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UE atinge meta de vacinação completa de 70% dos adultos do bloco

"Precisamos que mais europeus se vacinem. E também temos de ajudar o restante do mundo a se vacinar", escreveu a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen
08:08 | Ago. 31, 2021
Autor AFP
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A União Europeia (UE) alcançou seu objetivo de vacinar completamente 70% de sua população adulta contra a covid-19 - informou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, nesta terça-feira (31).

 

"A vacinação completa de 70% dos adultos na UE já em agosto é uma grande conquista", celebrou Von der Leyen.

 

"Precisamos que mais europeus se vacinem. E também temos de ajudar o restante do mundo a se vacinar", acrescentou Von der Leyen no Twitter.

 

"A estratégia da UE de avançar em conjunto está dando frutos e colocando a Europa na vanguarda da luta global contra a covid-19. Mas a pandemia não acabou. Precisamos de mais", disse ela, em um comunicado.

 

De acordo com Von der Leyen, "a Europa continuará apoiando seus parceiros nesse esforço, em particular, os países de renda baixa e média".

 

Já a comissária europeia para a Saúde, Stella Kyriakides, destacou que "é uma conquista coletiva da UE e de seus Estados-Membros, que mostra o que é possível quando trabalhamos juntos, com solidariedade e em coordenação".

 

"Continuaremos apoiando, em particular, aqueles Estados-Membros que continuam enfrentando desafios. Precisamos fechar a brecha de imunidade, assim como a porta para novas variantes", acrescentou.

 

A UE autorizou quatro vacinas anticovid-19 no bloco: as desenvolvidas pela Pfizer/BioNTech, AstraZeneca, Moderna (todas em duas doses) e Johnson & Johnson (em dose única).

 

De acordo com a Comissão Europeia, "a UE exportou aproximadamente metade das vacinas produzidas na Europa para outros países do mundo".

 


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Fim da retirada do Afeganistão encerra guerra mais longa da história dos EUA

INTERNACIONAL
07:07 | Ago. 31, 2021
Autor Agência Estado
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Os vestígios da presença dos EUA no Afeganistão acabaram na segunda-feira, 30, após a partida do último voo militar do aeroporto de Cabul. Com a conclusão da retirada de suas tropas, os EUA deixam o país sob controle total do Taleban e encerram a guerra mais longa de sua história.
Nos últimos dias, o alto comando militar americano disse que os EUA continuariam com a retirada até terminar o prazo de 31 de agosto. No entanto, as operações foram encerradas 24 horas antes. O último avião deixou Cabul pouco antes da meia-noite, no horário local (tarde de ontem no Brasil).
"Estou aqui para anunciar que completamos nossa retirada do Afeganistão", afirmou o general Kenneth Mckenzie, pouco após a meia-noite do dia 31 em Cabul. Ele mencionou ainda as baixas de 2.461 civis e militares, além de mais de 20 mil feridos. A data foi estabelecida como limite pelo presidente dos EUA, Joe Biden, em acordo com o comando do Taleban, que assumiu o controle do aeroporto.
Em comunicado, Biden voltou a defender a retirada. "Nos últimos 17 dias, nossas tropas realizaram a maior retirada aérea da história dos EUA, resgatando mais de 120 mil americanos, cidadãos de países aliados e afegãos", escreveu o presidente. "Terminar a missão como planejado foi a recomendação unânime do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas e de todos os nossos chefes militares."
Zabihullah Mujahid, principal porta-voz do grupo, celebrou com uma mensagem no Twitter. "O último ocupante americano retirou-se do (aeroporto de Cabul) e nosso país ganhou sua independência total", escreveu. "Louvor e gratidão a Deus."
Centenas de pessoas ainda esperam na parte de fora do aeroporto, todas mantidas à distância por combatentes do Taleban. Cerca de 1,2 mil foram retiradas ontem de avião de Cabul, segundo a Casa Branca. Isso deixa para trás entre 100 e 200 americanos, segundo o secretário de Estado, Antony Blinken, além de 100 mil colaboradores afegãos, de acordo com estimativa do New York Times. Muitos são funcionários do governo anterior e intérpretes dos militares dos EUA, que aguardam um visto especial de imigrante.
Os EUA e outros 97 países disseram que continuarão a receber pessoas que fogem do Afeganistão e firmaram um acordo com o Taleban para permitir a passagem segura daqueles que planejam partir. O negociador-chefe do grupo, Sher Mohamed Abas Stanekzai, disse que não impediria as pessoas de partir, independentemente de sua nacionalidade ou se trabalharam para os americanos durante a guerra.
No entanto, se o Taleban manterá esse compromisso e quando o aeroporto poderá reabrir para voos comerciais ainda é incerto.
Os 20 dias finais da presença americana no Afeganistão foram marcados por cenas trágicas, como a tentativa desesperada de afegãos de embarcarem em aviões americanos no aeroporto em Cabul. Um ataque do Estado Islâmico de Khorasan (Isis-K, na sigla em inglês), na quinta-feira, matou 180 pessoas, incluindo 13 militares americanos.
Na segunda-feira, as defesas antimísseis dos EUA interceptaram ao menos cinco foguetes lançados contra o aeroporto de Cabul, pouco antes de o último voo decolar. O ataque também foi reivindicado pelo Isis-K, em uma mensagem no Telegram. A organização é considerada rival do Taleban.
Segundo a imprensa afegã, os foguetes foram lançados da parte posterior de um veículo e atingiram diferentes partes da capital. Em comunicado, a porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki, confirmou a interceptação, mas não deu detalhes sobre mortos ou feridos. (Com agências internacionais)
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Morador transforma lixão em jardim público e conscientiza comunidade

