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Coronavírus
NOTÍCIA

Índia aprova a vacina russa Sputnik V contra Covid-19

A Sputnik V é a terceira vacina aprovada pela Índia, depois do fármaco desenvolvido por Oxford e AstraZeneca e da Covaxin, da empresa indiana Bharat Biotech

08:55 | 13/04/2021
Pessoas se aglomeram em uma estação ferroviária em Mumbai em 12 de abril de 2021 (Foto: Sujit Jaiswal / AFP)
Pessoas se aglomeram em uma estação ferroviária em Mumbai em 12 de abril de 2021 (Foto: Sujit Jaiswal / AFP)

A Índia autorizou o uso da vacina russa Sputnik V contra a Covid-19, anunciou nesta terça-feira (13) um importante fabricante local de medicamentos, o que permitirá acelerar a campanha de vacinação no momento em que o país registra um grande aumento de contágios.

 

"Estamos muito felizes de ter obtido a autorização do uso de emergência para a Sputnik V na Índia", afirmou em um comunicado G.V. Prasad, copresidente e diretor-gerente da farmacêutica indiana Dr. Reddy's.

 

"Com o aumento de casos na Índia, a vacinação é a ferramenta mais eficaz em nossa batalha contra a covid-19", completou Prasad.

 

A Sputnik V é a terceira vacina aprovada pela Índia, depois do fármaco desenvolvido por Oxford e AstraZeneca e da Covaxin, da empresa indiana Bharat Biotech.

 

Segundo os acordos de produção assinados pelo Fundo Russo de Investimento Direto (RDIF, na sigla em inglês), o fundo soberano russo que promove a vacina, o fabricante indiano produzirá 852 milhões de doses da Sputnik V.

 

A Índia, país de 1,3 bilhão de habitantes, enfrenta um aumento de casos de Covid-19 nas últimas semanas, o que levou o governo a decretar um toque de recolher e instaurar restrições de movimento.

 

Na segunda-feira, a Índia registrou mais 161.000 casos adicionais, superando pelo sétimo dia consecutivo a barreira dos 100.000 novos contágios diários.

 

O diretor executivo do RDIF, Kirill Dmitriev, afirmou em um comunicado que a aprovação é um "marco importante" depois de uma "ampla cooperação" nos testes clínicos da vacina na Índia.

 

A eficácia da vacina Sputnik V é de 91,6%, segundo um artigo da revista médica Lancet, destacou o laboratório indiano.

 

"É uma boa notícia porque vai estimular a oferta de vacinas na Índia (...) mas não vai fazer muito contra o surto atual (de casos)", comentou à AFP o virologista Shahid Jameel.

 

A nova onda de Covid-19 na Índia motivou restrições e/ou confinamentos parciais em muitos estados e territórios gravemente afetados.

 

Maharashtra, principal foco de contaminação, impôs na semana passada um confinamento nos fins de semana e um toque de recolher noturno.

 

Mas o estado - onde fica Mumbai, a capital econômica do país - advertiu que um confinamento total poderia ser instaurado nos próximos dias, caso os contágios permaneçam em alta.

 

As autoridades de Mumbai anunciaram na segunda que nas próximas seis semanas serão construídos três hospitais de campanha.

 

Em Nova Délhi o número de leitos para pacientes de Covid-19 aumentará, enquanto em 14 grandes hospitais instalações serão adaptadas para o tratamento de infectados com o coronavírus.

 

O ministro chefe da capital indiana, onde está em vigor um toque de recolher noturno, informou no domingo que 65% dos novos pacientes têm menos de 45 anos.

 

A Índia, principal fabricante de vacinas do mundo, iniciou a campanha de vacinação em janeiro.

 

Mas o ambicioso objetivo do governo de vacinar 300 milhões de pessoas até o fim de julho não avança como o previsto, devido à escassez de doses em alguns estados e dúvidas sobre as vacinas.