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Preço das vacinas de Pfizer e Moderna sobe após adaptação a cepas

Segundo o jornal financeiro britânico, que teve acesso ao contrato concluído com a UE, o preço da vacina da Pfizer aumentou de 15,50 euros (18,39 dólares) para 19,50 euros (23,14 dólares) a unidade, e a da Moderna, de 19 (22,50 dólares) para 21,50 euros (25,50 dólares)
07:41 | Ago. 02, 2021
Autor - AFP
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Tipo Notícia

As farmacêuticas Pfizer e Moderna aumentaram os preços de sua vacina contra a Covid-19 para a União Europeia, após sua adaptação às variantes do vírus - disse o secretário de Estado francês para Assuntos Europeus, Clément Beaune, confirmando uma notícia publicada pelo jornal Financial Times.

 

"Tem que olhar tudo isso com racionalidade, não se deixar enganar, obviamente, sem ter contratos mais exigentes, com produtos adaptados às variantes. Não apenas para a União Europeia, mas para todos os compradores será um pouco mais caro", declarou Clément Beaun, em entrevista à Rádio France Internationale (RFI), sem especificar o montante do aumento.

 

Segundo o jornal financeiro britânico, que teve acesso ao contrato concluído com a UE, o preço da vacina da Pfizer aumentou de 15,50 euros (18,39 dólares) para 19,50 euros (23,14 dólares) a unidade, e a da Moderna, de 19 (22,50 dólares) para 21,50 euros (25,50 dólares).

 

"Eles estão fazendo adaptações para as variantes, como se pede nos contratos que estão sendo negociados. Também pedimos que a maior parte da produção, quase 300 componentes da vacina, seja produzida na Europa", acrescentou Beaune.

 

Isso ocorre em pleno aumento de casos no Velho Continente por causa da variante Delta, contra a qual as vacinas das americanas Pfizer e Moderna devem ser eficazes para evitar formas graves da doença, conforme os primeiros estudos.

 

Bruxelas sempre se opôs a revelar o preço de seus pedidos do imunizante. Em dezembro, um ministro belga revelou no Twitter, apagando pouco depois, um relatório que indicava o preço prometido por cada unidade pela UE: 1,78 euro (2,11 dólares) para a vacina da AstraZeneca, e 18 dólares, para a da Moderna.

 

Em maio, a UE fechou um novo contrato com a Pfizer/BioNTech para comprar 1,8 bilhão de doses de sua vacina da covid-19 até 2023, mas não informou o preço.

 

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou em julho que alcançou seu objetivo de contar com o número de doses suficiente para vacinar 70% dos europeus adultos (336 milhões de pessoas).

 

O programa de compra conjunta de vacinas dos países europeus totalizou 330 milhões de doses da vacina da Pfizer, 100 milhões da AstraZeneca, 50 milhões da Moderna e 20 milhões da Johnson & Johnson.

 

No final de julho, a Pfizer esperava vender vacinas contra a covid-19 por 33,5 bilhões de dólares (28,23 bilhões de euros) este ano, muito acima dos 26 bilhões (21,91 bilhões de euros) que a empresa havia previsto dois meses antes. Em maio, a Moderna previa vendas anuais de 19,5 bilhões de dólares (16,43 bilhões de euros).

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CPI retoma trabalhos nesta terça e mira irregularidades na compra de vacinas

Política
2021-08-02 12:37:08
Autor Vítor Magalhães
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Tipo Noticia

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid no Senado retoma os trabalhos na próxima terça-feira, 3 de agosto, após o fim do recesso parlamentar de duas semanas. Para esta semana, estão previstos os depoimentos de intermediários que teriam negociado vacinas com o governo sem o aval dos fabricantes.

O primeiro a ser ouvido será o fundador da Secretaria Nacional de Assuntos Humanitários (Senah), reverendo Amilton, que teria negociado a venda da vacina AstraZeneca em nome do governo. O policial militar Luiz Paulo Dominguetti, que ofereceu 400 milhões de doses do imunizante sem autorização, disse ter contado com a intermediação do reverendo para ser atendido pelo governo federal.

Francisco Maximiano, presidente da empresa Precisa Medicamentos, que atuou como intermediária durante a negociação para a compra da vacina indiana Covaxin, deveria depor na quarta-feira, mas disse que não poderá ir porque está fora do País. Essa será pelo menos a terceira vez que a oitiva é adiada.

Com isso, o coronel Marcelo Blanco, ex-diretor substituto do Departamento de Logística do Ministério da Saúde (MS) deve ser ouvido na quarta-feira. Ele participou de um jantar onde supostamente ocorreu pedido de propina em negociação para compra do mesmo imunizante (AstraZeneca).