Internacional
06:23 | Ago. 31, 2021
Autor Agência Brasil
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Usado por mais de uma década como local de despejo de detritos, um terreno localizado no distrito de Dandora, na capital do Quênia, Nairobi, foi transformado pela ação de um residente inconformado com o mau cheiro do local.

O projeto inspirou outras 20 iniciativas similares, afirma Chales Gachanga, realizador da transformação. “Viemos e limpamos. Não tínhamos nem um centavo”, afirmou.

Batizado de Semente de Mostarda, o parque conta com elementos de arte, bancos de material reciclado e vegetação da biodiversidade local. 

Moradores que vivem próximos ao parque criado por Gachanga pagam 100 shillings por mês - equivalente a menos de R$ 5, pela manutenção do espaço. Para quem não tem condições de arcar com a taxa, Gachanga aceita que trabalhem como voluntários na ação social.

Assista na Agência Brasil


“[O Semente de Mostarda] nos faz sentir que a natureza ainda vive”, afirmou o poeta Javan Ofula, frequentador do local à agência de notícias Reuters.

Segundo Gachanga, a iniciativa não visa apenas melhorar a qualidade de vida de quem nasceu próximo a lixões, mas educar jovens sobre a possibilidade de transformar espaços sociais. “A próxima geração está crescendo de maneira positiva, sabendo que as pessoas merecem viver em uma área verde e limpa.”

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Guerra no Afeganistão hoje, 31: últimas notícias do país tomado pelo Talibã

Geopolítica
00:54 | Ago. 31, 2021
Autor Redação O POVO
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O Afeganistão chega hoje, terça-feira, 31, a mais um dia de guerra. Confira abaixo as últimas notícias do país que foi tomado pelo Talibã. 


 

Notícias do Afeganistão: 30 de agosto

Notícias do Afeganistão: 29 de agosto

Notícias do Afeganistão: 28 de agosto

Notícias do Afeganistão: 26 de agosto

Notícias do Afeganistão: 25 de agosto

Notícias do Afeganistão: 24 de agosto

 Notícias do Afeganistão: 23 de agosto

Notícias do Afeganistão: 20 de agosto

Notícias do Afeganistão: 19 de agosto

Notícias do Afeganistão: 18 de agosto

Notícias do Afeganistão: 17 de agosto

Afeganistão: Talibã assume governo do país; entenda o conflito 

A última semana tem sido de intensos conflitos no Afeganistão. Em maio deste ano, o governo dos Estados Unidos anunciou a retirada das tropas restantes no país asiático. Com a movimentação, o grupo extremista Talibã iniciou uma série de ataques a diversas províncias do país, capturando todo o território afegão. No último dia 15, a capital Cabul foi tomada pelo grupo.

