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Coronavírus
NOTÍCIA

Vacinadores são capacitados para aplicar vacina da Pfizer/BioNTech

O treinamento foi realizado presencialmente, e 60 enfermeiros de Fortaleza que atuam diretamente na logística e aplicação da vacina receberam orientações da Secretaria Municipal de Saúde

Gabriela Custódio
18:48 | 04/05/2021
Equipe de 60 enfermeiros que atuam na vacinação do Centro de Eventos, em Fortaleza, foram capacitados para aplicação da vacina Pfizer/BioNTech (Foto: Marcos Moura/Divulgação)
Equipe de 60 enfermeiros que atuam na vacinação do Centro de Eventos, em Fortaleza, foram capacitados para aplicação da vacina Pfizer/BioNTech (Foto: Marcos Moura/Divulgação)

Enfermeiros que atuam na vacinação do Centro de Eventos, em Fortaleza, receberam treinamento para a aplicação da vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela farmacêutica Pfizer em parceria com a empresa alemã BioNTech. Ao todo, 60 profissionais, divididos em grupos, participaram da capacitação. Realizada pela Secretaria Municipal da Saúde (SMS) nesta terça-feira, 3, ela forneceu orientações sobre segurança na administração do imunizante.

O primeiro lote da vacina Pfizer/BioNTech chegou ao Ceará nessa segunda, 3. A remessa conta com 17.550 doses que serão utilizadas na terceira fase da campanha de imunização, que inclui pessoas com deficiência permanente e com comorbidades — doenças crônicas pré-existentes. Inicialmente, elas serão aplicadas apenas na Capital devido às especificidades de armazenamento, transporte e aplicação.

Especificidades da vacina Pfizer/BioNTech

Diferentemente das demais vacinas que estão sendo utilizadas na campanha brasileira de imunização contra a Covid-19, o imunizante produzido pela Pfizer necessita de alguns cuidados específicos. Eles devem ser armazenados em temperaturas negativas. Elas podem ficar em freezer de Ultra Baixa Temperatura — de -90ºC a -60ºC — por até seis meses. Ao serem armazenadas entre -25ºC e -15ºC, o prazo cai para 14 dias.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso emergencial dessa vacina no dia 23 de fevereiro de 2021. O estudo clínico de fase 3 — aquela em que se busca demonstrar a eficiência da vacina e que é a última antes de se obter o registro sanitário — foi realizado com aproximadamente 2,9 mil voluntários no Brasil e 44 mil no Mundo. A eficácia da Pfizer/BioNTech é de 94,6% para casos leves e moderados, e de 100% para casos graves.

Plataforma inédita

Esse imunizante também se distingue dos que já são adotados no Brasil por utilizar a plataforma de RNA-mensageiro (mRNA). Com essa tecnologia, a vacina Pfizer/BioNTech mimetiza uma infecção natural pelo Sars-Cov-2, o coronavírus causador da Covid-19.

Ela carrega parte do material genético do vírus e, com isso, leva as células a replicarem a proteína spike do coronavírus, que está relacionada à capacidade de ele entrar nas células humanas. A partir da produção dessa proteína, o sistema imunológico reage para defender o organismo.

Em dezembro de 2020, a microbiologista Natalia Pasternak explicou esse processo em publicação no TikTok e no Twitter.