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Coronavírus
NOTÍCIA

Governo de São Paulo determina que hospitais não desmontem leitos de Covid-19 e não agendem novas cirurgias eletivas

Decisões foram tomadas após aumento no número de internações diárias em São Paulo, que aumentaram de 859 para 1.006 durante a semana de 8 a 14 de novembro

07:26 | 20/11/2020
Leitos para tratamento de pacientes com Covid-19 não poderão ser desmontados por conta do aumento do número de internações diárias que São Paulo enfrenta.  (Foto: Aurelio Alves/O POVO)
Leitos para tratamento de pacientes com Covid-19 não poderão ser desmontados por conta do aumento do número de internações diárias que São Paulo enfrenta. (Foto: Aurelio Alves/O POVO)

O governo de São Paulo anunciou nesta quinta-feira, 19, que será assinado um decreto determinando que hospitais não desmontem os leitos construídos para atender exclusivamente pacientes da Covid-19. Além da decisão, também serão suspensos novos agendamentos de cirurgias eletivas, as consideradas não emergenciais, no estado. As informações são do portal G1.

As decisões foram tomadas após o aumento do número de internações e casos de coronavírus em São Paulo. "Essa elevação da curva [de internações] promove a necessidade de medidas estratégicas. Dessa maneira, o governo assina hoje um decreto que determina a todos os hospitais públicos, filantrópicos e privados a não desmobilização de qualquer leito, seja ele de UTI ou de enfermaria, voltados para o atendimento do Covid-19. Assim como a não realização de novos agendamentos de cirurgias eletivas”, disse Jean Gorinchteyn, secretário estadual da Saúde.

Os agendamentos e atendimentos de cirurgias não emergenciais haviam sido retomados nos meses anteriores, quando houve queda dos indicadores da Covid-19.

Durante a coletiva, a Prefeitura de São Paulo negou que a cidade enfrenta uma nova onda de Covid-19, mas afirmou que abriu 200 novos leitos para tratar casos leves da doença. O prefeito Bruno Covas (PSDB) admitiu aumento de ocupação de UTI, mas disse não ser necessária a adoção de medidas mais restritivas, como o lockdown.

O governo também decidiu que as análises e decisões serão realizadas a cada 14 dias. "Como agora tivemos duas semanas consecutivas com aumento de internações nós estamos agora mudando para acompanhar a classificação a cada 14 dias. Se esta tendência se mantiver, os indicadores vão demonstrar e teremos sim que tomar medidas mais restritivas", afirmou a secretária de Desenvolvimento Econômico, Patrícia Ellen.

Número de internações

Na última segunda-feira, 16, a gestão de São Paulo admitiu o aumento de 18% nas internações de casos suspeitos e confirmados da doença. A média de diária das novas internações subiu de 859 para 1.009 durante a semana do dia 8 a 14 de novembro.

Mesmo com o alerta de médicos e hospitais particulares da capital São Paulo, além de dados oficiais que apontam o aumento na Grande São Paulo, o governo negava que a doença estaria aumentando no estado.

Durante a coletiva nesta quinta-feira, 19, Gorinchteyn afirmou que o governo estadual ainda enfrenta dificuldades para interpretar os dados de internações. Ele informou que a instabilidade no sistema Sivep-Gripe, do Ministério da Saúde, impediu a divulgação de dados entre os dias 6 e 10 e novembro e também o feriado 12 de outubro, quando funcionários trabalham em esquema de plantão e há redução na inserção de informações no sistema.