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SARS-CoV-2 afeta testículos, reduzindo hormônios e a qualidade dos espermatozoides, apontam estudos

O estudo detectou que pacientes que morreram por Covid-19 apresentaram diminuição drásticas de espermatozoides. Mais da metade dos casos acompanhados apresentaram inflamação no epidídimo
23:50 | Set. 03, 2021
Autor Agência Fapesp
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Agência Fapesp Jornal
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Elton Alisson | Agência FAPESP – Ao acompanhar, desde o início do ano passado, pacientes homens que tiveram COVID-19, o andrologista Jorge Hallak, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FM-USP) e coodernador do Grupo de Estudos em Saúde do Homem do Instituto de Estudos Avançados (IEA-USP), começou a observar que os resultados de exames de fertilidade e hormonais deles permanecem alterados mesmo meses após se recuperarem da doença.

Apesar de ser um teste inicial e não ter condições de diagnosticar fertilidade ou infertilidade, o espermograma de vários pacientes tem indicado, por exemplo, que a motilidade espermática – a capacidade de os espermatozoides se moverem e fertilizarem o óvulo, cujo índice normal é acima de 50% –caiu para entre 8% e 12% e permaneceu nesse patamar quase um ano após terem sido infectados pelo SARS-CoV-2. Já os testes hormonais apontam que os níveis de testosterona de muitos deles também despencaramapós a doença. Enquanto o nível normal desse hormônio é de 300 a 500 nanogramas por decilitro de sangue (ng/dL), em pacientes que tiveram COVID-19 esse índice chegou a variar abaixo de 200 e, muitas vezes, ficou entre 70 e 80 ng/dL

“Temos visto, cada vez mais, alterações prolongadas na qualidade do sêmen e dos hormônios de pacientes que tiveram COVID-19, mesmo naqueles que apresentaram quadro leve ou assintomático”, diz Hallak à Agência FAPESP.

Alguns estudos feitos pelo pesquisador em colaboração com colegas do Departamento de Patologia da FM-USP, publicados nos últimos meses, têm ajudado a elucidar essas observações feitas na prática clínica.

Os pesquisadores constataram que o SARS-CoV-2 também infecta os testículos, prejudicando a capacidade das gônadas masculinas de produzir espermatozoides e hormônios.

“É muito preocupante como o novo coronavírus afeta os testículos, mesmo nos casos assintomáticos ou pouco sintomáticos da doença. Entre todos os agentes prejudiciais aos testículos que estudei até hoje, o SARS-CoV-2 parece ser muito atuante”, afirma Hallak. “Cada patologia tem particularidades que a prática e a experiência nos demonstram. O SARS-CoV-2 tem a característica de afetar a espermatogênese. Estamos descobrindo os mecanismos envolvidos, como motilidade progressiva persistentemente muito baixa e morfologia bem alterada, sem mudançada concentração espermática significativa”, diz.

Em um estudo com 26 pacientes que tiveram COVID-19, os pesquisadores verificaram por meio de exames de ultrassom que mais da metade deles apresenta inflamação no epidídimo – estrutura responsável pelo armazenamento dos espermatozoides e onde eles adquirem a capacidade de locomoção.

Os pacientes têm idade média de 33 anos e foramatendidos no Hospital das Clínicas da FM-USP e no Instituto Androscience de Ciência e Inovação em Andrologia. Os resultados doestudo, apoiado pela FAPESP, foram publicados na revista Andrology.

“Ao contrário de uma infecção bacteriana clássica ou por outros vírus, como o da caxumba, que causa inchaço e comumente desconforto ou dor nos testículos em um terço dos acometidos, a epididimite causada pelo novo coronavírus é indolor e não é possível de ser diagnosticada por apalpamento [exame físico] ou a olho nu”, explica Hallak.

Por isso, segundo ele, seria interessante ensinar o autoexame dos testículos como política de saúde pública no pós-pandemia.

“É ideal que os adolescentes, adultos jovens e homens em idade ou com desejo reprodutivo, após serem infectados pelo SARS-CoV-2, procurem um urologista ou andrologista e façam uma consulta com mensuração do volume testicular, dosagem de testosterona e de outros hormônios, além de análises do sêmen com testes de função espermática, seguidos de um exame de ultrassom com Doppler colorido, para verificar se apresentam algum tipo de acometimento testicular que pode afetar a fertilidade e a produção hormonal”, sugere Hallak.

