Covid em Fortaleza: Capital tem cenário de "muito baixa transmissão", diz SMS

O número de mortes em decorrência da crise na saúde voltou à média anterior à terceira onda, com aproximadamente um óbito por dia

A média móvel de casos por Covid-19 caiu “substancialmente” — cerca de 78% — em relação ao número registrado há duas semanas em Fortaleza, de acordo com boletim epidemiológico divulgado nessa terça-feira, 29, pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS). A pasta ressalva, no entanto, que a magnitude da redução pode estar associada ao retardo da notificação de casos mais recentes.

“O cenário atual é de muito baixa transmissão. A continuidade da queda do número de casos diários de Covid-19, e da redução da positividade de amostras para o SARS-CoV2, sugere que a terceira onda epidêmica está encerrada”, enfatiza a secretaria. Em relação às mortes em decorrência da doença, o número de episódios voltou à média anterior à terceira onda, com aproximadamente um óbito por dia, entre os dias 20 e 26 de março.

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“A tendência atual continua de declínio do número de óbitos, embora mais lento, pois atualmente já alcançamos um estágio de baixa mortalidade”, acrescenta a SMS. Com a variante Ômicron, em tese menos agressiva, indivíduos não vacinados e idosos com comorbidades e sem a dose de reforço representaram os casos mais graves da enfermidade, provocando o aumento da mortalidade.

O número de mortes no mês de março, embora também seja relevante considerar-se o atraso das notificações, está 80% menor em relação à quantidade de óbitos registrados em fevereiro. Os casos também apresentaram melhora significativa, saindo de 4,2 mil em fevereiro para 443 em março, até essa terça-feira, 29. Em janeiro deste ano, mais de 67 mil casos de Covid-19 foram registrados em Fortaleza.

Conforme o boletim, 73% das mortes confirmadas durante a pandemia foram de pessoas com 60 anos ou mais, enquanto mais da metade dos pacientes (54%) que morreram eram do sexo masculino. Na Cidade, a doença tem sido identificada especialmente os bairros de alto IDH, como o Meireles, Aldeota, Dionísio Torres e Cocó — áreas em que as populações possuem maior acesso aos testes diagnósticos. São observados aglomerados de menor relevância na região centro-oeste do município.

>> Leia a íntegra do boletim publicado nessa terça-feira, 29: Clique aqui para baixar o PDF.

Confira números divulgados no boletim

- Média móvel de casos

Últimos sete dias: 4,3
Há duas semanas: 19,5

- Média móvel de mortes
Últimos sete dias: 1,0
Há duas semanas: 2,1

- Número de mortes por mês (2022)
Janeiro: 463
Fevereiro: 238
Março: 47 (até 26/03)

- Taxa de mortalidade* por regional (desde o início da pandemia)
Regional I: 400,1
Regional II: 475,0
Regional III: 408,3
Regional IV: 477,4
Regional V: 391,3
Regional VI: 325,3

*Taxa de Mortalidade acumulada por bairro = Número total de mortes do bairro/População do bairro x 100.000 habitantes

 

 

 

 

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