Veja o momento em que pessoas tentam embarcar para fora do país:

Contando apenas o conflito mais recente, iniciado em 2001, a Guerra do Afeganistão durou duas décadas. As origens do conflito e o surgimento do Talibã, porém, remontam a 40 anos atrás. O POVO reuniu as principais informações abaixo, confira:

 

O que é o Talibã? Quando e como ele surgiu?

O Talibã é um grupo fundamentalista que atua no Afeganistão desde os anos 1990. Com uma visão extremista da religião islâmica, a agremiação atua tanto de forma política quanto militar.

A origem do Talibã se deu após a Guerra Afegã-Soviética, que aconteceu de 1979 a 1989. Neste conflito, a União Soviética e o governo do Afeganistão, de orientação marxista e que havia chegado ao poder com um golpe de Estado em 1978, enfrentaram milícias ligadas ao Paquistão e à Arábia Saudita.

Estes grupos paramilitares, chamados mujahidins, tinham também apoio logístico e treinamento dos Estados Unidos e da Inglaterra. Esta foi uma das chamadas "guerras por procuração", comuns no embate entre Estados Unidos e União Soviética, em que os dois países nunca entravam em conflito direto.

Entre as tropas que receberam treinamento, dinheiro e armas dos Estados Unidos, estavam nomes como Mohammed Omar, Akhtar Mansour e Hibatullah Akhundzada. Os três são fundadores do Talibã, que começou como um grupo de estudos do islã ("talib", no idioma afegão).

Em 1994, Omar, com cerca de outros 50 estudantes, decidiu criar uma organização que militasse pelo endurecimento das leis no Afeganistão segundo uma interpretação extremista da Sharia, código de conduta islâmico. Com amplo apelo em escolas religiosas do Afeganistão e do Paquistão, em 1995 o Talibã já tinha cerca de 15 mil membros.

Entre os posicionamentos de Omar estavam a oposição tanto à invasão soviética, que trouxe costumes ocidentalizados ao Afeganistão, quanto às milícias que governavam partes do país após o fim do conflito. À época, diversas facções de mujahidins disputavam o vácuo de poder deixado pelos soviéticos, em uma guerra civil que durou de 1992 a 1996. Na visão do Talibã, os conflitos geravam sofrimento ao povo afegão, e aconteciam porque a população não seguia as interpretações mais rígidas da Sharia.

Tropas do Talibã tomaram o controle da capital do Afeganistão, Cabul, neste domingo, 15
Foto: Wakil Kohsar / AFP
Tropas do Talibã tomaram o controle da capital do Afeganistão, Cabul, neste domingo, 15

O Talibã já governou o Afeganistão antes?

Já em seu princípio o Talibã tinha sua própria milícia, devido às armas e treinamentos recebidos de Paquistão e Estados Unidos, durante a guerra contra a União Soviética. Lançando, em dezembro de 1994, em um ataque na cidade natal de Omar, Kandahar, o grupo tomou o poder na região. Nos meses seguintes, as investidas militares continuaram: em setembro de 1996, o Talibã havia conquistado Cabul.

Entre 1996 e 2001, o Talibã foi o governo de fato do país, com o nome de Emirado Islâmico do Afeganistão. Após duas décadas de conflitos, entre a invasão soviética e a guerra civil, todavia, a região estava destruída, e acesso a itens básicos como água potável, comida e eletricidade dependiam de ajuda humanitária. Com uma política de desconfiança em relação a não-muçulmanos, o Talibã dificultou ou impediu ações de organismos internacionais no país.

Durante seu governo, o Talibã firmou parceria com a organização terrorista Al-Qaeda. O grupo criado por Osama Bin Laden teve grande integração com as forças de segurança do Afeganistão no período, auxiliando o governo do Talibã a manter a autoridade no país mesmo com o colapso social.