“Esses indivíduos devem ser acompanhados por um a dois anos após a infecção, pelo menos, pois ainda não sabemos como a doença evolui”, aponta.

Invasão de células testiculares

Outro estudo recém-publicado pelo mesmo grupo de pesquisadores e também apoiado pela FAPESPindicou que o SARS-CoV-2 invade todos os tipos de células testiculares, causando lesões que podem prejudicar a função hormonal e a fertilidade masculina.

Por meio de um projeto coordenado pelos professores da FM-USP Paulo Saldiva e Marisa Dolhnikoff, foram empregadas técnicas de autópsia minimamente invasivas para extrair amostras de tecidos testiculares de 11 homens, com idade entre 32 e 88 anos, que morreram no HC-FM-USP em decorrência de COVID-19 grave.

Os resultados das análises indicaram uma série de lesões testiculares que podem ser atribuídas a alterações inflamatórias que diminuem a produção de espermatozoides (espermatogênese) e hormonal.

“O que nos chamou a atenção de imediato nesses pacientes que morreram em decorrência da COVID-19 foi a diminuição drástica da espermatogênese. Mesmo os mais jovens, em idade fértil, praticamente não tinham espermatozoides”, conta Amaro Nunes Duarte Neto, infectologista e patologista da FM-USP e do Instituto Adolfo Lutz e coordenador do estudo.

Segundo o pesquisador, algumas das prováveis causas da diminuição da espermatogênese nesses pacientes foram lesões causadas pelo vírus nos vasos do parênquima testicular, com a presença de trombos, que levaram à hipóxia – ausência de oxigenação nos tecidos –, além de fibroses que obstruem os túbulos seminíferos, onde os espermatozoides são produzidos.

Uma das razões prováveis para a diminuição hormonal é a perda de células de Leydig, que se encontram entre os túbulos seminíferos e produzem testosterona.

“As funções dos testículos de produzir espermatozoides e hormônios sexuais masculinos são independentes, mas há uma interconexão entre elas. Se a produção de hormônios pelas células de Leydig estiver prejudicada, a fertilidade também será diminuída”, afirma Duarte Neto.

Alguns dos sintomas da deficiência de testosterona (hipogonadismo) são perda muscular, cansaço, irritabilidade, perda de memória e ganho de peso, que podem ser confundidos como efeitos de longo prazo da COVID-19.

“Uma parte importante desse quadro clínico seguramente está relacionada a uma baixa função testicular. Mas isso ainda não tem sido abordado porque os pacientes não têm dor e não se costuma dosar os hormônios e nem fazer análise dos espermatozoides após eles se recuperarem da COVID-19”, alerta Hallak.

Os pesquisadores pretendem realizar um estudo de acompanhamento de pacientes homens que tiveram a doença com o objetivo de avaliar em quanto tempo as lesões testiculares causadas pelo SARS-CoV-2 podem ser revertidas naturalmente ou por meio da administração de medicamentos.

“Ainda não sabemos se essas lesões testiculares poderão ser revertidas e quanto tempo levará para isso acontecer”, afirma Hallak.

As principais preocupações do pesquisador são em relação a homens em idade reprodutiva,adolescentes e pré-púberes, sobre os quais ainda não há dados sobre lesões testiculares causadas pela COVID-19. Não se sabe quais serão os impactos na puberdade em relação à capacidade fértil, se a produção de hormônios será afetada de forma transitória, prolongada ou definitiva e qual o grau de lesão residual irreversível.

Como não há dados de pré-infecção pelo SARS-CoV-2 de cada indivíduo, os estudos prospectivos deverão incluir um grupo controle para efeitos de comparação, sugere Hallak.

“Esses indivíduos podem ter problemas de infertilidade e alterações hormonais no futuro e não saberem que isso pode ter sido causado pela infecção pela COVID-19, porque apresentaram sintomas leves ou foram assintomáticos”, pondera.

