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NOTÍCIA

Guto Ferreira é a 8ª troca de técnico do Ceará desde 2018; média de trabalho é de menos de 4 meses

Instabilidade no comando do Vovô continua em 2020, com Guto Ferreira sendo o terceiro nome em apenas três meses

Vinícius França
08:50 | 20/03/2020
Guto Ferreira é mais um em uma longa lista de treinadores do Ceará desde que a equipe subiu para a Série A
Guto Ferreira é mais um em uma longa lista de treinadores do Ceará desde que a equipe subiu para a Série A (Foto: Sport Recife/Divulgação)

Em meio a um noticiário preenchido de novidades relacionadas ao coronavírus, o Ceará conseguiu um grande destaque nas manchetes ao anunciar rapidamente Guto Ferreira como treinador após a saída de Enderson Moreira. Dessa história, praticamente todo mundo já sabe. O que se vale destacar dessa mudança é um problema recorrente para o Vovô nos últimos anos: a instabilidade no comando técnico. Guto é a sétima troca de técnico desde que a equipe subiu para a Série A.

Sete treinadores diferentes estiveram à frente do Alvinegro desde 2018. Ao todo, foram oito passagens, com Enderson Moreira treinando a equipe tanto em 2019, durante boa parte do Brasileirão, quanto no início de 2020. Em ordem, Marcelo Chamusca, Jorginho, Lisca, Enderson, Adílson Batista, Argel Fucks e Enderson (novamente) comandaram o Ceará durante o período.

Desde o dia 1º de janeiro de 2018, ano em que o Vovô disputou sua primeira temporada na Série A, o recordista de dias à frente da equipe foi Lisca, que passou 321 dias, contando a partir do anúncio oficial. Em seguida, com mais de 100 dias de trabalho, vêm Enderson Moreira, com 162 dias, e Marcelo Chamusca, que acumulou 139 dias. Imbatível, Jorginho continua sendo o que passou menos tempo. Com três derrotas em três jogos, o técnico saiu alegando “problemas pessoais” após 14 dias, acertando com o Vasco pouco tempo depois.

Em média, os técnicos que assumem o Ceará passam 114 dias no cargo, o equivalente a três meses e 24 dias. Apenas Lisca, Enderson e Chamusca ficam acima desse número. Todos os outros sequer chegaram a alcançá-lo: além de Jorginho, que passou exatas duas semanas, Argel Fucks, Adílson Batista e Enderson, na sua segunda passagem, ficaram em Porangabuçu por 72, 56 e 38 dias, respectivamente. Ou seja, quatro dos sete técnicos ficaram abaixo da média do tempo de trabalho.

É importante ressaltar, porém, que nem todos esses treinadores foram exatamente demitidos pelo Ceará. Além de Jorginho, recentemente Enderson Moreira pediu demissão do Vovô para assumir o Cruzeiro. O técnico vinha bem, com seis vitórias e quatro empates e invicto em 2020, mas abandonou o projeto para assumir a Raposa. Guto Ferreira, que já foi anunciado, ainda não assinou contrato, mas já trabalha em um regime de “home office”, estudando a equipe de casa.

O número de técnicos diferentes do Ceará em 2020 já iguala o de 2018: já foram três nomes. Mas o detalhe é que, em 2018, Lisca só foi anunciado em junho. Neste ano, Guto já é o terceiro em apenas três meses. O novo treinador do Vovô terá uma missão além de só dar continuidade à evolução deixada por Enderson. O desafio também é continuar entregando resultado e desempenho para um clube em que a instabilidade técnica já virou uma marca registrada.

Confira o ranking de treinadores por dias de trabalho:

Lisca - 321 dias
Enderson Moreira - 162 dias
Marcelo Chamusca - 139 dias
Argel Fucks - 72 dias
Adílson Batista - 56 dias
Enderson Moreira - 38 dias
Jorginho - 14 dias