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Conheça Alison dos Santos, o atleta de bronze na Olimpíada que superou as cicatrizes e a timidez

O paulista de 21 anos conquistou o bronze nesta terça-feira, 3, em Tóquio, em sua primeira participação nos Jogos Olímpicos e quebrou o recorde sul-americano
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Óleo fervente caiu sobre sua cabeça quando ele era um bebê de apenas dez meses. Esse acidente deixou cicatrizes e, segundo pessoas próximas, uma timidez quase crônica que só foi superar graças ao esporte. Entre corridas e saltos, o brasileiro Alison dos Santos é hoje um medalhista olímpico.

LEIA MAIS| Alison dos Santos é bronze nos 400m livres com barreiras em Tóquio 2020

O paulista de 21 anos conquistou o bronze nesta terça-feira, 3, em Tóquio, em sua primeira participação nos Jogos Olímpicos, o auge de uma temporada em que, desde maio, bateu o recorde sul-americano seis vezes nos 400 metros com barreiras, uma das provas de nível mais alto no momento.

Fenômeno em ascensão do atletismo mundial, Alison consolidou sua força mostrada nas semifinais, nas quais quebrou o recorde sul-americano com o tempo de 47,31 segundos, melhorando em três centésimos sua própria marca continental. Um recorde que voltaria a cair na final (46,72).

O bronze em seu peito é a cereja de um bolo após o primeiro lugar nos Jogos Pan-Americanos de Lima e no Campeonato Sul-Americano 2019, além de obter o terceiro melhor tempo da atual temporada.

E é o prêmio para um homem magro e esguio, de dois metros de altura, que teve um começo de vida traumático. Um acidente doméstico marcou a trajetória de Alison dos Santos, nascido em São Joaquim da Barra, município a 318 quilômetros de São Paulo. Sua avó cozinhava peixe em uma frigideira, o bebê de dez meses mexeu no utensílio e o óleo fervente caiu sobre parte de sua cabeça, além dos braços e peito.

A avó, na tentativa de protegê-lo, também ficou ferida. Os dois ficaram hospitalizados durante vários meses. Desde então, para se proteger do sol ou esconder as marcas do acidente, o corredor costuma usar gorros que escondem a cicatriz na cabeça, confundida por muitos como alopecia (calvície) precoce.

"Ele era tão tímido por causa da queimadura que só ia de boné. Ele morria de vergonha", diz sua primeira treinadora, Ana Fidélis, ao portal UOL Esporte. O Brasil quase perdeu uma joia do atletismo por causa dessa timidez. Alison ficou tão retraído que recusou os primeiros convites para entrar na pista, mas a insistência de um amigo de infância acabou aproximando-o do esporte.

Em sua primeira competição, no Centro Olímpico de São Paulo, ainda adolescente, participou com um boné amarelo que escondia as cicatrizes, lembra Fidélis. Seus triunfos e o passar do tempo foram curando as feridas de um atleta que promete trazer mais alegria ao Brasil em uma modalidade - os 400 metros com barreiras - na qual até agora não havia conquistado medalhas.

"Eu melhorei e hoje sou Alison", disse sorrindo e orgulhoso, sem boné, em 2019, durante os Jogos Pan-Americanos, contando o acidente doméstico com detalhes e naturalidade. Dois anos depois, em Tóquio, gravou seu nome no histórico das medalhas olímpicas brasileiras, a terceira modalidade mais vencedora do Brasil, com 18 medalhas, só superado pelo judô (24, quatro de ouro) e a vela (19, oito de ouro).

Com o bronze de Alison, o atletismo brasileiro volta a ter um representante no pódio de uma prova individual depois de 33 anos, após a prata de Joaquim Cruz nos 800m e o bronze de Robson Caetano nos 200m no Jogos de Seul, em 1988.

raa/js/psr/aam

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Abner fatura 1º bronze no boxe; Bia vence e avança à semi em Tóquio

Esportes
09:07 | Ago. 03, 2021
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O boxe brasileiro conquistou na manhã desta terça-feira (4) uma medalha de bronze na  Olimpíada de Tóquio (Japão) com Abner Teixeira (91 quilos) e assegurou outra, antecipadamente, com a peso leve Bia Ferreira, única que venceu nesta terça-feira (3), na Arena Kokugikan, na capital japonesa. Favorita ao ouro, a campeã mundial avançou às semifinais na categria até 63 kg. Como na modalidade não há disputa de terceiro lugar, quem ganha nas quartas já garante o bronze. O país tem ainda um terceiro bronze encaminhado com Hebert Conceição (75 kg) que disputa a semi na quinta (5), às 3h (horário de Brasília). 