Aumento da infertilidade masculina

O pesquisador estima que a COVID-19 poderá causar um aumento na infertilidade masculina. Atualmente, entre 15% e 18% dos casais enfrentam dificuldades para conceber – por problemas masculinos em 52% dos casos.

Esse cenário pode desencadear uma busca maior por técnicas de reprodução assistida que, de acordo com ele, é realizada por vezes de forma apressada no Brasil para causas masculinas, sem avaliação inicial adequada e padronizada e, muitas vezes, sem que seja estabelecido o diagnóstico causador inicial e sem tempo hábil para se propor condutas com base em melhor custo-benefício e a aplicação de tratamentos específicos que podem curar a causa ou restabelecer a capacidade fértil natural.

“Será preciso tomar muito cuidado com a reprodução assistida pós-pandemia de COVID-19, pois não se sabe as consequências disso nos meses subsequentes à infecção”, ressalta Hallak.

Uma vez que o SARS-CoV-2 tem sido detectado em todos os tipos de células dos testículos, que participam de todas as etapas da espermatogênese, não se sabe se o vírus também pode estar presente em espermatozoides de pacientes que tiveram COVID-19 e se permanecem quiescentes nos tecidos meses depois de terem se recuperado da doença.

"Esses espermatozoides podem ter sido afetados pelo vírus e, idealmente, deveriapreventivamente se esperar, no mínimo, um ciclo de espermatogênese – ao redor de 90 dias – antes de prosseguir com técnicas de reprodução artificial, em que a seleção dos espermermatozoides é feita por análises por microscopia e não pelo processo de seleção natural testadoao longo de milhões de anos", avalia Hallak.

“Temos visto lesões de DNA causadas pelo novo coronavírus muito elevadas, ao redor de 60% a 80%, enquanto o normal é de até 25% e, o aceitável, até 30%”, compara.

Outra preocupação do pesquisador é com a reposição de testosterona nesses pacientes que tiveram COVID-19 e queda hormonal, que, segundo ele, é uma medida desnecessária no período imediato pós-COVID-19, principalmente para adultos jovens e em idade reprodutiva.

“A reposição de testosterona em um paciente já afetado vai inibir ainda mais a função testicular. Os testículos têm mecanismos de reparação para voltar a produzir hormônios e existem tratamentos medicamentosos que aumentam a produção natural dos hormônios esteroidais, restabelecendo progressivamente a função testicular intrínseca do indivíduo. Isso também vai depender se houve lesão às células de Leydig e em qual grau, que é algo que não sabemos ainda”, pondera.

"Na Faculdade de Medicina da USP, estamos reunindo especialistas de diversas especialidades médicas para estudar um grupo de 749 pacientes homens que tiveram COVID-19 que serão submetidos a uma primeira avaliação ao longo dos próximos quatro anos com o objetivo de obtermos mais conhecimento sobre a síndrome pós-COVID-19", diz Hallak.

O artigo Radiological patterns of incidental epididymitis in mild-to-moderate COVID-19 patients revealed by colour Doppler ultrasound (DOI: 10.1111/and.13973), de autoria de Felipe Carneiro, Thiago A. Teixeira, Felipe S. Bernardes, Marcelo S. Pereira, Giovanna Milani, Amaro N. Duarte-Neto, Esper G. Kallas, Paulo H.N. Saldiva, Maria C. Chammas e Jorge Hallak, pode ser lido em: https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/and.13973.

O artigo Testicular pathology in fatal COVID-19: a descriptive autopsy study (DOI: 10.1111/andr.13073), de Amaro N. Duarte-Neto, Thiago A. Teixeira, Elia G. Caldini, Cristina T. Kanamura, Michele S. Gomes-Gouvêa, Angela B. G. dos Santos, Renata A. A. Monteiro, João R. R. Pinho, Thais Mauad, Luiz F. F. da Silva, Paulo H. N. Saldiva, Marisa Dolhnikoff, Katia R. M. Leite e Jorge Hallak, pode ser lido em: https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/andr.13073.