O Talibã é uma organização terrorista?

A princípio, o foco do Talibã não era atuar como grupo terrorista. Embora tenha posicionamentos similares ao de grupos como Al-Qaeda e Daesh (Estado Islâmico), o objetivo inicial do Talibã era o estabelecimento de um governo sob uma visão extremista do islã.

Diferentemente destas organizações, que realizam ações como o atentado às Torres Gêmeas, em 2001, e diversos ataques a bomba, em países como Inglaterra, Espanha, Iraque e Indonésia, o Talibã focava em ações de política interna, primariamente no Afeganistão e em partes do Paquistão. Após a queda do governo, devido à invasão estadunidense em 2001, o Talibã passou a usar táticas de terrorismo, como homens-bomba.

Há, ainda, relações próximas do Talibã com grupos terroristas. A Al-Qaeda, por exemplo, atuou durante anos dentro do governo afegão, na época que este era comandado pelo Talibã. A filha de Mohammad Omar, fundador do Talibã, se casou com um dos filhos de Osama Bin Laden, em um estreitamento dos laços entre os dois grupos.

Apesar de não ter sido sempre considerado um grupo terrorista, por não realizar habitualmente ataques e atentados como organizações do tipo, o Talibã é conhecido por usar de extrema violência. Entre suas ações há a execução de opositores, coerção e ameaças.

A ativista paquistanesa Malala Yousafzai, por exemplo, ficou conhecida por sua resistência às políticas do Talibã, que proíbe mulheres de estudar nas regiões que ocupa. Em 2012, ela foi atacada por um atirador do Talibã em retaliação a seu ativismo.

Tropas do Talibã tomaram o controle da capital do Afeganistão, Cabul, neste domingo, 15
Foto: Wakil Kohsar / AFP
Tropas do Talibã tomaram o controle da capital do Afeganistão, Cabul, neste domingo, 15

Como o Talibã retomou o Afeganistão?

Após o ataque da Al-Qaeda às Torres Gêmeas, em 2001, o governo dos Estados Unidos, em conjunto com outros países, invadiu o Afeganistão, dando início à chamada "Guerra ao Terror". A ofensiva foi intensa e, em cerca de dois meses, o governo do Talibã havia sido deposto.

Ao longo das duas décadas seguintes, tropas estadunidenses se mantiveram na região, além de realizar incursões em outros países próximos, como Iraque (resultando na Guerra do Iraque), Síria e Iêmen. Apesar de ter gasto mais de 1,5 trilhão de dólares nestes conflitos, sendo mais de US$ 1 trilhão somente no Afeganistão, o governo dos Estados Unidos nunca conseguiu remover totalmente a influência do Talibã no país.

Até 2014, as tropas estadunidenses estavam envolvidas diretamente em combates com remanescentes do Talibã no Afeganistão. Em outubro daquele ano, porém, o papel do exército dos Estados Unidos se tornou de treinamento e apoio logístico às forças armadas do Afeganistão, reunidas em 2011.

A partir de então, o Talibã passou a se reorganizar para não apenas reagir em combate contra as tropas estadunidenses, voltando a usar táticas políticas e militares para se reerguer. Além da reestruturação das milícias, o Talibã passou a atuar no interior do Afeganistão, argumentando que a ocupação dos Estados Unidos e os governos de transição impediam que o nível de vida da população melhorasse.

Com um contingente renovado, o Talibã aproveitou as negociações de retirada das tropas internacionais para retomar de forma significativa diversas províncias do Afeganistão. Em fevereiro de 2020, já com controle territorial significativo no país, o Talibã e o governo dos Estados Unidos assinaram um acordo de paz que previa o fim da ocupação estrangeira no país.

Apesar da transição entre os governos de Donald Trump e Joe Biden ter gerado atrasos no planejamento inicial, em maio de 2021 as últimas tropas estadunidenses começaram a retirada. Conforme as forças armadas do Afeganistão eram deixadas como única linha de defesa em diversas regiões do país, o Talibã avançou na captura de mais regiões.