Olimpíada: Após lesão, Flávia Saraiva fica em 7º na trave da ginástica

tóquio 2020
08:17 | Ago. 03, 2021
Autor Redação O POVO
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A ginasta brasileira brasileira Flávia Saraiva terminou sua participação na Olimpíada de Tóquio como a 7º melhor atleta na prova da trave. Após sofrer uma lesão no tornozelo durante as competições classificatórias, ela sofreu um grande desequilíbrio no aparelho que comprometeu sua nota, ficando na sétima colocação com 13.133.

A jovem de 21 anos se recuperou parcialmente da torção e competiu não estando com 100% de suas condições. A prova teve domínio das chinesas. Chenchen Guan foi medalha de ouro, com 14.633 pontos. A prata foi conquistada pela também chinesa Xinging Tang, com 14.233. A estrela da ginástica mundial, Simone Biles teve a nota de 14.000, ficando em terceiro lugar.

LEIA MAIS| Ginastica: Simone Biles fica com bronze na trave e chinesas completam pódio na Olimpíada

A nota de Flavia Saraiva teve descontos por um desequilíbrio grande logo após suas primeiras acrobacias. Ela teve que se apoiar com as mãos na trave para não cair, uma infração que tirou muitos pontos de sua apresentação.

Flávia teve uma torça no tornozelo direito durante sua apresentação no solo na etapa classificatória. Ela desistiu das provas restantes no dia, mas se classificou para a final da trave. O tornozelo já vinha incomodando a ginasta desde sua chegada em Tóquio. 

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Olimpíada: Wanderson Oliveira perde de cubano e fica sem chance de medalha no boxe

tóquio 2020
07:15 | Ago. 03, 2021
Autor Gazeta Esportiva
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O Brasil perdeu a chance de garantir sua quarta medalha no boxe dos Jogos Olímpicos. Nesta terça-feira, 3, Wanderson Oliveira se despediu da categoria dos leves em Tóquio. Em uma disputa para atletas até 57kg, o brasileiro foi derrotado pelo cubano Andy Cruz, considerados uma dos maiores boxeadores olímpicos da atualidade.

Wanderson atuou bem principalmente no primeiro round, mas acabou superado na decisão dos árbitros, por 4 a 1.

LEIA MAIS| Medalha garantida: Bia Ferreira está na semifinal do boxe na Olimpíada

Apesar da  derrota, o Brasil já garantiu na madrugada uma medalha com Bia Ferreira, que avançou às semifinais na categoria dos leves no feminino. Outros com pódio garantido são Abner Teixeira, na categoria até 91kg, e Heber Conceição, até 75kg.

No boxe olímpico, não há disputa pelo terceiro lugar, quem perde na semifinal já recebe o bronze.

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"Enquanto você dormia dia 11": ouro na vela, bronze no atletismo e mais medalhas no boxe

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07:11 | Ago. 03, 2021
Autor Lucas Mota
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As Olimpíadas de Tóquio 2021 estão no dia 11. O Time Brasil teve atuações decisivas para somar medalhas de ouro e bronze na vela e no atletismo, além de garantir mais uma no boxe. Na canoagem de velocidade, Isaquías Queiroz e Jacky Goodmann ficaram fora do pódio. O POVO traz um resumo do que aconteceu entre a noite de segunda-feira, 2, e a madrugada de terça, 3, enquanto você dormia.

O dia "D" do Brasil pelas possibilidades de medalhas em disputa teve ainda a classificação da seleção masculina de vôlei de quadra para semifinal e a eliminação da dupla Ana Patrícia e Rebeca, esta cearense, no vôlei de praia. O décimo período de competições contou também com o retorno de Simone Biles, avanço da equipe dos Estados Unidos, com Durant e companhia, para a semifinal no basquete e recorde mundial no atletismo, em prova em que o brasileiro Alison dos Santos conquistou o bronze.

Ouro na vela
A dupla de velejadoras Martine Grael e Kahena Kunze trouxe mais um ouro olímpico para o Brasil. Com terceiro lugar na regata final, a medal race, da categoria 49er, as brasileiras terminaram em primeiro lugar na colocação geral da modalidade.

Bronze no atletismo
Alison dos Santos fez uma grande prova na final dos 400m com barreiras e conquistou a medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Tóquio, com o tempo de 46s72. Ele quebrou tabu de 33 anos do atletismo brasileiro sem medalhas em provas individuais.