O empresário Airton Soligo, o Airton Cascavel, presta depoimento na quinta-feira, 5. Nome próximo ao ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, ele teria atuado no MS sem ter cargo oficial. De acordo com a CPI, há registros da participação do empresário em ações exclusivas daqueles que têm cargo na gestão pública, como ações com prefeitos e secretários estaduais da saúde.

 

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Randolfe Rodrigues: CPI da Pandemia e os seus próximos passos

2021-08-02 00:00:00
Autor Randolfe Rodrigues
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Tipo Opinião

A CPI da Pandemia reinicia seus trabalhos presenciais em 3 de agosto, após o término do recesso legislativo. Nas últimas duas semanas, embora não tenham ocorrido sessões deliberativas ou oitivas de testemunhas, as investigações não foram interrompidas: o tempo foi aproveitado para perícia dos documentos recebidos e cruzamento de informações com os dados já coletados pela CPI.

As suspeitas de adoção pelo governo federal de uma estratégia deliberada de exposição da população brasileira ao novo coronavírus em busca da imunidade coletiva de rebanho é reforçada com a análise minuciosa da documentação em posse da comissão, bem como a aposta no chamado kit-covid, um coquetel de medicamentos sem nenhuma eficácia comprovada contra os casos graves da doença ou mesmo impedimento para a contaminação.

Ainda neste sentido, os trabalhos até agora permitem afirmar que as medidas de contenção do espalhamento do coronavírus também foram negligenciadas pelo governo federal - senão ignoradas.

A tentativa de minimizar a gravidade da pandemia, o boicote ao uso de máscaras e ao isolamento social, a disseminação de desinformação e notícias falsas sobre a crise sanitária, entre outras atitudes, reforçam a negligência na condução do problema.

O volume de dados coletados e analisados ajuda a traçar um panorama da resposta governamental à pandemia do novo coronavírus e explica o elevado índice de contaminações e mortes decorrentes da covid-19 no Brasil.

Porém, foram as denúncias de superfaturamento em contratos e pedidos de propina para a compra de vacinas que explicitaram a trama macabra a qual o povo brasileiro foi submetido.

As suspeitas de corrupção envolvendo a compra de imunizantes para aplicação na população envolve diferentes vacinas e personagens. Entretanto, o esquema identificado é comum a todas as denúncias, isto é, respondem a um mesmo método: o uso de intermediários nas negociações e comissionamento pela participação no processo, com a celebração de contratos superfaturados para posterior distribuição de propina. Em outras palavras, corrupção clássica.

O surgimento dessas denúncias inaugurou um novo momento na CPI da Pandemia, além de obrigar a prorrogação dos trabalhos.

Queremos investigar a fundo as negociações envolvendo a compra de vacinas. Afinal, elas trazem esperança para o controle da pandemia e retomada da normalidade, sendo particularmente perverso usá-las para desvio de recursos públicos.

A previsão é de concluirmos os trabalhos já em setembro. A sociedade brasileira exige urgência nas respostas que elucidem como nos tornamos epicentro mundial da pandemia, além de contabilizarmos mais de cinco milhares de centenas de mortes por covid-19. E quer ver passada a limpo a questão dos imunizantes. Afinal, enquanto o povo pedia por vacina, o governo federal ia em busca de propina.

 

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Mais 2,1 milhões de doses da vacina da Pfizer chegam ao Brasil

Saúde
2021-08-01 13:57:00
Autor Agência Brasil
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Tipo Notícia

Pousou na manhã de hoje, 1º, no Aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), um dos aviões que trazem a carga de 2,1 milhões de doses da vacina da Pfizer de combate ao coronavírus. Segundo o Ministério da Saúde, foram desembarcadas, esta manhã, 1,053 milhão de doses. Ainda esta tarde, está prevista achegada de outra aeronave com o restante da carga de imunizantes.

De  acordo com o balanço divulgado nesse sábado, 31, pelo ministério, o Programa Nacional de Imunizações já distribuiu 23,6 milhões de doses do imunizante da Pfizer a todo o País. O contrato com o Ministério da Saúde prevê a entrega de 100 milhões de doses até setembro e outras 100 milhões de doses entre outubro e dezembro deste ano.

Ontem, o Brasil atingiu a marca de 100 milhões de pessoas com ao menos a primeira dose da vacina contra o coronavírus, o que representa 62,5% do público-alvo, de pessoas com 18 anos ou mais. Já foram completamente imunizados, com as duas doses ou vacinas de dose única, 40 milhões de pessoas, 25% dos 160 milhões de brasileiros com idade a partir de 18 anos.