No começo de agosto, havia apenas cerca de 650 soldados dos Estados Unidos no Afeganistão. Conforme o Talibã capturava mais regiões do país, o exército afegão permaneceu com apenas dois pelotões, ambos na capital Cabul. Com pouca resistência, o Talibã aumentou a intensidade e a agressividade das ações, chegando a Cabul nesse domingo.

O presidente do Afeganistão, Ashraf Ghani, fugiu do país algumas horas antes das tropas do Talibã avançarem sobre Cabul. O grupo, que chegou aos limites da cidade na manhã de domingo (horário local), afirmou que não tomaria a capital antes de negociar uma transição pacífica do poder.

Com a fuga de Ghani, porém, o Talibã decidiu entrar na cidade. Em comunicado, o grupo afirmou que a mudança de posição aconteceu para "evitar o caos e os saques", uma vez que a polícia local abandonou os postos.

Na incursão, as tropas do Talibã capturaram prisões em Cabul e na cidade vizinha de Bagram, libertando milhares de prisioneiros. Entre os libertos, há membros do Daesh e da Al-Qaeda. Na noite de domingo, o Talibã chegou ao palácio presidencial, e declarou a retomada do governo deposto em 2001 (Bemfica de Oliva).

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Exército dos EUA conclui retirada do Afeganistão e encerra guerra de 20 anos

uerra mais longa da história dos EUA
00:30 | Ago. 31, 2021
Autor Agência Estado
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Os vestígios da presença dos EUA no Afeganistão acabaram na segunda-feira, 30, após a partida do último voo militar do aeroporto de Cabul. Com a conclusão da retirada de suas tropas, os EUA deixam o país sob controle total do Talibã e encerram a guerra mais longa de sua história.

Nos últimos dias, o alto comando militar americano disse que os EUA continuariam com a retirada até terminar o prazo de 31 de agosto. No entanto, as operações foram encerradas 24 horas antes. O último avião deixou Cabul pouco antes da meia-noite, no horário local (tarde de ontem no Brasil).

"Estou aqui para anunciar que completamos nossa retirada do Afeganistão", afirmou o general Kenneth Mckenzie, pouco após a meia-noite do dia 31 em Cabul. Ele mencionou ainda as baixas de 2.461 civis e militares, além de mais de 20 mil feridos. A data foi estabelecida como limite pelo presidente dos EUA, Joe Biden, em acordo com o comando do Talibã, que assumiu o controle do aeroporto.

Em comunicado, Biden voltou a defender a retirada. "Nos últimos 17 dias, nossas tropas realizaram a maior retirada aérea da história dos EUA, resgatando mais de 120 mil americanos, cidadãos de países aliados e afegãos", escreveu o presidente. "Terminar a missão como planejado foi a recomendação unânime do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas e de todos os nossos chefes militares."

Zabihullah Mujahid, principal porta-voz do grupo, celebrou com uma mensagem no Twitter. "O último ocupante americano retirou-se do (aeroporto de Cabul) e nosso país ganhou sua independência total", escreveu. "Louvor e gratidão a Deus."

Centenas de pessoas ainda esperam na parte de fora do aeroporto, todas mantidas à distância por combatentes do Talibã. Cerca de 1,2 mil foram retiradas ontem de avião de Cabul, segundo a Casa Branca. Isso deixa para trás entre 100 e 200 americanos, segundo o secretário de Estado, Antony Blinken, além de 100 mil colaboradores afegãos, de acordo com estimativa do New York Times. Muitos são funcionários do governo anterior e intérpretes dos militares dos EUA, que aguardam um visto especial de imigrante.

Os EUA e outros 97 países disseram que continuarão a receber pessoas que fogem do Afeganistão e firmaram um acordo com o Talibã para permitir a passagem segura daqueles que planejam partir. O negociador-chefe do grupo, Sher Mohamed Abas Stanekzai, disse que não impediria as pessoas de partir, independentemente de sua nacionalidade ou se trabalharam para os americanos durante a guerra.

No entanto, se o Talibã manterá esse compromisso e quando o aeroporto poderá reabrir para voos comerciais ainda é incerto.