+ Alison dos Santos vibra com o bronze nos 400m com barreiras: "Represento uma nação"

Bronze no boxe
O peso-pesado brasileiro Abner Teixeira foi derrotado pelo cubano Julio César La Cruz em decisão dividida da arbitragem, na manhã desta terça-feira, 3 (horário de Fortaleza). Com o revés na semifinal, o paulista ficou com a medalha de bronze na Olimpíada.

Final histórica nos 400m com barreiras
Na prova em que Alison carimbou o bronze com recorde sul-americano, o norueguês Karsten Warholm conquistou o ouro e estabeleceu pela segunda vez em um mês o melhor tempo da prova, com 45s94 (o anterior era de 46s70), registrando novo recorde mundial.

Bia Ferreira dá show no boxe e garante medalha
Favorita ao ouro no peso-leve, Bia Ferreira venceu a uzbeque Raykhona Kodirova por decisão unânime e avançou para a semifinal. Desta forma, a brasileira já garantiu pelo menos a medalha de bronze na Olimpíada.

Wanderson eliminado no peso-leve
Wanderson Oliveira foi derrotado pelo cubano Andy Cruz nas quartas de final do peso-leve. Com o resultado, o brasileiro se despede da Olimpíada de Tóquio.

Bruninho e cia passam com domínio
A seleção brasileira está nas quartas de final do vôlei de quadra masculino. Em partida contra o Japão, seleção anfitriã da Olimpíada de Tóquio, os brasileiros venceram por 3 sets a 0.

+ Wallace destaca a paciência do Brasil contra o Japão e prevê jogo tenso contra russos

Brasil fora do pódio na canoagem
Os brasileiros Isaquias Queiroz e Jacky Godmann foram para a água na noite desta segunda-feira, 2, para a disputa da final da canoagem velocidade 1000 metros, pelas Olimpíadas de Tóquio. Os representantes do Brasil terminaram a prova na quarta posição e não conseguiram medalha. O tempo de Isaquias e Jacky foi de 3:27.603, 2.608 a mais que os terceiros colocados.

Flavinha Saraiva fora do pódio
A brasileira competiu a final da trave na ginástica artística e teve nota de 13.133. O desempenho não foi suficiente para Flavinha subir ao pódio.

Retorno de Biles
A norte-americana competiu a final da trave na Olimpíada de Tóquio, em apresentação que marcou o seu retorno após decidir não disputar outras finais na ginástica artística. Simone Biles conquistou a medalha de bronze com nota de 14.000.

Cearense do vôlei se despede de Tóquio
As brasileiras Ana Patrícia e Rebecca (do Ceará) entraram em quadra na noite desta segunda-feira, 2, pelas quartas de final do vôlei de praia nas Olimpíadas de Tóquio. Elas tiveram pela frente as suíças Heidrich e Verge-Depre. As representantes do Brasil perderam por 2 sets a 1 e foram eliminadas da competição.

Cearense do lançamento de dardo não avança
A participação da cearense de Pacatuba Laila Ferrer, do lançamento de dardo, teve encerramento na fase classificatória da modalidade nas Olimpíadas de Tóquio. Ela não conseguiu ficar entre as 12 melhores colocadas, que avançaram para a final.

EUA na semifinal do basquete
A seleção estadunidense de basquete masculino venceu a Espanha nas quartas de final da Olimpíada de Tóquio. Os Estados Unidos fecharam a partida com placar de 95 a 81.

Outra dupla brasileira briga por medalha na vela
Depois do ouro na classe 49er FX com Martine Grael e Kahena Kunze, o Brasil pode ter mais uma conquista na vela. Na classe 470 feminina, Fernanda Oliveira e Ana Barbachan asseguraram nesta terça-feira a classificação para a medal race, que tem valor dobrado e define o pódio da modalidade.

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Veja fotos da conquista do bronze de Alison dos Santos nos 400m com barreiras

05:56 | Ago. 03, 2021
Autor O Povo
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Alison dos Santos encerrou o tabu de 33 anos do atletismo brasileiro sem conquistas em provas individuais. Ele conquistou o bronze nos 400m com barreiras com tempo de 46.72, batendo novo recorde sul-americano. O atleta do Time Brasil ficou atrás apenas do norte-americano Rai Benjamin (46.17s) e do norueguês Karsten Warholm (45.94s).

Veja abaixo as fotos da conquista do brasileiro:

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