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Juíza de Nova York autoriza soltura antecipada de ex-presidente da CBF

O ex-cartola tinha sido sentenciado em agosto de 2018 a quatro anos de prisão por ter aceitado propinas milionárias no Fifagate, o escândalo de corrupção da Fifa

21:31 | 30/03/2020
Foto tirada em dezembro de 2017 mostra José Maria Marin, ex-presidente da CBF e um dos réus do caso que ficou conhecido como
Foto tirada em dezembro de 2017 mostra José Maria Marin, ex-presidente da CBF e um dos réus do caso que ficou conhecido como "Fifagate" chegando à Corte Federal do, em Nova York. No dia 15 de abril de 2019 ele foi banido definitivamente do futebol meses após a corte americana julgá-lo culpado por corrupção. O comitê de ética da Fifa impôs a Marin ainda a multa de um milhão de francos suíços. Don EMMERT / AFP (Foto: Don EMMERT / AFP)

A juíza federal de Nova York Pamela Chen autorizou nesta segunda-feira, 30, "por razões humanitárias", a libertação antecipada do ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), José Maria Marin, de 87 anos, condenado no caso Fifagate, segundo documentos judiciais aos quais a AFP teve acesso.

Marin havia sido sentenciado pela mesma magistrada em 22 de agosto de 2018 a quatro anos de prisão, após um julgamento de sete semanas, no qual foi considerado culpado de aceitar propinas milionárias no âmbito do FIFAgate, escândalo de corrupção na FIFA.

Sua libertação havia sido fixada para 9 de dezembro de 2020, segundo o site do departamento federal prisional dos Estados Unidos. Devido a "sua idade avançada, sua saúde significativamente deteriorada, um risco elevado de nefastas consequências sanitárias devido ao surto de covid-19, seu status como um criminoso não violento e o cumprimento de 80% de sua pena", Chen aceitou a moção para soltá-lo oito meses antes da data prevista, como pediam seus advogados, indicaram os documentos apresentados pela juíza.

Marin, ex-governador de São Paulo durante o regime militar, foi o primeiro grande dirigente do futebol mundial a ser condenado e preso nos Estados Unidos pelo Fifagate. Ele cumpria sentença na prisão FCI Allenwood, na Pensilvânia, que tem 1.300 detentos. Ao sentenciá-lo, Chen o comparou a "um câncer", que carcomeu o esporte mais popular do planeta.

Um júri de Nova York o considerou culpado por aceitar 6,6 milhões de dólares em propinas juntamente com seu número dois, Marco Polo del Nero, em troca de contratos de transmissão da Copa América, da Copa Libertadores e da Copa do Brasil.