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Cadáveres de visons enterrados na Dinamarca ressurgem na superfície

O fenômeno ocorreu em um terreno militar perto de Holstebro (oeste), em uma das fossas improvisadas onde os animais sacrificados foram enterrados, segundo imagens transmitidas pela televisão pública DR
11:27 | Nov. 25, 2020
Autor AFP
Tipo Notícia

A Dinamarca decidiu se desfazer rapidamente dos visons para combater a pandemia de Covid-19, devido a uma mutação do vírus transmissível aos humanos, mas mesmo depois de mortos e enterrados, os animais ressurgiram sob os efeitos dos gases de decomposição.

 

O fenômeno ocorreu em um terreno militar perto de Holstebro (oeste), em uma das fossas improvisadas onde os animais sacrificados foram enterrados, segundo imagens transmitidas pela televisão pública DR.

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Os cadáveres dos visons, que apareceram na superfície devido à pressão acumulada dos gases de decomposição, estão cobertos apenas por uma fina camada de calcário e de uma terra muito arenosa, o que teria facilitado o fenômeno, segundo a polícia local.

 

O ministério do Meio Ambiente e da Agricultura afirma em um comunicado que os visons estão enterrados entre um metro e meio e dois metros. Mas segundo o DR, estavam apenas a um metro de profundidade neste terreno.

 

Para o ministério, o reaparecimento dos cadáveres é "um problema temporário ligado ao processo de decomposição dos animais".

 

"O Estado brinca com a nossa natureza e a usa como um aterro sanitário", lamentou Leif Brogger, um conselheiro municipal de Holstebro, citado pelo jornal Jyllands-Posten.

 

Fotos e vídeos compartilhados nas redes sociais geraram vários comentários: um internauta no Twitter disse que 2020 é "o ano dos visons mutantes zumbis assassinos".

 

Os animais que ressurgiram foram enterrados a 200 metros de um lago, ou seja, 100 metros a menos que o recomendado, levantando preocupações sobre problemas de poluição por fósforo e nitrogênio, o que as autoridades prometeram resolver.

 

No início de novembro, a Dinamarca anunciou que iria sacrificar mais de 15 milhões de visons, devido a uma mutação problemática do coronavírus transmitida por esses animais, que poderia, segundo estudos preliminares, ameaçar a eficácia da futura vacina para os humanos.

 

Mais de 10 milhões de visons já foram sacrificados, de acordo com os últimos dados.


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