PUBLICIDADE
Olimpíadas
NOTÍCIA

Ex-atletas dão apoio a Simone Biles, após desistências da ginasta nas Olimpíadas de Tóquio

A atleta estadunidense, dona de quatro medalhas de ouro nos Jogos de 2016, disse que a decisão foi motivada pelo cuidado com a saúde mental dela

Gabriel Lopes
20:56 | 28/07/2021
Olimpíadas de Tóquio: A ginasta Simone Biles, dos Estados Unidos, desistiu de participar das finais por equipes e da individual geral para priorizar a saúde mental dela (Lionel Bonaventure / AFP) (Foto: Lionel Bonaventure / AFP)
Olimpíadas de Tóquio: A ginasta Simone Biles, dos Estados Unidos, desistiu de participar das finais por equipes e da individual geral para priorizar a saúde mental dela (Lionel Bonaventure / AFP) (Foto: Lionel Bonaventure / AFP)

A ginasta Simone Biles, 24, dos Estados Unidos, considerada por especialistas como uma das maiores atletas presentes nos Jogos Olímpicos de Tóquio, desistiu da participação nas finais por equipes e na individual geral. O motivo das ausências foi o cuidado dela com a saúde mental, algo que ela disse que será prioridade no atual momento. Diante deste fato, ex-atletas que passaram por situações semelhantes se manifestaram em apoio a Simone.

O ex-nadador Michael Phelps, atleta com maior número de medalhas olímpicas na história, 28, 23 delas de ouro, trouxe, em programa televisivo, a experiência pessoal dele ao falar sobre a situação de Simone Biles. Ele revelou em 2018, dois anos após a aposentadoria, que durante a carreira sofreu depressão e abusou do uso de álcool para fugir da ansiedade. Phelps ressaltou a importância da busca por ajuda em casos como este.

“Você tem que poder pedir ajuda, quando está passando por períodos difíceis. É algo que tive dificuldade em fazer durante a minha carreira. Espero que o que acontece [com a Simone] permita que as pessoas abram os olhos. Ninguém é perfeito. Às vezes é bom não se sentir bem", pontuou.

No Brasil, a ex-nadadora Joanna Maranhão, que atualmente é comentarista do SporTV, trouxe outro fator relevante nesse caso, o do assédio sexual. Joanna, assim como Biles, foram vítimas de criminosos em posição hierárquica superior no contexto de seus treinamentos diários. Maranhão levantou esse ponto e disse que essas memórias podem trazer prejuízos a longo prazo.

“Não há nada mais forte do que você ter a coragem de mostrar sua vulnerabilidade. Ela fala sobre saúde mental, ela foi vítima do Larry Nassar [ex-médico da seleção estadunidense de ginástica]. A experiência de ter sua integridade violada como atleta. Em algum momento essas memórias te engolem”, falou.

Outro caso notório de problemas com a saúde mental no Brasil é a do ex-jogador de futebol Adriano Imperador, ídolo do Flamengo, da Inter de Milão-ITA e da seleção brasileira. Ele, por meio de sua conta no Instagram, proclamou palavras de apoio para a ginasta estadunidense.

“Simone Biles, sei exatamente o que você está passando. Não deixe as pessoas te crucificarem. Seja feliz e cuide da cabeça. Passei por isso e até hoje sou questionado. Que Deus perdoe essas pessoas ruins”, escreveu Adriano.