O artigo SARS-CoV-2 and its relationship with the genitourinary tract: Implications for male reproductive health in the context of COVID-19 pandemic (DOI: 10.1111/andr.12896), de Jorge Hallak, Thiago A.Teixeira, Felipe S. Bernardes, Felipe Carneiro, Sergio A. S. Duarte, Juliana R. Pariz, Sandro C. Esteves, Esper Kallas e Paulo H. N. Saldiva, pode ser lido em: https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/andr.12896.

E o artigo Viral infections and implications for male reproductive health (DOI: 10.4103/aja.aja_82_20), de Thiago A Teixeira, Yasmin C Oliveira, Felipe S Bernardes, Esper G Kallas, Amaro N Duarte-Neto, Sandro C Esteves , Joël R Drevet e Jorge Hallak, pode ser lido em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/33473014/.



Este texto foi originalmente publicado por Agência FAPESP de acordo com a licença Creative Commons CC-BY-NC-ND. Leia o original aqui.

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Acarape é o segundo município do Ceará a registrar aplicação de CoronaVac em adolescentes por engano

Coronavírus
23:28 | Set. 03, 2021
Autor Luciano Cesário
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O município de Acarape, localizado a cerca de 68 km de Fortaleza, é a segunda cidade do Ceará com registro de aplicação da CoronaVac em adolescentes de 12 a 17 anos. A informação foi confirmada pela Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) na noite desta sexta-feira, poucas horas após a pasta ter sido notificada sobre ocorrência semelhante no município de Palmácia, na região Norte do Estado.

O POVO tentou contato com a Prefeitura Municipal de Acarape, por meio de chamada telefônica, através de número disponível no site da instituição, mas a ligação não foi completada. A assessoria de imprensa da gestão ainda não havia sido localizada até a publicação desta matéria. Como última tentativa de contato, a reportagem encaminhou correspondência eletrônica ao Gabinete do Prefeito para saber quantas vacinas foram aplicadas indevidamente e quais providências administrativas serão tomadas pelo Poder Executivo diante do caso.

O município iniciou a vacinação do público adolescente na quinta-feira, 2, quando havia a previsão de aplicar 332 doses no total. O anúncio foi compartilhado nas redes sociais da Secretaria Municipal de Saúde, sem a especificação do tipo de imunizante que seria aplicado. Atualmente, a vacina da Pfizer é a única que tem autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para ser administrada em pessoas na faixa etária de 12 a 17 anos no Brasil.

Palmácia

Antes de Acarape, Palmacia, distante a 70 km de Fortaleza, já havia confirmado aplicação de CoronaVac, por engano, em ao menos 66 adolescentes. A informação foi confirmada pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), através de nota divulgada nas redes sociais. Segundo a pasta, o erro foi causado devido a um “desvio de informações” acerca do lote utilizado pelos vacinadores.

A Secretaria não esclarece, no entanto, como o problema teria sido originado e quais providências administrativas serão tomadas em relação aos servidores responsáveis pela falha. O POVO tentou contato com a gestão municipal, via chamada telefônica, na noite desta sexta-feira, 3, às 19h41min e às 19h47min, mas ainda não obteve retorno.

Em nota, a Sesa esclarece que a aplicação da vacina é de responsabilidade exclusiva de cada município. Lembra, ainda, que as Secretarias Municipais de saúde foram previamente orientadas sobre a vacinação do público de 12 a 17 anos, que deve ser feita somente com o imunizante da Pfizer.

O Plano Nacional de Imunização (PNI) prevê que, quando houver erro na aplicação do imunizante adequado para o público adolescente, uma segunda dose, dessa vez da Pfizer, deve ser aplicada num intervalo de 90 dias. 


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Ceará tem 27% da população vacinada contra a Covid-19

CORONAVÍRUS
23:19 | Set. 03, 2021
Autor Mirla Nobre
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O Ceará tem um total de 2.530.677 pessoas que completaram a imunização contra a Covid-19 (duas doses de AstraZeneca, CoronaVac, Pfizer ou dose única da Janssen). A quantidade equivale a 27,54%* da população, de um total de 9,1 milhões de pessoas que residem no Estado. Em relação à primeira dose (D1), mais de cinco milhões de pessoas receberam a vacina, contabilizando 58,63% da população do Estado. As informações são da plataforma Vacinômetro, da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), consolidadas às 17 horas, dessa quinta-feira, 2.

