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Ceará foi o segundo time que menos utilizou jogadores da base no Brasileirão

Crias do CT de Itaitinga não receberam muitas chances no time principal na Série A; apenas um jogador atuou nas 38 rodadas

09:54 | 12/12/2019
Rick foi o único jogador da base do Ceará a ser utilizado no Brasileirão
Rick foi o único jogador da base do Ceará a ser utilizado no Brasileirão (Foto: STEPHAN EILERT/Ceará SC)

Apesar de ter aumentado bastante o investimento nas categorias de base de uma década para cá, revelando jogadores e conquistando bons resultados, o Ceará não olhou muito para as pratas da casa no Brasileirão deste ano. No ranking de times que mais usaram a base no campeonato, o Vovô é o segundo pior colocado, superando apenas o Palmeiras. Segundo o site de estatísticas Footstats, que considera apenas jogadores até 25 anos, atletas da base alvinegra atuaram por apenas 154 minutos, o que equivale a menos de dois jogos completos.

Na verdade, o certo seria “atleta”, e não atletas. Apenas uma cria do CT de Itaitinga atuou pelo Ceará no Brasileirão: o atacante Rick, de 20 anos. Ele entrou em campo em quatro jogos, dois como titular e dois saindo do banco. O jovem esteve no time principal nos empates diante de Bahia, por 0 a 0, e Fluminense, por 1 a 1, quando foi substituído no intervalo. Nas vitórias sobre Grêmio e Avaí, ambas por 2 a 1, ele entrou para ajudar a equipe no segundo tempo.

A estratégia do Vovô de focar mais em jogadores de fora contrasta um pouco com a campanha do Brasileirão de 2018, quando o atacante Arthur e o lateral-esquerdo Felipe Jonatan se destacaram e foram vendidos para grandes equipes do futebol brasileiro. Com sete gols marcados na competição nacional, Arthur foi para o Palmeiras por R$ 5 milhões (cerca de R$ 3,5 milhões foram para o Ceará) e Felipe Jonatan para o Santos, por R$ 6 milhões, a venda mais alta do futebol cearense.

Em 2019, a base alvinegra conquistou bons resultados dentro de campo, com os títulos do Campeonato Cearense sub-17 e sub-20, faixa de idade mais próxima dos atletas que estreiam na Série A, e o vice no sub-15 e na Copa do Nordeste sub-20. O Ceará ainda pode conquistar estadual sub-13 e está a uma vitória de chegar à final da Copa Uninta sub-19.

Em campo, um dos principais destaques foi o meia Rafael Carvalheira, que pertence ao Flamengo, mas ainda pode fechar com o Vovô em definitivo. O volante Lucas Bessa também teve boas atuações. Ambos chamaram atenção na campanha do Nordestão, em que a equipe ficou invicta até ser derrotada na final por 2 a 0 para o Vitória.

A transição de atletas da base para o time profissional deve ser feita com calma, compreendendo as particularidades de cada atleta. É uma etapa extremamente importante para qualquer clube, principalmente na parte financeira. Depois das cotas de televisão, uma das principais fontes de renda de muitas equipes do Brasil é a venda de jogadores. Em 2019, o Ceará teve orçamento-recorde girando em torno de R$ 80 milhões a R$ 90 milhões, turbinado em boa parte pelas vendas de Arthur e Felipe Jonatan.

Colocar os jovens em evidência no Brasileirão pode render bons frutos para o Ceará, que já é considerado uma vitrine no futebol do país. Para 2020, com os títulos conquistados neste ano e as boas campanhas realizadas, fica a expectativa para que os talentos de Itaitinga recebam mais chances no time profissional.