Os 20 dias finais da presença americana no Afeganistão foram marcados por cenas trágicas, como a tentativa desesperada de afegãos de embarcarem em aviões americanos no aeroporto em Cabul Um ataque do Estado Islâmico de Khorasan (Isis-K, na sigla em inglês), na quinta-feira, matou 180 pessoas, incluindo 13 militares americanos.

Na segunda-feira, as defesas antimísseis dos EUA interceptaram ao menos cinco foguetes lançados contra o aeroporto de Cabul, pouco antes de o último voo decolar. O ataque também foi reivindicado pelo Isis-K, em uma mensagem no Telegram. A organização é considerada rival do Talibã.

Segundo a imprensa afegã, os foguetes foram lançados da parte posterior de um veículo e atingiram diferentes partes da capital Em comunicado, a porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki, confirmou a interceptação, mas não deu detalhes sobre mortos ou feridos. (Com agências internacionais)

 

 

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TCE-CE aprecia contas de 2020 do governador Camilo Santana nesta terça

Política
00:30 | Ago. 31, 2021
Autor Filipe Pereira
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O Tribunal de Contas do Estado (TCE-CE) realiza nesta terça-feira, 31, às 9h30min, uma sessão extraordinária híbrida (presencial e telepresencial) para apreciar as contas do governador Camilo Santana (PT), referentes ao exercício 2020. A apresentação do parecer prévio será conduzida pelo relator do processo, conselheiro Rholden Botelho de Queiroz. A sessão será transmitida pelo canal do TCE no YouTube.

O documento traz informações sobre o Balanço Geral do Estado, responsável por detalhar as posições orçamentárias, financeiras e patrimoniais da administração estadual. Com base no relatório/voto a ser apresentado pelo relator, o colegiado também analisa se as operações estão de acordo com os princípios fundamentais da Contabilidade Pública. Ao final, será emitido o parecer prévio, que pode ser pela aprovação, desaprovação ou aprovação com ressalvas.

Além dos documentos encaminhados pelo Governo do Estado, o conselheiro analisa o relatório técnico elaborado pela Diretoria de Contas de Governo, da Secretaria de Controle Externo (Secex). A avaliação possui abrangência sobre as administrações direta (Poderes e Órgãos constitucionais) e indireta (autarquias, fundações, fundos e empresas estatais dependentes e não dependentes), além do Parecer do Ministério Público do Ceará (MPCE) junto ao TCE-CE.

O parecer do Executivo funciona como documento técnico especializado, que contém uma apreciação das contas consolidadas e prestadas pelo governador. Segundo o tribunal, o documento é considerado um dos mais importantes instrumentos de transparência da gestão governamental.

A emissão do parecer prévio das contas anuais do governador por parte do órgão de controle externo respeita o disposto no Art. 42 da Lei Orgânica. Após apresentação, o documento é encaminhado à Assembleia Legislativa do Ceará (AL-CE), a quem cabe julgar as contas do chefe do Executivo.

“O Parecer Prévio das Contas do Governador é um documento técnico especializado, que contém uma apreciação objetiva e imparcial das contas consolidadas e prestadas pelo Poder Executivo. Além de ser uma peça indispensável para subsidiar a Assembleia no julgamento das contas, é um dos mais importantes instrumentos de transparência da gestão governamental e de fortalecimento do controle social", afirma o presidente do TCE no Ceará, conselheiro Valdomiro Távora.

Em julho de 2020, com ressalvas, o TCE aprovou, por unanimidade, o Parecer Prévio das Contas de 2019 do governador Camilo Santana. Foram feitas 51 recomendações, num documento que teve como relator o conselheiro Edilberto Pontes. Na ocasião, o relatório apontou que o Ceará aplicou mais recursos em segurança pública do que em educação e saúde.

O último texto foi aprovado na Assembleia Legislativa em setembro do ano passado. Foram 26 votos pela aprovação e cinco votos “não”, dos opositores Renato Roseno (Psol), Fernanda Pessoa (PSDB), Heitor Férrer (SD), Delegado Cavalcante (PTB) e Soldado Noelio (Pros).

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