate, falamos de toda uma cadeia produtiva, de um mercado que tem crescido em Fortaleza", comenta.

Além de esporte, andar de skate se tornou uma cultura nos espaços urbanos(Foto: Suzana Campos/ Rede Cuca)
Foto: Suzana Campos/ Rede Cuca Além de esporte, andar de skate se tornou uma cultura nos espaços urbanos

Apesar da movimentação de grupos, ainda há muito o que melhorar, principalmente, no âmbito político. "O processo de popularização ocorre de maneira lenta. Os políticos não valorizam esse esporte, que tem um cunho social e cultural muito grande no nosso Brasil. O skate é um esporte periférico, de custo-benefício baixo. Toda criança, quando vislumbra um esporte, seu primeiro contato ou é a bola ou é o skate", opina Renner Souza, professor de skate da Rede Cuca.

O profissional, que agora ganha a vida ensinando seus alunos, teve seu primeiro contato com o esporte e o estilo de vida ainda na adolescência. "Comprei um skate aos 13 anos. No começo, minha mãe não me apoiava porque via o skate como um esporte marginalizado, que ia me apresentar às drogas, que ia me apresentar à rua. Fui criado pela minha mãe, porque meu pai faleceu muito cedo, então ela tinha receio. Mesmo assim, minha avó apoiou, insistiu e deu certo", recorda.

Segundo ele, não havia apoio financeiro na sua época para que pudesse se manter no esporte. Por isso, encontrou outros jeitos de driblar a situação: formou-se em educação física e se especializou. "Não consegui me tornar um profissional, mas não desisti dos sonhos (...). Hoje o sustento da minha família vem do skate", diz.

Para o professor, a prática é mais do que um esporte, um lazer ou um meio de transporte. "O skate tem várias vertentes que envolvem um contexto cultural urbano e social muito grande. Vai do graffiti, do rap, da forma de se vestir, da identidade da pessoa e de sua sociabilidade. Não existe uma frase melhor pra contextualizar o skate a não ser dizer que é um estilo de vida".

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