Além das doses da Pfizer, o PNI já distribuiu para todo o país 86,5 milhões de doses da vacina da AstraZEneca contra a convid-19; 69,5 milhões da Coronavac e 4,7 milhões da Janssen, totalizando 184 milhões de doses.

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Do digital para a realidade da Saúde

ECONOMIA
2021-08-01 00:30:00
Autor Samuel Pimentel
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Tipo Notícia

Nos últimos anos, muitas soluções tecnológicas foram incrementadas no segmento hospitalar brasileiro. A digitalização dos processos, atendimentos, diagnósticos, tratamentos e gestão é latente. E esse é um caminho sem volta. Imagine como seria a vida das pessoas sem a telemedicina em tempos de pandemia na qual vivemos. Essa proposta é somente uma dentre as várias que foram desenvolvidas pelas healthtechs, empresas de tecnologia voltadas ao setor da saúde.

 

 

Esse processo de inovação no setor foi proporcionado pelo largo investimento em pesquisa e desenvolvimento, o que fez esse segmento dar um salto nos últimos dois anos. De acordo com a Associação Brasileira de Startups (Abstartups), o número de healthtechs vem crescendo. Em 2018 eram 357. Em 2021, até agora, já temos 515. Isso representa um crescimento de 44%.

Um levantamento da Distrito, plataforma de Inovação Aberta com foco em aceleração de startups, aponta que, somente no primeiro semestre de 2021, os investimentos dessas empresas escaláveis em saúde atingiram 183,9 bilhões de dólares, o que representa aporte de mais de meio bilhão de reais.

A pandemia representou um marco, pois, com os atendimentos presenciais despencando e o aumento da preocupação com saúde, as soluções das healthtechs proporcionaram um novo posicionamento para o setor de saúde como um todo. E como o Brasil é o maior mercado de saúde da América Latina e o sétimo maior do mundo, com mais de US$ 42 bilhões gastos anualmente em cuidados de saúde privado, tem-se aí uma mina de ouro a ser explorada

.+ O POVO Tecnologia aborda Inteligência de dados em saúde

A telemedicina é somente um dos exemplos de opções que estão chegando ao consumidor final. A visibilidade para o mercado da saúde, com a corrida pelo desenvolvimento de vacinas contra a Covid-19, desenvolvimento de soluções no que se refere aos equipamentos de proteção individual (EPIs) usando impressoras 3D, até a melhoria dos fluxos hospitalares, colocaram as healthtechs em evidência.

Seja nos planos de saúde ou - mais lentamente - no Sistema Único de Saúde (SUS) as novidades têm aparecido. E isso é somente o começo, pois as parcerias entre essas empresas de tecnologia e as grandes de atendimento médico devem ser ampliadas.

Desafios para seguir crescendo

Uma pesquisa feita pela KPMG com CEOs de hospitais revela que apesar de a maioria (62%) já estar realizando inovações antes da pandemia, 79% dos executivos acreditam que, nos próximos três anos, todos os aspectos dos modelos de prestação de cuidados vão passar por transformações, mas que o setor ainda enfrenta obstáculos e desafios significativos.

Na avaliação de Leonardo Giusti, sócio-líder de Governo, Infraestrutura e Saúde da KPMG, o fato de o Brasil ser um dos poucos países a garantir o direito universal ao acesso à saúde é uma grande responsabilidade.

"Temos 6 mil pontos de cuidado espalhados pelo Brasil, por aí vemos quão fragmentado é o sistema e também as oportunidades", comenta.

Leonardo avalia que, com o avanço tecnológico, observamos que o atendimento vai além do ponto físico, num modelo "hospitalcêntrico", em que "era preciso ir num ponto físico para ter acesso ao atendimento de saúde."

No entendimento do presidente do Conselho Regional de Economia do Ceará (Corecon-CE), Ricardo Coimbra, o avanço das startups atinge uma brecha de mercado em que há muito espaço para crescimento, inclusive em parcerias com empresas já tradicionais do segmento de saúde que buscam inovar.

"Existe uma tendência de crescimento, pois os serviços de saúde no Brasil estão bem aquém da demanda dos consumidores brasileiros por qualidade dos serviços e preço. Deveremos ter investimentos mais pesados em tecnologia, em que o atendimento será inovador, desde o diagnóstico até o tratamento", analisa.

 

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PARCERIA EMPRESA-STARTUP

2021-08-01 00:30:00
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Exemplo do potencial benéfico ao mercado das parcerias entre grandes empresas do setor de saúde e as healthtechs podemos enxergar nas iniciativas da Dasa, maior rede de saúde integrada do Brasil e líder em medicina diagnóstica na América Latina, que possui parceria com o CUBO, maior hub de inovação da América Latina na vertical de saúde.

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