Zagueiro do Fortaleza, Paulão critica falta de punição por racismo no futebol: "ficou na moda"
Vítima de preconceito racial quando atuou por Internacional, Grêmio e Vasco, o jogador criticou a falta de punição e de ações para combater atos racistas no futebol
O tema racismo foi abordado com o zagueiro Paulão, do Fortaleza, nesta sexta-feira, 15, no programa Futebol do Povo. Vítima de preconceito racial quando atuou por Internacional, Grêmio e Vasco, o jogador criticou a falta de punição e de ações para combater atos racistas no futebol.
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"Vejo que não há mudança. Passa ano, entra ano, jogadores brasileiros, sul-americanos, europeus sofrem com racismo como um todo [...] Ninguém toma decisão, atitude drástica. Alguém tem que pagar por isso, não só eu que tenho que levar no coração o fato de ser chamado de macaco", comentou.
Para o zagueiro, o racismo no esporte se tornou frequente. Paulão lamenta que episódios racistas ocorram dentro do próprio país e acredita que os atletas sul-americanos sofram ainda mais quando atuam no exterior.
"Ficou na moda essa agressão do racismo. Ficou na moda porque sendo italiano, um exemplo, o Balotelli não pode ser negro. Até no clube do próprio país, ele é xingado de macaco. Dentro do meu próprio país, eu sou xingado de macaco, como aconteceu em Porto Alegre. O Fabinho (Ceará), que é meu amigo, também teve situações contra ele no jogo contra o Santos"
Diante do cenário, o jogador de futebol, segundo Paulão, é visto como problemático quando se expõe e rebate a atos violentos, chegando a ser até punido. "No Brasil, somos xingados. Torcedor xinga toda tua família, não respeita ninguém. Se o jogador, dentro de casa, for responder no direct (às ofensas), vira uma onda muito grande. O jogador é mal visto, nunca pode se expor, revidar, só receber", criticou o defensor do Tricolor do Pici.
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