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Imunidade coletiva volta a ser esperança para o fim da covid

13:00 | Jan. 03, 2022
Autor AFP
Tipo Notícia

A chegada assombrosa da variante ômicron ao cenário caótico da pandemia nos faz sonhar novamente com a perspectiva de imunidade coletiva, mas especialistas alertam que ainda é muito cedo para conclusões.

O ministro da Saúde da França, Olivier Veran, ousou declarar no fim de semana que "esta quinta onda pode ser a última", devido à velocidade com que a ômicron, uma variante altamente contagiosa do coronavírus, está se espalhando, de forma aparentemente menos perigosa.

Um cenário otimista, segundo Alain Fischer, responsável pela campanha de vacinação na França.

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"Talvez estejamos testemunhando um início de evolução para um vírus mais banal, como muitos outros que já conhecemos", declarou nesta segunda-feira(3).

A imunidade natural, junto com o efeito das vacinas, proporcionaria uma fase muito menos severa da pandemia global.

"Há esperança", diz o epidemiologista Arnaud Fontanet.

"O Sars-CoV-2 poderia se juntar a outros coronavírus humanos que causam resfriados e dor de garganta a cada inverno", explica ele.

"Ainda não estamos próximos. Podemos prever que novas variantes vão aparecer, mas nossa imunidade será fortalecida com o tempo, seja por infecção natural ou com doses de reforço da vacina", indica.

Mas antes disso haverá previsivelmente "um alto número de infecções na população", disse o diretor do ministério da Saúde de Israel, Nachman Ash, no domingo.

 

 

Os riscos de sobrecarga dos sistemas de saúde são altos. Embora mais benigna, o impacto da ômicron ainda não foi determinado. E se houver novas variantes, a imunidade coletiva pode ser prejudicada com mais mortes.

"Ainda espero que o vírus se torne semelhante aos dos resfriados, talvez nos próximos dois anos", disse Julian Tang, virologista e professor da Universidade de Leicester, citado pela organização britânica Science Media Center.

"Se quisermos começar a aprender as lições do passado recente desta pandemia, a primeira coisa a lembrar é que é muito imprevisível", disse o epidemiologista Antoine Flahault à AFP. Em sua opinião, o conceito de imunidade coletiva é "puramente teórico".

"Parece que a imunidade das vacinas protege de forma eficaz contra as formas graves da doença, mas não de forma igual a todos os vacinados", explica.

"A imunidade adquirida naturalmente também parece fornecer uma espécie de proteção, principalmente contra as formas graves, embora nada esteja totalmente certo", acrescenta.

Flahault, que atualmente dirige o Instituto de Saúde Global em Genebra, acredita que todas as possibilidades permanecem abertas, incluindo um impacto maior do que o previsto da variante ômicron ou simplesmente o surgimento de novas mutações.

"Estou convencido de que não será a última onda", disse Eric Caumes, ex-diretor do serviço de doenças infecciosas do hospital La Pitié Salpêtrière em Paris, no domingo.

"Mas talvez seja a última com essa intensidade", diz.

 

ito/jz/pc/jc

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