As estimativas da quantidade populacional são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A plataforma ainda mostra que, nas últimas 24 horas, mais de 42 mil pessoas receberam a D1, 46 mil a D2 e nenhuma a dose única. O Ceará aplicou mais de sete milhões de doses da vacina contra a doença em sete meses da campanha de vacinação contra a doença, iniciada em 18 de janeiro.

LEIA MAIS | Vacinas da Pfizer e da AstraZeneca neutralizam variante Delta após 2ª dose

+ Morre 1ª pessoa com variante Delta do coronavírus no Ceará

No levantamento dos imunizantes que chegaram ao Ceará, por meio do Plano Nacional de Imunização (PNI), coordenado pelo Ministério da Saúde, mais de nove milhões de vacinas foram entregues ao Estado e foram distribuídas aos 184 municípios. A população vem sendo contemplada com doses das vacinas CoronaVac/Instituto Butantan, AstraZeneca/Oxford, Pfizer/BioNTech e Janssen/Johnson&Johnson — esta última utiliza apenas uma dose de aplicação para imunização contra o vírus.

Na tarde desta sexta-feira, 3, o Ceará recebeu novo lote de vacinas contra a Covid-19. Foram 93.600 doses da vacina da Pfizer/BioNTech, que serão utilizadas para aplicação da segunda dose (D2) na campanha de vacinação contra a doença no Estado. A chegada do novo lote foi antecipada pelo governador do Ceará, Camilo Santana (PT), em publicações nas redes sociais nesta manhã.

Confira os números da vacinação no Ceará

Total de doses aplicadas: 7.917.206
Total de D1 aplicadas: 5.386.529
Total de D2 aplicadas: 2.373.962
Total de doses únicas aplicadas: 156.715

Campanha de vacinação

Na campanha de vacinação contra a Covid-19 no Estado, todos os municípios cearenses já começaram a vacinar a população em geral. A nova etapa da campanha acontece de forma escalonada por ordem decrescente de idade, a partir dos 59 anos. Para receber a vacina, as pessoas devem estar devidamente cadastradas na plataforma Saúde Digital, da Sesa.

LEIA MAIS | Passo a passo: como se cadastrar para a vacinação contra a Covid-19 no Ceará

O total de 39 municípios cearenses iniciaram a vacinação de adolescentes de 12 a 17 anos. Em Fortaleza, adolescentes de 12 anos já foram agendados para receber a primeira dose do imunizante nos próximos dias. A vacinação na Capital teve início no dia 26 de agosto. Até hoje, 866.916 fortalezenses completaram o esquema vacinal contra a doença.

Veja os números de vacinados por grupo prioritário no Estado**

- Profissionais de Saúde (fase 1)

Dose 1 (D1): 259.099 (102%)
Dose 2 (D2): 239.383 (87%)
Dose Única (DU): 123

- Idosos institucionalizados (fase 1)

Dose 1 (D1): 2.198 (108%)
Dose 2 (D2): 2.169 (107%)
Dose Única: 0

- Indígenas (fase 1)

Dose 1 (D1): 19.919 (95%)
Dose 2 (D2): 19.616 (94%)

- Idosos > 75 anos (fase 1)

Dose 1 (D1): 375.131 (108,78%)
Dose 2 (D2): 360.422 (104,33%)
Dose Única: 141

- Deficientes institucionalizados (fase 1)

Dose 1 (D1): 620 (148,28%)
Dose 2 (D2): 619 (138%)
Dose Única: 0

- Idosos entre 70 e 74 anos (fase 2)

Dose 1 (D1): 240.247 (108,05%)
Dose 2 (D2): 245.995 (99,17%)
Dose Única (DU): 137

- Idosos entre 65 e 69 anos (fase 2)

Dose 1 (D1): 272.238 (98,36%)
Dose 2 (D2): 275.981 (93,76%)
Dose Única (DU): 247

- Idosos entre 60 e 64 anos (fase 2)

Dose 1 (D1): 339.487 (99%)
Dose 2 (D2): 312.116(79%)
Dose Única: 651

- Povos e comunidades quilombolas (fase 2)

