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Bolsonaro volta a defender uso de cloroquina contra Covid-19: "por que não tomar?"

Na ocasião, o presidente também reconheceu a eficácia do tratamento precoce contra a doença e defendeu a prescrição de medicamentos fora da bula

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a defender o uso de medicamentos sem eficácia científica comprovada no tratamento contra a Covid-19, em conversa com apoiadores na manhã desta segunda-feira, 1°. “Esses medicamentos - hidroxicloroquina, ivermectina e Annita - não têm efeito colateral. Por que não tomar?”, disse o chefe do Executivo, que também reconheceu o tratamento precoce no combate à doença.

A afirmação do presidente contraria as recomendações de autoridades da saúde e sanitárias que não indicam o uso desses medicamentos para o tratamento da Covid-19, podendo estes causar reações adversas quando usados sem receituário médico e para funções não indicadas na bula. O presidente, por sua vez, defende a prescrição off-label, isto é, fora da bula, na justificativa de ser um direito do médico preceituar o tratamento.

“É um direito do médico trabalhar off-label, né? Quando tem matérias na imprensa que falam que tem tratamento em outros países, a gente manda embaixador confirmar, né. Alguns países têm confirmado tratamento precoce que tem dado certo. O que mandei confirmar agora é Coreia do Sul, que seria com a cloroquina”, declarou.

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Bolsonaro ainda deu a entender que a recusa a esses tratamentos seria intencional e em favor do aumento de óbitos pela doença. “Parece que quanto mais morrer, melhor para alguns setores da sociedade brasileira”, declarou ele.

Grande aposta de Bolsonaro contra o novo coronavírus, milhões de comprimidos de hidroxicloroquina permanecem encalhados no Ministério da Saúde e em hospitais de municípios em todo o País. Os medicamentos foram doados pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e pela farmacêutica Sandoz.

Enviados ao Brasil em lotes de 100 comprimidos, o fracionamento pode representar ainda uma despesa para os governos estaduais. Em reunião no último dia 17, o Ministério da Saúde sugeriu que os estados assumam os custos com a divisão e o empacotamento da dose indicada para cada paciente em tratamento contra a Covid. A ideia não foi bem recebida pelos secretários estaduais.

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