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"Falta eu jogar no time do meu coração", diz Raffael sobre o Ceará

Com contrato até julho com o Borussia M'Gladbach-ALE, o cearense deixa em aberto as possibilidades e não descarta volta ao Brasil

Lucas Mota
20:01 | 10/04/2020
Raffael é cearense, torcedor do Ceará e ídolo no futebol alemão
Raffael é cearense, torcedor do Ceará e ídolo no futebol alemão (Foto: AFP)

O coração alvinegro pode pesar no futuro de Raffael, 35, meia-atacante do Borussia M'Gladbach e ídolo no futebol alemão após mais de dez temporadas atuando na Bundesliga. Com contrato até julho com a equipe da Alemanha, o cearense deixa em aberto as possibilidades e não descarta volta ao Brasil. No País, a preferência é pelo Ceará, clube no qual o jogador é torcedor desde criança.

+ Do bairro de Fátima para a Alemanha: a trajetória do cearense Raffael, ídolo no futebol alemão

Raffael explica que chegou abrir conversas com o Gladbach, mas a pandemia do coronavírus interrompeu as tratativas. "O plano é continuar jogando, não parar. Não sei se vou permanecer ou se irei embora", contou o atleta em entrevista exclusiva em live do Esportes O POVO.

Apesar do futuro em aberto, o meia tem vontade de defender o clube do coração. É algo que ainda falta no currículo, segundo o próprio cearense. Com carreira consolidada na Europa, Raffael virou ídolo na Alemanha pelo desempenho dentro de campo, levando o Gladbach a Champions League após 38 anos. Ele nunca atuou profissionalmente no Brasil.

"Falta eu jogar no time do meu coração. Fico imaginando como deve ser gratificante. Meu irmão (Rony) é torcedor do Fortaleza e jogou lá. Vi o Mota e o Iarley no Ceará. O Osvaldo no Fortaleza. Jogaram em clubes que torcem. Isso faz falta pra mim, de sentir isso no futebol. Vamos ver o que vai acontecer e torcer que tudo dê certo", comentou.

Assumido publicamente torcedor do Ceará, Raffael recebe o carinho da torcida alvinegra, que costuma invadir as redes sociais do atleta e pedir que ele venha atuar no time do Porangabuçu. No início do ano, o meia-atacante chegou a ser especulado no Vovô. O jogador chegou a ter conversas com o presidente Robinson de Castro, mas não houve negociação concreta pelo contrato com o clube alemão.

"Se dependesse de mim, o torcedor pode ficar sabendo, eu já estaria aí. Nos últimos anos, tem crescido bastante o desejo de atuar pela equipe que torço. Mas não era o momento porque tinha contrato aqui", afirmou.

O atleta se disse surpreso com o carinho dos torcedores do Ceará por não ser tão conhecido no Brasil. "Não esperava recebe o carinho que recebi. Foi espetacular, mexeu comigo. Eu sou torcedor desde pequeno. Só de lembrar como foi minha trajetória como torcedor, eu fico emocionado, feliz de ser torcedor e saber que hoje há torcedores do Ceará pedindo minha vinda."

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