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Coronavírus
NOTÍCIA

Viajantes de áreas com variante indiana devem realizar quarentena, orienta Governo do Ceará

Nota Técnica também recomenda que pessoas evitem viagens não essenciais e que realizem testes da Covid-19 antes de se deslocarem no Estado

Mirla Nobre
20:03 | 17/05/2021
Nota Técnica na Sesa alerta viajantes de áreas com variante indiana do coronavírus a fazerem quarentena (Foto: BARBARA MOIRA/ O POVO)
Nota Técnica na Sesa alerta viajantes de áreas com variante indiana do coronavírus a fazerem quarentena (Foto: BARBARA MOIRA/ O POVO)

O Governo do Ceará, por meio da Secretaria Estadual da Saúde (Sesa), emitiu um alerta para evitar a entrada da variante indiana do coronavírus (B.1.617) no Estado. Conforme nota técnica, os viajantes de áreas com a cepa indiana devem cumprir quarentena e realizar testes da Covid-19 antes de se deslocarem dentro do Ceará. Texto foi publicado pela pasta na última sexta-feira, 14.

Outra orientação do documento para evitar a disseminação da doença no Estado, é a recomendação para que as pessoas evitem viagens não essenciais, principalmente para áreas de incidência significativamente mais elevada da variante. Nos últimos dois meses, a Índia e alguns países vizinhos registraram um “aumento acentuado” no número de casos e mortes em virtude da Covid-19.

O documento da Sesa destaca que essa alta de casos está relacionada a uma proporção crescente de vírus pertencentes às linhagens B.1.617.1 e B.1.617.2, ambos descobertos em dezembro de 2020, na Índia. “O Reino Unido viu um rápido aumento na detecção da linhagem B.1.617.1 e, em maior medida, B.1.617.2, associada a viagens para a Índia e posterior transmissão pela comunidade”, disse a nota.

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Na última segunda-feira, 10, a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou a linhagem B.1.617 como uma Variante de Preocupação (VOC). Um rótulo de “variante preocupante” indica que a variante identificada pode mostrar, entre outros indicadores, evidência de transmissibilidade ou gravidade aumentadas. As B.1.617.1 e B.1.617.2 foram identificadas pela primeira vez na Índia no ano passado, e foram detectadas, simultaneamente, ao aumento da prevalência no grande surto observado no país.

Diante do atual momento em que a Índia enfrenta nesta segunda onda da Covid-19, o documento da Sesa traz orientações para evitar uma possível introdução da cepa indiana no Ceará. A nota alerta viajantes provenientes de áreas com uma incidência mais elevada da variante para a necessidade de cumprir com quarentena, bem como serem testados e isolados, caso haja desenvolvimento de sintomas.

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Além da Índia, mais 46 países já detectaram a circulação das variantes B.1.617. Entre eles estão EUA, Alemanha, Itália, México, Japão, França, Canadá, China, Espanha, Nova Zelândia, Portugal entre outros. Para ter acesso a lista completa das regiões onde a linhagem está em circulação, basta acessar o banco de dados de sequência da Gisaid, plataforma que fornece acesso aberto a dados genômicos de vírus influenza e coronavírus responsáveis pela pandemia da Covid-19. A listagem passa por atualizações constantes.

Confira as orientação da Sesa:

- Realizar sequenciamento direcionado e representativo de casos comunitários para detectar precocemente e monitorizar a incidência da variante;

- Aumentar o monitoramento e os testes de pessoas com uma relação epidemiológica com as áreas com uma incidência significativamente mais elevada incidência da variante, e realizar sequenciamento dessas amostras;

- Rastreio de contatos direcionados e o isolamento de casos suspeitos e confirmados da variante;

- Alertar as pessoas provenientes de áreas com uma incidência significativamente mais elevada da variante para a necessidade de cumprir com quarentena, bem como ser testado e auto-isolado se desenvolverem sintomas;

- Recomendar que se evitem todas as viagens não essenciais, em particular para áreas com uma incidência significativamente mais elevada da variante;

- Notificar possíveis casos de infecção com a nova cepa variante ou variantes em circulação para SARS-CoV-2 de forma imediata pelo formulário de notificação imediata do MS, bem como junto aos Centros de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS) locais.