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Coronavírus
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Aumento de casos de coronavírus no Ceará tem sido puxado por Fortaleza e atingido população de menos de 50 anos

Secretário da Saúde aponta que o Interior tem apresentado constante redução de óbitos e casos

Matheus Facundo
19:44 | 01/12/2020
HOSPITAL Leonardo da Vinci, em Fortaleza é referência em tratamento de pacientes com Covid-19 no Estado (Foto: Aurelio Alves)
HOSPITAL Leonardo da Vinci, em Fortaleza é referência em tratamento de pacientes com Covid-19 no Estado (Foto: Aurelio Alves)

O incremento na taxa de positividade de exames da Covid-19 no Ceará, percebido desde outubro, tem sido puxado por Fortaleza, segundo aponta Carlos Roberto Martins Rodrigues, o dr. Cabeto, secretário da Saúde do Estado. Segundo o titular da Secretaria da Saúde (Sesa), o aumento no número de novos casos ocorre em pacientes que não estão na faixa etária de risco, por isso, não é acompanhado de aumento significativo nos óbitos e internações.

"80% dessas pessoas têm menos de 50 anos de idade. Isso faz com que a gente entenda, em parte, o porquê não aumentamos o número de pacientes de forma significativa em UTI e leitos de enfermaria", explica Dr. Cabeto. Mesmo assim, o secretário informa que a rede de saúde estadual tem trabalhado na ampliação de leitos destinados aos pacientes com Covid-19 nas últimas duas semanas.

Cabeto aponta que o Interior tem apresentado constante redução de óbitos e casos. "Semanalmente fazemos reunião no governo com a comissão técnica para traçar estratégias que se pautam na evolução do plano de flexibilização e no reforço das medidas sanitárias", aponta. O decreto estadual de isolamento social, referente à pandemia, inclusive não tem avanços há mais de um mês devido a preocupações com o aumento de casos.

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Em vídeo divulgado pela Sesa nesta terça-feira, o secretário aponta ainda que tem trabalhado para garantir a vacinação de toda a população cearense, assim que a imunização for viável. Ele comenta que está em contato direto com São Paulo e países onde a vacina está sendo produzida. A intenção, conforme Dr. Cabeto, é vacinar primeiro as pessoas de grupos de risco, "que precisam ser mais protegidos".

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