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Argel Fucks define como realização de "sonho" ida para o Vovô: "Ceará está um degrau acima"

Argel Fucks faz a primeira coletiva de imprensa e detalha como foi negociação para assumir o Ceará

Domitila Andrade
17:13 | 29/11/2019
Apresentação de Argel Fucks no Ceará
Apresentação de Argel Fucks no Ceará (Foto: Gerson Barbosa / O POVO)

Procurado três vezes pela diretoria do Ceará este ano, Argel Fucks revela em entrevista que era um "sonho profissional" vir para o Ceará. Em coletiva à imprensa, o novo técnico detalhou como foi o contato da diretoria e disse que um contrato mais longo, até o final de 2020, foi preponderante para que ele deixasse o CSA, time que comandou por seis meses. "Se colocou projeto mais longo, até o final de 2020. A gente pode ter expectativa de jogar competições importantes, de participar na formação de elenco", afirmou.

"Era um sonho meu profissional. Tinha uma vontade muito grande há alguns anos, esse namoro já tem algum tempo. Em outubro, nós entendemos que ainda era o momento de a gente sair, estávamos imbuídos de um trabalho dentro do clube (CSA), não houve um acordo (com o Ceará), deixamos passar. Dessa vez, o presidente me ligou, na quarta de madrugada e entendemos que era o momento de a gente vir", contou. A decisão foi mantida em sigilo, porque o time alagoano enfrentava o Cruzeiro na quinta, e "caso perdesse" poderia afirmar que Argel "já estava com a cabeça no Ceará".

Veladamente, Argel rebateu o que poderia vir de críticas por ter deixado o CSA restando três jogos par ao fim da Série A do Brasileirão, afirmado que entrou com o time com apenas uma vitória, e deixou um legado, imprimiu uma atitude diferente na equipe, "mais competitiva, mais agressiva, mais copeiro". Ele acredita que jogo de cadeiras do futebol é algo normal, é da cultura brasileira, e que um contrato sem multa de ambos os lados dá espaço para mudanças. 

Elogiando o Ceará, Argel disse acreditar que subiu de patamar ao escolher o Vovô. Com todo respeito ao CSA, o Ceará está um degrau acima. Era um clube que estava há 30 anos sem jogar Série A, menor investimento. A gente passa para um patamar diferente", defende e segue: "(No Ceará há) Estrutura operacional, vários campos, o roupeiro trabalhou comigo, o nutricionista, vários jogadores. A gente vai colocando na balança."