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Fortaleza Esporte Clube
NOTÍCIA

Paulão diz que jogo coletivo vai superar diferença de nível entre jogadores no retorno do futebol

Defensor acredita ainda que somente com bola rolando será necessário medir a real condição de cada jogador, após três meses de paralisação

Brenno Rebouças
18:06 | 17/06/2020
Zagueiro Paulão e os companheiros de clube já treinam com bola, porém ainda individualmente (Foto: Bruno Oliveira/Fortaleza EC )
Zagueiro Paulão e os companheiros de clube já treinam com bola, porém ainda individualmente (Foto: Bruno Oliveira/Fortaleza EC )

O elenco do Fortaleza já está na terceira semana de treinamento em campo, no CT Ribamar Bezerra. Se os 50 dias de preparação previstos no plano de retomada do futebol da Federação Cearense de Futebol forem cumpridos - a Copa do Nordeste pode acontecer antes do Estadual - serão mais quatro semanas de trabalhos pela frente.

Mesmo com todo esse tempo, o zagueiro Paulão, do Fortaleza, acredita que somente com o retorno dos jogos será possível avaliar com precisão a condição de cada atleta. “A gente vai descobrir quando jogar (...) essa readaptação vai ser mais demorada que o normal porque quando se para um mês, o corpo está muito mais ativo, memória corporal (muscular) muito mais ativa, mas três meses é um pouco mais complicado", avalia o defensor.

As diferenças naturais de recuperação de um atleta para o outro não preocupam Paulão. O zagueiro defende que no retorno do futebol o coletivo será muito mais importante e entende que o grupo, por si só, vai compensar os possíveis níveis desiguais.

"O desempenho coletivo é o mais importante. No desempenho individual, com um bom grupo, a gente vai conseguir buscar aqueles jogadores que não estejam totalmente no nível de todos os outros, como fazemos nos treinamentos e no futebol. A gente carrega um ao outro”, disse.

Até o momento, o foco dos treinos tem sido a parte física, mas Rogério Ceni já vem inserindo tático há duas semanas, utilizando a bola, mas com condições limitadas. Para Paulão, a tática amadurece naturalmente com os jogos, por isso ele tem um receio maior com outra questão: a ausência de torcida.

O defensor diz que o torcedor é o combustível do time e sem ele o grupo precisará ficar mais ligado. "A gente precisa estar um pouco mais focado, ter um pouco mais de atenção porque não vai ter o torcedor para dar um grito de incentivo, fazer uma cobrança, porque sabemos que vivemos sob isso e a cobrança quando é feita no momento certo é positiva, então isso aí vai mudar muito e nos trazer mais concentração", finalizou.