Dose 1 (D1): 14.863 (101%)
Dose 2 (D2): 13.847 (86%)
Dose Única: 79

- Trabalhadores da Força de Segurança, Salvamento e Forças Armadas (fase 2)

Dose 1 (D1): 32.728 (111%)
Dose 2 (D2): 24.246 (61%)
Dose Úncia: 124

- Gestantes, Puérperas e Comorbidades (fase 3)

Dose 1 (D1): 59.396 (93%)
Dose 2 (D2): 36.393 (51%)

- PCD e Comorbidades (Fase 3)

Dose 1 (D1): 423.446 (82%)
Dose 2 (D2): 313.948 (43%)
Dose Única: 2.098

- Trabalhadores da Educação (Fase 4)

Dose 1 (D1): 175.320 (99%)
Dose 2 (D2): 137.688 (17%)
Dose Única: 437

- Trabalhadores Portuários (Fase 4)

Dose 1 (D1): 2.978 (133%)
Dose 2 (D2): 626
Dose Única: 2

- Trabalhadores Transporte Aéreo (Fase 4)

Dose 1 (D1): 1.641 (96%)
Dose 2 (D2): 1.664 (79,13%)
Dose Única: 2

*A Sesa destacou que os dados oscilam negativamente em relação aos dias anteriores por consequência de ajustes nas planilhas enviadas pelos municípios.

**As porcentagens da vacinação da população cearense são definidas com base em metas estabelecidas pela Secretaria Estadual da Saúde do Ceará (Sesa) para cada público prioritário. As taxas de aplicação correspondem às doses que já foram distribuídas. Mediante o envio de lotes de vacinas pelo Ministério da Saúde (MS), as doses dos imunizantes são distribuídas aos municípios proporcionais às estimativas populacionais de cada grupo prioritário (meta).259.285

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Estado do Rio tem queda no número de internações e óbitos por covid-19

Saúde
22:22 | Set. 03, 2021
Autor Agência Brasil
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O estado do Rio teve redução de 9% nas internações e de 6% no número de óbitos provocados pela covid-19. Os dados foram divulgados na 46ª edição do Mapa de Risco da Covid-19, divulgada nesta sexta-feira (3) pela Secretaria de Estado de Saúde (SES).

Os indicadores fizeram com que o estado retornasse à classificação para bandeira amarela, de baixo risco, após uma semana na bandeira laranja, de risco moderado. A análise compara as semanas epidemiológicas 33 (de 15 agosto a 21 de agosto) e 31 (01 agosto a 07 de agosto).

“Essa mudança no cenário epidemiológico se deve principalmente pela vacinação da população adulta, que já alcançou 78% com a primeira dose e 38% com o esquema vacinal completo. Apesar de ainda estarmos observando um aumento na notificação de novos casos, por causa da circulação da variante Delta, os casos graves e óbitos estão caindo”, disse o secretário estadual de Saúde, Alexandre Chieppe.

As taxas de ocupação de leitos no estado também tiveram redução. A de UTI caiu de 70% para 67% e a de enfermaria, de 46% para 44%, se compararmos a atual edição do mapa de risco com a da semana passada.

Das nove regiões do estado, cinco estão em bandeira amarela: Metropolitana II, Norte, Baixada Litorânea, Centro-Sul e Médio Paraíba. A Região Noroeste passou da bandeira vermelha para laranja, mesma classificação das regiões Serrana e Baía da Ilha Grande. Metropolitana l é a única que permanece na faixa vermelha.

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Covid-19: casos somam 20,85 milhões e mortes, 582,6 mil

Saúde
21:42 | Set. 03, 2021
Autor Agência Brasil
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O total de pessoas infectadas pela covid-19 desde início da pandemia alcançou 20.856.060. Em 24 horas, as secretarias de saúde confirmaram 25.565 novas pessoas infectadas com o vírus. Ontem, a soma de casos acumulados no sistema de informações do Ministério da Saúde estava em 20.830.495.

Já a quantidade de pessoas que não resistiram à covid-19 chegou a 582.670. Entre ontem e hoje, autoridades de saúde registraram 756 novas mortes causadas por complicações associadas à doença. Ontem, o sistema de dados da pandemia marcava 581.914 óbitos.

