Girão rebate Jade e dispara: "Deixaram o Fortaleza em frangalhos"
Ex-presidente do clube afirma que não misturou futebol e política, volta a citar dívida do Tricolor e diz que ano "não vai ser fácil"
13:43 | Jan. 29, 2026
Em entrevista à Rádio O POVO CBN Cariri, o senador e ex-presidente do Fortaleza, Eduardo Girão, rebateu as críticas da vice-governadora Jade Romero de que misturou política e futebol quando esteve à frente do clube e apontou "irresponsabilidade e projeto de poder" como fatores para o Tricolor estar "em frangalhos".
Na última segunda-feira, 26, em entrevista ao Jogo Político, do O POVO, Jade disse que Girão "tentou se apropriar politicamente" do momento ruim do Leão na temporada, em meio à briga contra o rebaixamento no Brasileirão.
"Quem acompanha futebol vê o que fez o Fortaleza quebrar: a irresponsabilidade, o projeto de poder. Eu nunca falei de política no Fortaleza Esporte Clube, eu não deixava entrar nem político de direita, nem político de esquerda. Eu deixava esse assunto totalmente fora do Fortaleza. Quem acompanha sabe disso. E eu não fiz crítica a ninguém, absolutamente ninguém", afirmou Girão, à Rádio O POVO CBN Cariri.
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"Eu apenas disse que o Fortaleza estava indo por um caminho da soberba, de contratar medalhões e que isso não ia dar certo, que já estava com uma dívida de mais de R$ 100 milhões. E, na época, negaram. Poucos meses depois foi confirmado que a dívida é maior ainda do que eu estava dizendo", emendou.
Leão ficou "em frangalhos", diz Girão
O ex-mandatário do Leão já havia trocado farpas publicamente com o ex-CEO da SAF Marcelo Paz — esposo de Jade — nos últimos meses e voltou a falar sobre a dívida do clube, apontando ser "maior ainda" do que ele havia dito, que era na casa de R$ 100 milhões.
"A minha preocupação é com o clube. As pessoas passam, eu passo, o CEO passa. Nesse momento, quem está fazendo política e todo mundo está vendo não sou eu, com relação a esse clube, que eu tenho o maior respeito e, para mim, é um amigo de infância. Como torcedor, a gente sofre por ver o clube em frangalhos, como deixaram, numa situação realmente de insolvência", disparou Girão.
No início deste mês, Eduardo Girão era um dos signatários de uma carta aberta publicada por um grupo de conselheiros do clube, após a definição da nova composição do Conselho de Administração da SAF, pedindo mudança no estatuto. O senador afirma que "não vai ser fácil" o processo de reformulação do Fortaleza.
"Sempre tem saída. Não vai ser fácil. Na época que nós pegamos o clube, estava com três folhas (salariais) atrasadas, só essa dívida com os funcionários, mas não tinha tanta dívida com banco. Agora você tem números assustadores. Não vai ser fácil, mas eu espero que mudam as coisas para que tenha uma solução", finalizou.