O número de pessoas que se recuperaram da covid-19 subiu para 19.820.202. Isso corresponde a 95% das pessoas infectadas no Brasil desde o início da pandemia.

Boletim epidemiológico do Ministério da Saúde mostra a evolução dos números da pandemia no Brasil.


Ainda há 453.188 casos em acompanhamento. São consideradas nessa condição pessoas que tiveram diagnóstico confirmado e estão sendo atendidas por equipes de saúde ou se recuperando em casa.

Constam também 3.459 mortes em investigação. Nessas situações, os diagnósticos dependem de resultados de exames concluídos apenas após o paciente já ter morrido.

A atualização foi divulgada pelo Ministério da Saúde na noite desta sexta-feira (3). O balanço da pandemia consolida dados sobre casos e mortes enviados por secretarias estaduais de saúde. 

Estados

No topo do ranking de mortes por estado estão São Paulo (146.348), Rio de Janeiro (62.978), Minas Gerais (53.244), Paraná (37.664) e Rio Grande do Sul (34.296). Na parte de baixo da lista estão Acre (1.814), Roraima (1.953), Amapá (1.959), Tocantins (3.696) e Sergipe (6.000).

Vacinação

Até o início da noite de hoje (3), o painel de vacinação do Ministério da Saúde não mostrava novas atualizações. Até esta sexta-feira, o sistema marcava 197,2 milhões de doses aplicadas, sendo 132,7 milhões da 1ª dose e 64,5 milhões da 2ª dose. Nas últimas 24 horas, foram aplicadas 1,6 milhão de doses. 

Quando considerados apenas os dados consolidados no sistema do Programa Nacional de Imunizações (PNI), foram aplicadas 188,6 milhões de doses, sendo 127,4 milhões da 1ª dose e 61,1 milhões da 2ª dose.   

Ainda conforme o painel de vacinação, foram distribuídas 233,7 milhões de doses, sendo entregues 229,9 milhões de doses.

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Adolescentes são vacinados por engano com doses da CoronaVac em Palmácia, no Interior do Ceará

VACINA CONTRA COVID-19
21:09 | Set. 03, 2021
Autor Luciano Cesário
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Ao menos 66 adolescentes de 17 anos foram vacinados por engano com doses da CoronaVac, no município de Palmácia, na região do Maciço de Baturité, localizado a cerca de 70 km de Fortaleza. A informação foi confirmada pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), através de nota divulgada nas redes sociais. Segundo a pasta, o erro foi causado devido a um “desvio de informações” acerca do lote utilizado pelos vacinadores.

Ainda no comunicado, a Secretaria pede desculpas pela falha e informa que os adolescentes serão monitorados em domicílio por uma equipe de profissionais de saúde do município. A pasta recomenda que os vacinados procurem uma unidade de saúde da cidade, em caso de reações adversas ao imunizante. “Disponibilizaremos acompanhamento domiciliar aos 66 jovens que receberam a vacina CoronaVac. Desde já, pedimos desculpas pelo ocorrido e [recomendamos], ao menor sinal de reações adversas, procurar as Unidades primárias de Saúde ou a Unidade Mista de Saúde Virgínia Rodrigues Simplício”, diz a nota.

A Secretaria não esclarece, no entanto, como o problema teria sido originado e quais providências administrativas serão tomadas em relação aos servidores responsáveis pela falha. O POVO tentou contato com a gestão municipal, via chamada telefônica, na noite desta sexta-feira, 3, às 19h41min e às 19h47min, mas ainda não obteve retorno.

De acordo com a SMS, os adolescentes que receberam doses da CoronaVac serão imunizados com o antígeno da Pfizer num intervalo de 90 dias, conforme prevê o programa Nacional de Imunização (PNI). A vacina é a única com autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para ser aplicada em pessoas na faixa etária de 12 a 17 anos no Brasil.

Em nota, a Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) esclareceu que a aplicação da vacina é de responsabilidade de cada município. Lembrou ainda que as Secretarias Municipais de saúde foram previamente orientadas sobre a vacinação do público de 12 a 17 anos, que deve ser feita exclusivamente com o imunizante da Pfizer.


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